Como Chegar

Encontros de Formação de Platéia e Música no Parque

Introdução

Nesses encontros, orientados por Clarice Miranda e Liana Justus, são abordados vários temas ligados música: os instrumentos que compõem uma orquestra sinfônica moderna, o papel e a evolução da regência, a ópera, a classificação das vozes e os períodos musicais. Além disso, são apresentados conhecimentos simples que uma platéia precisa dominar, como a hora certa dos aplausos, o instrumento que dá a afinação da orquestra e a importância do maestro.

A proposta é resgatar a sensibilidade e desenvolver a segurança musical, despertando e ampliando o gosto por essa arte. É possível ingressar no mundo da música clássica e usufruir de todo o seu fascínio.

O programa proporcionará o surgimento de um público novo, apto a comparecer a concertos e espetáculos e preparado o bastante para desfrutar um universo de incomparável beleza.

Saber sobre música é enriquecer-se, é permitir que a sensibilidade, uma vez estimulada, atinja outras esferas do conhecimento.
Faça parte você também deste admirável mundo da música.

Apresentação

Nasci em uma família musical e cresci pensando que gente que não canta nem toca um instrumento é meio esquisita… O fazer música em família me ensinou a escutar música feita por outros, o que não é uma coisa intuitiva, mas um traço cultural.
Nosso querido Fernando Brant, em uma de suas tantas letras maravilhosas, disse que “…muita gente boa pôs o pé na profissão de tocar um instrumento e de cantar, não importando se quem pagou quis ouvir.” Mas não é bem assim. Músico é um ser sensível, quer ser ouvido com atenção e carinho.

Por essas e outras é que me entusiasmei com a idéia da série “Música na Casa Fiat de Cultura”, iniciada com “Três Gerações de Cravistas” e, em especial, com a seqüência de agora, os “Encontros de formação de platéia & Música no Parque”.

Vai ser uma oportunidade muito gostosa, a de poder aprender com especialistas simpáticos e generosos aquilo que se requer para apreciar a boa música e, em seguida, ouvir essa boa música com os ouvidos e a mente devidamente preparados.
Eu vou fazer todo o possível para estar, todas as noites, na Casa Fiat e na Praça, aprendendo mais e ouvindo melhor. E agradecendo a Deus por ter existido a Vovó Tetê, Esther Franzen de Lima, que deixou família o doce legado da música.

J E de Lima Pereira

Música na Praça

A música, como todas as artes, é a expressão de um povo.

Cada vez mais, os programas das mais renomadas salas de concerto e seus respectivos espaços ao ar livre reservam espaço para seus compositores nacionais, deixando de lado o mérito da influência desta música ser popular ou estritamente erudita. Querer definir limites visíveis desta fronteira é um erro, e a experiência vem provando o contrário.

Nos parques europeus é comum ouvir Brahms, Beethoven, Mahler…Nos parques americanos também se ouve música européia, mas a presença do jazz vem se intensificando a cada temporada.

No Brasil, ouvimos de tudo. Se a música é a expressão de um povo, e se nosso povo foi constituído de diversas origens, é natural que nossa música seja mista, e que essa mistura a torne exótica, atrativa, alegre e contagiante, assim como nossa culinária, nossas cores preferidas e nossa língua.

Ao conceber os quatro programas do projeto Música no Parque, tive a preocupação de atentar a todos esses fatores, e dar ao público um pouco de cada qual.
No primeiro concerto teremos enfoque no Barroco Europeu, destacando os dois grandes nomes do período – Vivaldi e Händel. Vamos perceber como cada um tratou o instrumental e o vocal, na execução das Quatro Estações e de árias virtuosas para contratenor. Execução da Orquestra de Câmara Musicoop, com Edson Queiroz e Marconi Araújo, violino e canto, respectivamente.

No segundo concerto, o destaque é para a ópera, a arte que engloba todas as artes, e a mais popular do mundo. A seleção de árias destaca as mais famosas passagens do gênero, com 6 cantores solistas acompanhados por 14 músicos.

Na terceira noite a formação será enxuta, apenas um quarteto de cordas, porém rica em conteúdo. O Quarteto de Brasília fará uma apresentação de música brasileira, dedicando meio programa ao repertório popular com roupagem erudita. Evidente sinal do bom resultado da ‘tal’ mistura dita há pouco.

Para o encerramento em grande estilo, ouviremos o melhor da música popular instrumental brasileira executada pela Banda Mantiqueira. O nível dos arranjos, os improvisos – tudo lembra a escrita do jazz americano, porém com sabor e ritmos brasileiros.

Espero que a platéia mineira se delicie com esta série de concertos, e peça bis – o que seria atendido de imediato!

Maestro Marcelo Ramos
Curador

Local

Formação de Platéia
Casa Fiat de Cultura
Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1250 – Belvedere
Nova Lima – MG Telefax para informações: 31 3289 8900

Música no Parque
Parque JK
Av. Bandeirantes, 280, Sion.

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