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Palestra “Mary Vieira”, com Malou von Muralt

MALOU VON MURALT APRESENTA PALESTRA SOBRE A ESCULTORA MARY VIEIRA NA CASA FIAT DE CULTURA

No centro de Belo Horizonte, mais precisamente na Praça Rio Branco – localizada em frente à Rodoviária – está uma das mais representativas obras da escultora Mary Vieira: o monumento “Monovolume: liberdade em equilíbrio”, muitas vezes esquecido na correria diária da capital mineira. A especialista na obra da escultora, Malou von Muralt, realiza a palestra “Mary Vieira”, no dia 1º de julho, às 19h30, na Casa Fiat de Cultura. Será abordada a vida e obra da escultora, com especial atenção às obras da artista no espaço público. A palestra é gratuita e sujeita à lotação (200 lugares)

O interesse de Mary Vieira pela arquitetura remonta à década de 40, período de profunda renovação artística e cultural na capital mineira impulsionada pelo então Prefeito Juscelino Kubitschek. A inauguração da Pampulha e a Exposição de Arquitetura Antiga e Moderna (Brazil Builds) trazida por JK para Belo Horizonte em 1944, foram marcos importantes na formação da então aluna de Guignard. A construção de Brasília, na década seguinte, para a qual, inclusive, contribuiu de várias formas, teve grande significado na vida da artista. Era este Brasil moderno que Mary Vieira trazia dentro dela, o Brasil no qual acreditava e que defendia mundo afora.

Construída em 1982, a pedido do então prefeito Maurício Campos, a Praça Rio Branco (ou “Praça-monumento: liberdade em equilíbrio”, como a escultora preferia chamar) tem suas raízes nesta tradição da “síntese das artes”. Esta obra monumental inaugura num gesto de extraordinária audácia a sobriedade formal da arte concreta no coração da cidade.

Baseada em rico material iconográfico, a palestra propõe apresentar e explicitar o projeto original de Mary Vieira. Qual o significado desta praça? Qual a proposta? Que recepção teve à época e qual é a aceitação hoje? Seria possível conseguir o seu restauro e garantir a sua posterior manutenção?

A escultora tem obras representativas na Suíça, em São Paulo, Poços de Caldas, Ouro Preto, Araxá, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Para Malou von Muralt uma coisa é certa: “a Praça Rio Branco, em Belo Horizonte, com sua obra monumental ‘Monovolume : liberdade em equilíbrio’, é o derradeiro e mais vultoso projeto urbanístico de Mary Vieira, uma verdadeira declaração de amor a Minas Gerais”.

 

Mary Vieira

Mary Vieira (São Paulo SP 1927 – Basiléia, Suíça 2001) foi uma importante escultora e professora. Cursou desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte. Realizou pesquisas sobre o movimento e a dinâmica das formas e produziu, em 1948, suas primeiras esculturas eletromecânicas e um conjunto de trabalhos em madeira intituladoMultivolumes. A partir de 1949, produziu os primeiros Polivolumes. Muda-se, em 1951, para a Suíça, onde realizou curso de aperfeiçoamento com Max Bill (1908 – 1994). Participou, em 1954, na Suíça, a convite de Max Bill, da última exposição do Grupo Allianz, constituído por artistas voltados a tendências construtivistas. Nesse ano, inicia atividades em design gráfico, e cria, entre outros trabalhos, o cartaz para a mostra Brasilien Baut [Brasil Constrói], realizada em Zurique, em 1954, da qual também participa com oito obras. A partir de 1966, torna-se professora da Escola Superior de Arte, Técnicas de Planejamento Gráfico e Desenho Industrial, da Universidade da Basiléia, Suíça. A partir de 1970, realizou uma série de obras monumentais na Suíça e no Brasil, como PolivolumePonto de Encontro, para o Palácio Itamaraty, em Brasília. A escultora faleceu em 2001, na Suíça.

Malou von Muralt é estudiosa das relações culturais entre a Suíça e o Brasil, com ênfase na questão da identidade brasileira. Temas pesquisados: Descobrimento do Brasil, História do Brasil, Pau-Brasil, Modernismo. Idealizou e coordenou o Vº Centenário do Brasil na Suíça. Em 2001, recebe, na Embaixada do Brasil em Berna, a Ordem do Rio Branco. A partir de 2002, estuda o movimento de arte concreta e a relação entre Max Bill e o concretismo brasileiro, tendo realizado inúmeras entrevistas com protagonistas do movimento.

Em 2004, realiza consultoria e pesquisa para a exposição « Mary Vieira – o tempo do movimento » (CCBB 2005) com curadoria de Denise Mattar. Em 2005, cria em São Paulo o núcleo de pesquisa Mary Vieira, dando continuidade à pesquisa na Suíça e no Brasil. De 2006 a 2008, promove e acompanha o restauro do “intervolume: flexibeton” (1975) de Mary Vieira nos jardins do Hospital Municipal da Basiléia (Bürgerspital Basel).

Em Belo Horizonte, promove junto às autoridades municipais o restauro da Praça Rio Branco, de autoria de Mary Vieira. Há dez anos, organiza e coordena rico acervo documental e iconográfico sobre a vida e a obra de Mary Vieira. Atualmente, profere palestras na Suíça (Museum Tinguely, Rappaz Museum) e no Brasil (Escola Guignard) e prepara a biografia da artista mineira. Paralelamente, trabalha com assessorias de curadoria e consultorias para historiadores de arte, pesquisadores, museus, galerias, colecionadores e curadores.

Palestra Mary Vieira
1º de julho, às 19h30
Malou von Muralt

Entrada Gratuita

Espaço Multiuso da Casa Fiat de Cultura
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG
4º andar
Espaço sujeito à lotação (200 lugares)

Informações
(31) 3289-8900
www.casafiatdecultura.com.br
casafiat@casafiat.com.br
facebook.com.br/casafiatdecultura
Instagram:@casafiatdecultura
www.circuitoculturalliberdade.com.br
Informações para imprensa:
Personal Press
Polliane Eliziário
(31) 9788-3029 | polliane.eliziario@personalpress.jor.br

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