Como Chegar

Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – Coleção Edson Queiroz

Uma das mais significativas coleções de arte brasileira chega a Belo Horizonte pela primeira vez. Reunindo cerca de 60 obras de importantes artistas do Modernismo no Brasil, a exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – Coleção da Fundação Edson Queiroz” estreia dia 3 de março. O público poderá apreciar pinturas e esculturas de uma das mais importantes manifestações artísticas até o dia 8 de maio, com entrada gratuita.

A mostra proporciona um passeio pela história da arte moderna brasileira ao apresentar grandes nomes como Lasar Segall, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Guignard, Bruno Giorgi, Cícero Dias, Flavio de Carvalho, Alfredo Volpi, Helio Oiticica, José Pancetti, entre outros. Ao todo, o público poderá apreciar 53 pinturas e 5 esculturas de variados artistas, com destaque para as obras “Duas Amigas” (1913), de Lasar Segall; “Mulata com Flores” (19XX), de Di Cavalcanti; e “Mulher e Crianças” (1940), de Portinari, e Lavadeiras do Abaeté (1956), de Pancetti.

Com curadoria de Valéria Piccoli, atual curadora-chefe da Pinacoteca do estado de São Paulo, a exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – Coleção da Fundação Edson Queiroz” traz uma narrativa da história da arte da primeira metade do século XX no Brasil, por meio de obras de qualidade inquestionável.

Em evidência, as variadas linguagens da modernidade, ressaltando as relevantes formas do movimento. Em um período de 50 anos do modernismo, será possível perceber inúmeras fases dos artistas acompanhando a noção de modernidade, desde o país ansiando por ser moderno, a construção da iconografia nacional e a reformulação da arquitetura e formação das cidades.

A exposição contará com agendamento de visitas mediadas pelo Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, além de visitas temáticas, palestras, minicursos, oficinas e ateliê aberto. Com coordenação da educadora Clarita Gonzaga, as temáticas do Programa Educativo envolvendo a mostra irão variar entre colecionismo, modernismo e linguagens artísticas, proporcionando ao público uma imersão nas experiências e processos que nortearam a produção dos artistas em exposição.

A mostra é uma realização da Casa Fiat de Cultura, em parceria com a Fundação Edson Queiroz, patrocínio da Fiat Automóveis e Instituto Unimed BH, e apoio do Ministério da Cultura.

FORMAS DO MODERNO

Casa Fiat de Cultura celebra 10 anos e apresenta uma das mais importantes coleções do Brasil, pertencente à Fundação Edson Queiroz, que debate a modernidade dentro do modernismo

 

O modernismo foi o mais intenso movimento artístico brasileiro. Questionou a forma de ver o país, imaginou uma nova nação e enriqueceu o cenário com uma nova arte. A partir do dia 3 de março, o público poderá apreciar as mais variadas formas usadas pelos artistas do século passado em busca da almejada modernidade que marcou o movimento. Reunindo cerca de 60 obras de importantes artistas do Modernismo Brasileiro, a exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – Coleção da Fundação Edson Queiroz” apresenta uma das mais significativas coleções de arte brasileira, inédita em Belo Horizonte, integrando a programação dos 10 anos da Casa Fiat de Cultura. Os visitantes poderão conferir pinturas e esculturas até o dia 8 de maio, com entrada gratuita.

A mostra proporciona um passeio pela história da arte moderna brasileira, ao apresentar grandes nomes, como Lasar Segall, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Guignard, Bruno Giorgi, Cícero Dias, Flavio de Carvalho, Alfredo Volpi, Helio Oiticica, José Pancetti, Antonio Bandeira, Antônio Gomide, Ernesto Di Fiori, Hermelindo Fiaminghi, Ione Saldanha, Ismael Nery, Judith Lauand, Lothar Charoux, Maria Helena Vieira da Silva, Maria Martins, Milton Dacosta, Ruben Valetim Samson Flexor, Vicente do Rêgo Monteiro e Willys de Castro. Ao todo, o público poderá apreciar 52 pinturas e cinco esculturas, com destaque para as obras “Duas Amigas” (1913), de Lasar Segall, “Mulata com Flores”, de Di Cavalcanti (sem data), “Mulher e Crianças” (1940), de Portinari, e “Lavadeiras do Abaeté” (1956), de Pancetti.

Com curadoria de Valéria Piccoli, curadora-chefe da Pinacoteca do estado de São Paulo, a exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – Coleção da Fundação Edson Queiroz” apresenta uma narrativa da história da arte da primeira metade do século XX no Brasil, por meio de obras de qualidade inquestionável. Piccoli explica que a mostra evidencia as várias maneiras como os artistas brasileiros pretenderam se mostrar modernos. “Contemplando um período de aproximadamente 50 anos, será possível perceber como a modernidade se identificou, de início, com o radicalismo da primeira geração modernista, e, posteriormente, com o engajamento social de pintores como Di Cavalcanti e Portinari. O lirismo de Volpi e Pancetti foram também identificados como modernos, assim como a adesão de toda uma geração às correntes abstratas, que deve ser entendida paralelamente à projeção alcançada pela arquitetura brasileira nas décadas de 1950 e 1960”, revela.

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, o recorte do acervo de arte da Fundação Edson Queiroz, objeto da exposição, coloca o público diante de um modelo de colecionismo generoso, raro no Brasil. “O modernismo é um fenômeno curioso no Brasil: trata-se de movimento que se recusa a findar, tão fortemente permaneceu no imaginário coletivo. É uma manifestação atemporal, excepcionalmente bem representada na Coleção Edson Queiroz”, completa.

O vice-reitor de Extensão e Comunidade Universitária da Universidade de Fortaleza (Unifor), Randal Pompeu, acredita que a exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura” consolida o nome da Fundação Edson Queiroz como instituição de importância no cenário cultural brasileiro, por representar o reconhecimento a uma das coleções de artes visuais mais relevantes do país. “Além de realizar mostras de grandes artistas no Espaço Cultural Airton Queiroz, da Universidade de Fortaleza, a Fundação Edson Queiroz amplia sua atuação ao exibir seu acervo a milhares de pessoas em outras capitais, a exemplo da exposição de obras na Pinacoteca de São Paulo em 2015, que reuniu mais de 66 mil visitantes. Também é uma forma de construir parcerias de valor junto a outras instituições de renome na seara artística. E o maior beneficiado com isso é, sem dúvida, o público apreciador de arte e a cultura do Brasil como um todo”, conclui.

A exposição é uma realização da Casa Fiat de Cultura, em parceria com a Fundação Edson Queiroz e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, Fiat Automóveis e Minalba, e apoio do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Histórico de Minas Gerais (IEPHA MG), da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e do Governo de Minas Gerais.

Formada por cinco núcleos, a mostra apresenta, já no princípio, oito obras dos primeiros modernistas, como Flavio de Carvalho e Gomide, que se tornaram referência dessa geração ao usar as linguagens internacionais incorporadas no ambiente brasileiro. A figura humana é o fio condutor que revela a assimilação de novas linguagens artísticas pela primeira geração de artistas modernistas a atuar no Brasil. A geometrização das formas proposta pelo cubismo é especialmente influente nesse momento, assim como as distorções da pintura expressionista de Flavio de Carvalho e Lasar Segall.

Na sequência, a curadoria propõe um olhar sobre dez obras de artistas que se dedicaram a questões sociais. A arte moderna no Brasil pretendeu se despojar dos temas heroicos e voltar-se ao homem comum. A pintura de Di Cavalcanti e Portinari, principalmente, revela o interesse dos artistas pelas festas de rua, pelos conflitos no campo, pela migração para as cidades e pelos tipos urbanos em geral – aspectos que o público poderá conferir de perto na mostra.

Já no terceiro núcleo, o público apreciará um panorama entre Volpi e Pancetti, passando por Guignard, com 20 obras que abstraem a visão da cidade e do urbano desses artistas, contemplando pinturas planas e geométricas. Nesta sala, será possível ver a valorização de uma expressão mais pessoal e mais lírica na pintura – em detrimento da norma acadêmica –, que abre espaço, a partir da década de 1940, para o surgimento de algumas das manifestações mais sensíveis da arte brasileira.

A partir da década de 1950, os brasileiros assistiram à primazia da abstração, seja de vertente geométrica – de que são exemplos as obras de Fiaminghi e Milton Dacosta –, seja da corrente lírica, representada por Flexor e Vieira da Silva, que marcam presença no quarto núcleo da mostra, culminando com a quinta sala. Este último conjunto de obras propõe uma aproximação formal entre pinturas de quatro artistas bastante diversos, tanto em formação quanto em atuação. Essas pinturas revelam o quanto a arte moderna buscou se afastar de seu referente no mundo real e explorar seus próprios elementos; nesse caso, a cor e o potencial das vibrações cromáticas. A galeria conta, ainda, com sala de leitura e de vídeo, com conteúdo que irá enriquecer a experiência dos visitantes em meio às obras dos mestres modernistas.

 

Mapa

O Programa Educativo é peça fundamental no trabalho de valorização e ampliação do conhecimento proporcionado pela Casa Fiat de Cultura a seu público. Para cada exposição, são idealizados temáticas e conceitos a serem trabalhados em visitas mediadas, oficinas, programação paralela, assessoria ao professor e outras atividades. Desde que passou a integrar o Circuito Cultural Liberdade, a Casa Fiat de Cultura vem construindo uma nova identidade para o Programa Educativo, visando não apenas a abordagem dentro das galerias, mas, também, a possibilidade de acompanhar as práticas e processos do fazer criativo. Paraisso, foi estruturado um Ateliê Aberto, que proporciona aos visitantes um espaço de experimentação livre dentro das múltiplas linguagens artísticas.

A exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – Coleção da Fundação Edson Queiroz” contará com agendamento de visitas mediadas pelo Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, além de visitas temáticas, palestras, minicursos, oficinas e ateliê aberto. Com coordenação da educadora Clarita Gonzaga, as temáticas do Programa Educativo sobre a mostra irão variar entre colecionismo, modernismo e linguagens artísticas, oferecendo ao público uma imersão nas experiências e nos processos criativos que nortearam a produção dos artistas em exposição.

A programação paralela contará com palestras que permitem ao público aprofundar-se nos conteúdos relacionados à exposição. O Ciclo de Palestras da mostra terá início no dia 9 de março, às 19h, com a conferência “Formas do Moderno”, proferida pela curadora Valéria Piccoli. Nela, serão abordados artistas e obras presentes na galeria, numa contextualização histórica e artística sobre o modernismo e a construção de um novo Brasil.

Nas Visitas Mediadas, os visitantes serão desafiados não apenas a contemplar, mas, também, a refletir sobre as obras expostas, por meio de estratégias específicas de mediação. Como forma de ampliar a acessibilidade da mostra, serão realizadas Visitas Acessíveis, nas quais  serão oferecidos recursos para que todos os públicos possam apreciar a exposição em suas variadas possibilidades sensoriais. Tanto as Visitas Mediadas quanto as Visitas Acessíveis serão realizadas de terça a sexta, nos horários de 10h30, 13h30, 15h30 e 19h, com agendamento prévio por telefone ou via e-mail e com transporte gratuito (vagas limitadas).

Aos sábados, o público poderá apreciar as obras sob diferentes perspectivas, nas Visitas Temáticas. Artistas, técnicas e obras serão apresentadas de maneira diversa, tornando cada visita um momento único. As inscrições para participar podem ser feitas no local. Os horários disponíveis são, sempre, 10h e 14h.

“Outra ação do Programa Educativo são os Minicursos. Voltados para jovens a partir de 15 anos, eles contarão com práticas e processos envolvidos nas diversas linguagens artísticas, em momentos de experimentação da arte como forma de investigação, apreciação e transformação do/no mundo. As turmas se reúnem às terças, quartas e quintas, das 19h às 21h, totalizando 6 horas. A obtenção de certificado de participação está condicionada ao cumprimento de uma carga horária de, no mínimo, 4 horas.  A lotação é de 20 pessoas por turma e as inscrições podem ser feitas por e-mail ou telefone.

Profissionais da educação também terão a oportunidade de experimentar os diferentes métodos e técnicas das diversas linguagens artísticas, na perspectiva da sala de aula, valorizando a arte como agente transformador do/no mundo. Professores das redes pública e privada se reúnem nos dias 22, 23 e 24 de março, das 19h às 21h.  As turmas são limitadas a 20 pessoas por turma e as inscrições podem ser realizadas por telefone e e-mail.

Como forma de experimentar as diversas etapas e técnicas de construção artística, explorando as diferentes linguagens, sempre com a orientação de um educador habilitado, o público poderá vivenciar a arte como meio de indagação e transformação no Ateliê Aberto. O espaço funciona aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

Doutora em História da Arte pela USP, Valéria Piccoli atua como Curadora Chefe da Pinacoteca de São Paulo desde 2012. Nesta instituição, coordenou o projeto de instalação da mostra de longa duração do acervo intitulada Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo. Foi curadora de diversas exposições no Brasil, dentre as quais Olhar viajante na Casa Fiat de Cultura (2008) Coleções em diálogo: Museu Paulista e Pinacoteca de São Paulo. Colaborou, também, com projetos de exposição no exterior, como Terra Brasilis, parte do festival Europalia.Brasil em Bruxelas, e Picturing the Americas: landscape painting from Tierra del Fuego to the Arctic, em parceria com a Art Gallery of Ontario (Canadá) e a Terra Foundation for American Art (Estados Unidos).

Há 10 anos, a Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural mineiro, ao apresentar, em Belo Horizonte, 19 importantes exposições, de renomados artistas brasileiros e internacionais. A grande arte de Caravaggio, Chagall, De Chirico, Rodin, Tarsila do Amaral e outros pôde ser apreciada e discutida de forma gratuita ao longo dos anos, por todos os públicos, de todas as idades e classes sociais. Sempre com mostras inéditas, a instituição desenvolve um Programa Educativo que é peça fundamental nesse trabalho de valorização e de ampliação do conhecimento proporcionado a seu público. Para cada exposição, são idealizados conceitos e temáticas a serem trabalhados em atividades educativas, em um modelo de Ateliê Aberto, que proporciona aos visitantes um espaço de experimentação livre e de participação nos processos do fazer criativo.

Cerca de 800 mil pessoas já visitaram a Casa Fiat de Cultura e mais de 300 mil pessoas participaram das atividades educativas. Para cada público, uma abordagem especial é adotada, com o intuito de encantar e transformar, de maneira positiva, o imaginário de cada visitante. É com esse espírito de envolvimento e inclusão que a Casa Fiat de Cultura tornou-se referência no Brasil, por meio da arte e da cultura, ao proporcionar experiências memoráveis ao público.

Ao longo dos últimos 30 anos, a Fundação Edson Queiroz, sediada em Fortaleza, vem constituindo importante coleção de arte brasileira, que se estende do século XIX ao XXI. Dos registros de viajantes como Frans Post e Rugendas às pinturas de grandes dimensões de Beatriz Milhazes e Daniel Senise, a coleção reunida pelo chanceler Airton Queiroz é uma das mais sólidas iniciativas do país, percorrendo a história da arte brasileira desde seus primórdios até a atualidade.

A Pinacoteca do Estado de São Paulo é um museu de artes visuais, com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade, pertencente à Secretaria de Estado da Cultura. Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, é o museu de arte mais antigo da cidade. Está instalada no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, projetado no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, que sofreu ampla reforma com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, ao final da década de 1990.

O acervo original da Pinacoteca foi formado com a transferência, do então Museu do Estado, hoje Museu Paulista da Universidade de São Paulo, de 26 obras de importantes artistas que atuaram na cidade, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Antonio Parreiras e Oscar Pereira da Silva. Em seu primeiro século de atividades, o museu acumulou realizações e formou um significativo acervo, hoje, com cerca de nove mil obras. Além disso, passou por marcante transformação, assumindo-se, gradativamente, como museu de arte contemporânea, comprometido com a produção de seu tempo, com destacada presença no cenário artístico do país.

Serviço

Exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – Coleção da Fundação Edson Queiroz”

De 3 de março a 8 de maio

Entrada Gratuita

Casa Fiat de Cultura

Circuito Cultural Praça da Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Agendamento de visitas para grupos e escolas

(31) 3289-8900 | casafiat@fcagroup.com

Informações

(31) 3289-8900

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