Como Chegar

Palestra “Colecionismo – Diálogos entre Paixão e Conhecimento” com Maria Ignez Mantovani

As exposições de arte e os museus só existem porque colecionadores, mesmo particulares e amadores, dedicaram-se a selecionar, agrupar e preservar obras de arte e objetos com referências históricas. Dessa forma, o colecionismo, que atravessa séculos e gerações, torna-se fundamental para que, hoje, seja possível conhecer importantes artistas, obras, movimentos artísticos, a memória e identidade de um povo. O assunto ganha destaque na palestra “Colecionismo – Diálogos entre Paixão e Conhecimento”, com a museóloga Maria Ignez Mantovani Franco, no dia 19 de abril, ás 19h30, na Casa Fiat de Cultura.

O público poderá se aprofundar no assunto com a conferência, que integra o Ciclo de Palestras da exposição “Formas do Moderno”. A mostra apresenta, de forma inédita e única em Belo Horizonte, obras de uma das mais importantes coleções de arte privada do Brasil: a Fundação Edson Queiroz. Com entrada gratuita, o espaço está sujeito à lotação (250 lugares).

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, a presença da museóloga Maria Ignez Mantovani Franco é especialmente significativa e simbólica neste ano em que a Casa Fiat de Cultura comemora seu décimo aniversário. “Foi ela a organizadora de nossa primeira exposição, Arte Italiana do Masp, em excelente parceria que se repetiu novamente em outras mostras”, ressalta.

Presidente no Brasil do Conselho Internacional de Museus (Icom) e conhecida por ter criado a primeira empresa brasileira de exposições, a palestrante vem a Belo Horizonte especialmente para abordar como se dá o colecionismo, além de sua importância na preservação do patrimônio. “Farei um breve  histórico do surgimento das coleções no mundo,   suas interfaces com as instituições museais, as características e o fio condutor de formação das coleções. É importante também avaliar o perfil do colecionador, como ele atua, o que ele deseja, em quem ele confia e como é essa interação no mundo  artístico”,  ressalta a palestrante. Ela também abordará a gestão das coleções, os princípios para formação de uma coleção, como se dá o processo de catalogação, conservação preventiva e circulação do acervo.

A cada exposição, a Casa Fiat de Cultura realiza um ciclo de palestras para que o público possa conhecer mais sobre a temática de suas mostras. Com entrada gratuita e  duração de cerca uma hora meia, elas são ministradas por renomados especialistas dos temas abordados.

Graduada em Comunicação Social, com especialização em Museologia, cursou doutorado em História Social na Universidade de São Paulo. É doutora em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, de Lisboa, Portugal.

Diretora da empresa EXPOMUS – Exposições, Museus, Projetos Culturais, por ela criada em 1981, atuou em cerca de 250 projetos de exposições nacionais e internacionais de arte e cultura brasileira, na América Latina, Estados Unidos e Europa. No Brasil desenvolve, pela Expomus, projetos museológicos, socioeducacionais e ambientais, em colaboração com instituições e museus nacionais.

Foi membro de diversos Conselhos de Museus brasileiros. É atualmente a presidente do ICOM Brasil, cargo que ocupa desde a gestão 2012-2015, tendo sido reeleita para o período de 2015-2018. Já atuava como diretora do ICOM Brasil nas gestões 2006-2009 e 2009-2012. Em abril de 2014 passou a representar o ICOM Brasil junto ao Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus.

É vice-presidente e representante para a América Latina do CAMOC – Comitê Internacional de Museus de Cidade do ICOM. É membro do Conselho Consultivo da ABERJE – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, contribuindo também como colunista para o portal da instituição, com a publicação periódica de artigos de sua autoria.

Muitos entendem por colecionismo a prática de guardar e colecionar objetos, sejam eles papel de carta, botões, chaves, selos, objetos antigos, obras de arte, entre outros. Mas, a prática vai muito além e tem papel importante em registrar momentos importantes da história. O museu é considerado uma instituição colecionadora sendo esta a mais famosa do mundo. Colecionismo na arte serve como um grande influenciador no que diz respeito à preservação de objetos que se não estivessem reunidos em um único local, provavelmente jamais seriam conhecidos. Ir a um museu, ou a exposições, constitui em desfrutar de uma verdadeira aula de história e arte, visto que muitas peças estão juntas e ajudam os seus visitantes a apreciá-las. Se as obras de arte de Leonardo da Vinci não estivessem no Museu do Louvre, muito provavelmente ela estaria na casa de um colecionador muito rico e que não deixaria uma quantidade grande de pessoas contemplarem de perto, como é possível no museu.

 

Na antiguidade, as grandes coleções estão ligadas aos senhores, reis e imperadores, mas são paralelas ao desejo das culturas de conservar, para o futuro, seu patrimônio, que eram transmitidos a herdeiros. O museu, como conhecido hoje, símbolo e guardião do patrimônio, reunindo artefatos da nossa memória, partícipe da transmissão de conhecimentos e reflexo da nossa identidade, começou a ser gestado na Idade Média quando a Igreja reuniu grandes coleções.

A França patrocinou um colecionismo, como forma sutil de prestígio e enriquecimento do patrimônio, e impôs o estilo da corte que foi assumido pela burguesia. Na burguesia ascendente, eram encontrados todos os tipos de colecionadores. Até o final do séc. XVIII, as coleções tinham um caráter privado. O acesso às coleções só se efetivou com a Revolução Francesa que converteu as grandes coleções reais em museus públicos, e o museu foi estabelecido como um dos instrumentos da democratização do saber.

O museu, assim como centros culturais que expõem coleções do mundo inteiro, responde à necessidade de colecionar e preservar para o futuro, completando o processo histórico da humanidade, provendo-a de outros elementos além dos da história escrita.

 

O modernismo foi o mais intenso movimento artístico brasileiro. Questionou a forma de ver o país, imaginou uma nova nação e enriqueceu o cenário com uma nova arte. Até o dia 8 de maio, o público poderá apreciar as mais variadas formas usadas pelos artistas do século passado em busca da almejada modernidade que marcou o movimento. Reunindo cerca de 60 obras de importantes artistas do Modernismo Brasileiro, a exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – Coleção da Fundação Edson Queiroz” apresenta uma das mais significativas coleções de arte brasileira, inédita em Belo Horizonte, integrando a programação dos 10 anos da Casa Fiat de Cultura. Entrada gratuita.

A mostra proporciona um passeio pela história da arte moderna brasileira, ao apresentar grandes nomes, como Lasar Segall, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Guignard, Bruno Giorgi, Cícero Dias, Flavio de Carvalho, Alfredo Volpi, Helio Oiticica, José Pancetti, Antonio Bandeira, Antônio Gomide, Ernesto Di Fiori, Hermelindo Fiaminghi, Ione Saldanha, Ismael Nery, Judith Lauand, Lothar Charoux, Maria Helena Vieira da Silva, Maria Martins, Milton Dacosta, Ruben Valetim Samson Flexor, Vicente do Rêgo Monteiro e Willys de Castro. Ao todo, o público poderá apreciar 52 pinturas e cinco esculturas, com destaque para as obras “Duas Amigas” (1913), de Lasar Segall, “Mulata com Flores”, de Di Cavalcanti (sem data), “Mulher e Crianças” (1940), de Portinari, e “Lavadeiras do Abaeté” (1956), de Pancetti.

Serviço
Ciclo de Palestras da exposição “Formas do Moderno na Casa Fiat de Cultura – “Coleção da Fundação Edson Queiroz”
Palestra: 
“Colecionismo – Diálogos entre Paixão e Conhecimento”
Palestrante: Maria Ignez Mantovani
19 de abril, às 19h30
Entrada Gratuita

Espaço Multiuso da Casa Fiat de Cultura

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG
4º andar
Espaço sujeito à lotação (200 lugares)

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