Como Chegar

2º CANJERÊ – FESTIVAL DE CULTURA QUILOMBOLA DE MINAS GERAIS

Entre os dias 16 e 20 de novembro, Belo Horizonte se prepara para receber a 2ª edição do Canjerê – Festival de Cultura Quilombola de Minas Gerais, dentro da Semana da Consciência Negra em todo o país. A Casa Fiat de Cultura, em parceria com o Circuito Liberdade, preparou programação especial, que inclui encontro para troca de sementes crioulas, ateliê aberto e visita temática à exposição “Do outro lado do desenho – Leo Santana na Casa Fiat de Cultura”, em cartaz até o dia 4 de dezembro. Toda a programação tem entrada gratuita e não necessita de inscrição prévia.

Realizado pela Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais (N’Golo) em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda-MG) e Secretaria de Estado de Cultura, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), o Canjerê tem como objetivo ser um espaço de encontros, aprendizados, debates e trocas, e contribuir para dar visibilidade à cultura tradicional quilombola e à luta das comunidades pelo direito à terra e à vida digna.

Aberta ao público até o dia 4 de dezembro, a exposição “Do Outro Lado do Desenho – Leo Santana na Casa Fiat de Cultura” ganha nos dias 19 e 20 de novembro, sábado e domingo, um olhar voltado para a Semana da Consciência Negra, com a visita temática “Mestiçagem e brasilidade na poética escultórica de Leo Santana“. Apaixonado pela brasilidade, o artista plástico Leo Santana transpõe a mestiçagem étnica, cultural e identitária para seus desenhos e esculturas. Segundo o artista, “minha pesquisa foi toda focada na ‘gente’, no brasileiro, na miscigenação e no sincretismo. Dessa forma, retrato o povo brasileiro e seu cotidiano, principalmente, os meus mais próximos”. E foi com base nessa abordagem que a Casa Fiat de Cultura preparou um roteiro diferenciado para a exposição. A visita acontece às 11h, 14h e 16h, e a participação é gratuita.

No dia 19 de novembro, sábado, das 15h às 17h, uma tradição que perpassa gerações será realizada nos jardins da Casa Fiat de Cultura. Um encontro entre as diversas comunidades quilombolas presentes no Festival Canjerê e o público em geral promoverá a troca de sementes crioulas. Mantidas e selecionadas por várias décadas por agricultores familiares, as sementes crioulas são tipos tradicionais, que guardam em si a riqueza natural das terras brasileiras. Com a proibição de sua comercialização, as trocas e a conservação das sementes crioulas se tornaram comuns, com o intuito de preservá-las e disseminá-las. O público poderá trazer suas próprias sementes e participar, gratuitamente, de um momento de intercâmbio, diálogo e valorização da cultura brasileira.

No domingo, dia 20, o Ateliê Aberto da Casa Fiat de Cultura se transforma para o Festival Canjerê e apresenta ao público uma releitura da tradição das bonecas Abayomi, de origem Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá. Para amparar seus filhos durante as viagens a bordo dos navios tumbeiros entre África e Brasil, as mães africanas utilizavam retalhos de suas saias e, a partir deles, criavam pequenas bonecas feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas não possuem demarcação de olho, nariz e boca, para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas. Tradicionalmente feitas em tecido, a proposta do Ateliê Aberto “Bonecas Abayomi de Papel” da Casa Fiat de Cultura é que as crianças e adultos criem bonecas em papel, inspiradas nos reis, rainhas, guerreiros e guerreiras africanas que compõem a identidade afrodescendente. O ateliê estará aberto das 10h às 12h, para crianças de até 12 anos, e das 13h às 15h e das 16h às 18h, para maiores de 12 anos.

 

Canjerê – Festival de Cultura Quilombola de Minas Gerais

O “Canjerê – Festival de Cultura Quilombola de Minas Gerais” é uma iniciativa da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais (N’Golo). Criada em 2005, a N’Golo é formada por cerca de 640 comunidades quilombolas e tem como objetivo representá-las junto ao poder público e à sociedade em geral, articulando a luta pela terra e pelo reconhecimento de direitos, e pela valorização e difusão da cultura quilombola. De acordo com o Decreto 4887/2003, comunidades quilombolas são: “grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida”.

A primeira edição do Canjerê foi realizada em 2015, na Funarte MG, e reuniu, ao longo de 6 dias, representantes de 60 comunidades e um público de 5 mil pessoas. O festival cumpriu o papel de ser um espaço de encontros, aprendizados, debates e trocas, e contribuiu para dar visibilidade à cultura tradicional quilombola, síntese da resistência histórica de um povo e da influência da matriz africana na construção civilizatória da sociedade brasileira. Para esta segunda edição, além da programação intensa que ocupará a Praça da Liberdade, foram realizadas – por meio de uma parceria entre a N’Golo, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário de Minas Gerais e a Associação Intermunicipal da Agricultura Familiar – visitas a diversas comunidades para realização de diagnóstico socioeconômico e produtivo, bem como oficinas de capacitação para jovens quilombolas.

Exposição “Do Outro Lado do Desenho – Leo Santana na Casa Fiat de Cultura”

Por meio de brincadeira que inverte processos artísticos, explora dimensões e recria movimentos humanos, o mineiro Leo Santana realiza exposição inédita em Belo Horizonte, na Casa Fiat de Cultura, até o dia 4 de dezembro. Com entrada gratuita, a mostra “Do outro lado do desenho” apresenta 51 obras, entre desenhos em grafite e esculturas em bronze, que traçam um paralelo entre o bidimensional e o tridimensional e revelam a produção autoral do artista.

Com curadoria do professor e artista visual Marcos Hill, a mostra apresenta outras facetas de Santana, sobretudo aquela nunca antes apresentada: o desenho. Apesar de mundialmente reconhecido pelas esculturas de personalidades – como a do escritor Carlos Drummond de Andrade, no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro –, o Leo Santana desenhista se apresenta com robustez e as obras em grafite sobre papel posicionam-se como resultado, e não como processo. Em movimento inverso, o desenho, que seria o princípio do processo de criação das esculturas, é feito a partir das esculturas prontas.

Há 10 anos, a Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural mineiro, ao apresentar, em Belo Horizonte, 28 importantes exposições, de renomados artistas brasileiros e internacionais. A grande arte de Caravaggio, Chagall, De Chirico, Rodin, Tarsila do Amaral e outros pôde ser apreciada e discutida de forma gratuita ao longo dos anos, por todos os públicos, de todas as idades e classes sociais. Sempre com mostras inéditas, a instituição desenvolve um Programa Educativo que é peça fundamental nesse trabalho de valorização e de ampliação do conhecimento proporcionado a seu público. Para cada exposição, são idealizados conceitos e temáticas a serem trabalhados em atividades educativas, em um modelo de Ateliê Aberto, que proporciona aos visitantes um espaço de experimentação livre e de participação nos processos do fazer criativo. Cerca de 1,8 milhão de pessoas já visitaram a Casa Fiat de Cultura e mais de 300 mil pessoas participaram das atividades educativas. Para cada público, uma abordagem especial é adotada, com o intuito de encantar e transformar, de maneira positiva, o imaginário de cada visitante. É com esse espírito de envolvimento e inclusão que a Casa Fiat de Cultura se tornou referência no Brasil, por meio da arte e da cultura, ao proporcionar experiências memoráveis ao público.

O Circuito Liberdade completou seis anos em 2016 e já é reconhecido como um importante corredor de cultura do País. Abrigado em uma área histórica da capital mineira, é composto por 13 instituições, dentre museus, centros de cultura e de formação, que mapeiam diferentes aspectos do universo cultural e artístico.

Sob a gestão do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) desde abril de 2015, o projeto busca agora maior articulação com o espaço urbano e com os diversos grupos artísticos e populares, consolidando-se como um braço forte da política pública de Cultura do governo estadual.

Casa Fiat de Cultura no “Canjerê – Festival de Cultura Quilombola de Minas Gerais”

 

19 de novembro, sábado

Oficina Sementes Crioulas

Das 15h às 17h

 

19 e 20 de novembro, sábado e domingo

Visita temática “Mestiçagem e brasilidade na poética escultórica de Leo Santana”

11h, 14h e 16h

 

20 de novembro, domingo

Ateliê Aberto “Bonecas Abayomi de Papel”

10h às 12h – crianças até 12 anos

13h às 15h – maiores de 12 anos

16h às 18h – maiores de 12 anos

 

Entrada Gratuita

 

Horário de funcionamento da Casa Fiat de Cultura: terça a sexta-feira, das 10h às 21h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

 

Informações:

(31) 3289-8900

www.casafiatdecultura.com.br

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facebook.com.br/casafiatdecultura

Instagram:@casafiatdecultura

www.circuitoculturalliberdade.com.br

 

Informações para a imprensa:

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Polliane Eliziário – (31) 9-9978-3029 – polliane.eliziario@personalpress.jor.br

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