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AGOSTO NA CASA FIAT DE CULTURA

Em 17 de agosto, comemora-se o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, momento para reforçar a importância da preservação e da valorização do patrimônio de nossas cidades. Ao refletir sobre a relevância da interação entre patrimônio e comunidade, a Casa Fiat de Cultura preparou uma programação especial para este mês. Entre os dias 8 e 11 de agosto, será realizada a conservação do painel de Candido Portinari, “Civilização Mineira” (1959), instalado no hall principal, em um ateliê aberto à visitação do público, com entrada gratuita.

Conservando o patrimônio artístico

A conservação do painel de Portinari será feita pelo Grupo Oficina de Restauro, mesma equipe de especialistas que realizou a restauração da obra em 2014, quando a Casa Fiat de Cultura assumiu a salvaguarda do painel. De acordo com a coordenadora do projeto de conservação, Rosângela Reis Costa, “o exercício de avaliação e intervenção periódicas ao painel é essencial para que o trabalho original do pintor seja preservado, evitando perdas irreparáveis ou a necessidade de uma nova restauração, medida que só é tomada quando a obra já está muito danificada pelo tempo e manuseio indevido”.

Com o intuito de sensibilizar as pessoas quanto à relevância da preservação do patrimônio público e o minucioso trabalho de conservação de uma obra de arte, o ateliê, que será montado no hall principal da Casa Fiat de Cultura, ficará aberto à visitação, com entrada gratuita, recebendo estudantes de artes plásticas, restauro, museologia e demais interessados. “A Casa Fiat de Cultura, como guardiã desse importante patrimônio da história da pintura e arte brasileiras, sente-se muito feliz em mostrar ao público o trabalho dos restauradores: agindo silenciosa e ocultamente, esses homens e mulheres são a ponte que liga nosso belo passado com as gerações futuras”, destaca o Presidente José Eduardo de Lima Pereira.

O trabalho de conservação é um processo delicado e será feito em quatro etapas.

1ª etapa: O painel será higienizado por inteiro com a utilização de trincha (um tipo de pincel) de cerdas macias para retirar a poeira; e, pontualmente, um solvente será usado para a remoção de possíveis manchas causadas por excrementos de insetos.

2ª etapa: Fixação das películas de tinta em descolamento e dos craquelês, que são microfissuras na pintura. Isso ocorre porque a umidade do ar influencia no inchaço e retração da madeira compensada, que é base do painel, e a tinta que o cobre não acompanha esses movimentos naturais da madeira, sofrendo pequenas rachaduras.

3ª etapa: Serão feitos retoques nas perdas do painel. As perdas são pequenos pontos onde a tinta se soltou completamente e, por meio do estudo das cores e técnicas usadas pelo artista, é possível recuperar a pintura. As lacunas serão cobertas com uma massa base de preparação e, depois, revestidas com aquarela e guache profissionais. O uso de tintas diferentes das que Portinari utilizou – têmpera e óleo – se deve ao princípio de que toda intervenção feita em obras de arte deve ser reversível, ou seja, deve ter a possibilidade de ser removida. “Caso novos estudos demonstrem que há melhores técnicas para conservação e restauração ou a técnica atual venha a apresentar problemas, ela será removida sem causar danos à pintura original. O retoque do profissional de conservação deve se assemelhar à pintura do artista, mas a tinta usada deve ter uma composição química diferente para que, em uma possível remoção com determinado produto, a tinta original não seja removida junto”, explica Rosângela.

4ª etapa: A última etapa da conservação é a imunização preventiva contra a infestação de cupins, um dos principais problemas encontrados pela Oficina de Restauro na intervenção feita em 2014. O imunizante é passado nas bordas da obra, onde a madeira é aparente.

 

O painel “Civilização Mineira”

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 X 8,14 metros. Em exposição permanente, a obra conta, agora, com ficha técnica em braile, além de peças multissensoriais que fazem parte dos recursos de mediação para pessoas com deficiência visual. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica. Portinari (1903 – 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

 

Serviço
Visita ao ateliê de conservação do painel de Candido Portinari
Período: 8 a 11 de agosto
Horário: das 10h às 18h (com intervalo entre 12h e 13h)
Entrada gratuita

No dia 6 de agosto, a Casa Fiat de Cultura lança o percurso de visitação Encontros com o Patrimônio. O público será conduzido pelo prédio, antigo Palácio dos Despachos, com o acompanhamento da equipe do Programa Educativo que abordará conteúdos artístico, histórico e arquitetônico. O primeiro encontro acontece nos horários de 10h30, 14h e 16h, com grupos de até 25 pessoas e entrada gratuita. O programa será realizado sempre no primeiro domingo de cada mês até o fim de 2017. Não é necessário fazer inscrição e a participação é gratuita.

Com esse novo programa a Casa Fiat de Cultura pretende ampliar o acesso ao patrimônio. “O público conhecerá a história do edifício, será estimulado a observar como o uso social do patrimônio se transforma ao longo do tempo, e a refletir sobre o papel da comunidade neste processo”, ressalta a Coordenadora do Programa Educativo Clarita Gonzaga. A atividade parte do conceito contemporâneo de que existem dois tipos de patrimônio: material e imaterial. O patrimônio material é aquele construído manualmente: as obras de arte e as edificações. Já o patrimônio imaterial é formado pelo comportamento social: práticas festivas, religiosas e tradições em geral. Seguindo esse conceito mais amplo de patrimônio, a Casa Fiat de Cultura se responsabiliza não apenas em manter o edifício histórico conservado, mas também em permitir que a comunidade utilize este bem cultural para que ele continue fazendo parte da memória coletiva da cidade.

O percurso inicia com a história da construção do Palácio dos Despachos, onde anteriormente funcionava a sede administrativa do Governo do Estado, atéa instalação da Casa Fiat de Cultura, em 2014, para se integrar ao Circuito Liberdade de Belo Horizonte. Passando pelo painel de Portinari, serão abordados os aspectos históricos e artísticos da obra, assim como o processo de restauração da pintura. A visita termina nos jardins da Casa Fiat de Cultura, onde fica a Capela de Santana. Será abordado o estilo arquitetônico do edifício;  o público descobrirá como a história de sua construção se mistura ao imaginário popular em uma lenda urbana;   e poderá perceber a transformação de seu uso social: o espaço que até 2014 era reservado apenas para cerimônias oficiais, hoje abriga celebrações abertas à comunidade por iniciativa da Casa Fiat de Cultura. Além disso, a capela é, atualmente, palco para corais e orquestras de câmara que se apresentam no programa Música na Capela.Encontros com o Patrimônio

Serviço
Lançamento:
6 de agosto
A partir de setembro: 1º domingo do mês até o fim de 2017
Horários: 10h30, 14h e 16h
Participação gratuita; não é necessário fazer inscrição; limite de 25 pessoas por horário.

Nos dias 5, 6, 12 e 13 de agosto será realizado o Ateliê Aberto: Recolorindo Portinari das 10h às 12h para crianças, e das 14h às 18h para adultos. As educadoras mostrarão como os matizes laranja e azulsão marcantes na obra de Portinari e convidarão os participantes a fazer uma releitura do painel “Civilização Mineira” com duas cores que lhes sejam significativas. As pessoaspoderão vivenciar o processo criativo de um artista, cujas composições são carregadas de afetividade, experiências e compreensão única do mundo que o cerca. Neste ateliê, todos devem usar roupas confortáveis e adequadas ao manuseio de tintas.

Serviço
Ateliê Aberto: Recolorindo Portinari
Datas: 5, 6, 12 e 13 de agosto
Horários: das 10 às 12h para crianças de até 12 anos; das 14h às 18h para maiores de 12 anos
Participação gratuita; não é necessário fazer inscrição; limite de 15 pessoas por horário; crianças de até 10 anos devem estar acompanhadas por responsáveis e as menores de 5 anos precisam que os responsáveis as auxiliem nas atividades; todos devem utilizar roupas adequadas ao manuseio de tintas.

 

 

Nos dias 15, 19 e 20 de agosto o público poderá experimentar o Ateliê Aberto: Fotografando Portinari, realizando sessões de fotos tematizadas pelo painel, das 10h às 12h para crianças; e das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30 para adultos. Os participantes aprenderão a utilizar a fotografia como caminho para fruição, registro e análise do patrimônio artístico, além de debater sobre conservação e preservação de acervos.

Serviço
Ateliê Aberto: Fotografando Portinari
Datas: 15, 19 e 20 de agosto
Horários: das 10h às 12h para crianças de até 12 anos; das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30 para maiores de 12 anos
Participação gratuita; não é necessário fazer inscrição; limite de 15 pessoas por horário; crianças de até 10 anos devem estar acompanhadas por responsáveis e as menores de 5 anos precisam que os responsáveis as auxiliem nas atividades.

Belo Horizonte é a nova sede da exposição itinerante do 12º Prêmio New Holland de Fotojornalismo. De 8 de agosto a 10 de setembro, os visitantes da Casa Fiat de Cultura poderão conhecer a diversificada e eficiente agricultura da América do Sul, seguindo o mesmo sucesso conferido pelo público de Curitiba e Ponta Grossa, ambas cidades do Paraná onde a exposição esteve presente. As 32 fotografias que compõem a mostra retratam a relação do homem com a terra: o trabalho e a paixão que move a agricultura, a rotina da vida rural, a simplicidade e modernidade que estão em consonância. A entrada é gratuita.

O grande vencedor desta edição, na categoria “Profissionais”, foi o brasileiro Sérgio Ranalli com a foto “O agricultor observa o céu de geada”. Na categoria “Aficionados”, para fotógrafos amadores, o concurso premiou o também brasileiro Flávio Benedito Conceição com a fotografia “Raios de sol sobre o trigo”. O repórter fotográfico argentino Alberto Alejandro Elias foi o vencedor na categoria “Máquinas – Profissionais”, com a imagem “Poder”, enquanto Verkuyl Victor Marcelo, também da Argentina, venceu na categoria “Máquinas – Aficionados”, com a foto “Cuando el sol pierde su bravura”. Além da oportunidade de mostrar suas fotos em uma exposição itinerante, os vencedores receberam prêmios em dinheiro: 15 mil reais para “Profissionais” e 5 mil reais para “Aficcionados”.

Os jurados escolheram outras 28 imagens entre as 1.592 inscritas para formar a exposição. Seus autores são Marcio Machado, Luis Tadeu Vilani, Marcos Ribolli, Michael de França Dantas, Daniel Marenco, Fabiano Machado do Amaral, Adriano de Ávila, Mastrangelo de Paula Reino, Fernando Kluwe Dias, Gustavo Castro, Cristiano Buttner, Luis Eduardo Castro, Romeiro de Castro, Álvaro Almeida e Ricardo Chicarelli (Brasil); Aldo Raul Zanetti, Mauricio Oscar, Adrian Simensen e Oscar Dechiara (Argentina); Filiberto Pinzon e Cesar David (Colômbia); Ruben Giménez (Uruguai).

O júri da 12ª edição do concurso é formado por: Rosane Henn, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Leandro Mitmann, editor da revista A Granja; Sérgio Sade, fotógrafo profissional; Américo Vermelho, fotógrafo profissional; Angel Amaya, editor do diário La Capital (Argentina); Samuel Milleo, gerente de Comunicação da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar); e Marianna Fernandes, representante do Banco CNH Industrial.

Criado em 2003, o Prêmio New Holland de Fotojornalismo é hoje um dos principais da América do Sul nessa categoria. Desde então foram inscritas cerca de 21 mil imagens e realizadas 190 exposições em 105 cidades de cinco países, para um público de aproximadamente 500 mil pessoas.

 

Sobre o Prêmio New Holland de Fotojornalismo

O Prêmio New Holland de Fotojornalismo é um projeto cultural apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e patrocinado pela New Holland e pelo Banco CNH Industrial, com realização da Mano a Mano Produções Artísticas. Em Belo Horizonte, a exposição conta com o apoio da Casa Fiat de Cultura, do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal. Criado com o objetivo de valorizar o trabalho dos repórteres fotográficos, o projeto passou a premiar também fotógrafos não profissionais — pessoas aficionadas pela fotografia. Inicialmente restrito ao Brasil, o concurso foi ampliado primeiramente para o Mercosul e, ao completar dez anos, para toda a América do Sul, tornando-se um dos mais importantes concursos fotográficos desses países. Além da premiação, o projeto realiza exposições fotográficas itinerantes pelas cidades dos países participantes.

Serviço
Exposição do 12º Prêmio New Holland Fotojornalismo
Data: 8 de agosto a 10 de setembro de 2017
Entrada gratuita

Mais informações
Assessoria de imprensa do prêmio
Página 1 Comunicação
Luis Fernando Duarte – luisfernando@pg1com.com
(41) 3018-3377 ou (41) 9 9685-5997

Coordenação de projeto
Mano a Mano Produções
Schirley Ethel – contato@manoamanoprojetos.com
(41) 9 9967-5036

A Casa Fiat de Cultura inicia, neste mês de agosto, o programa Falando de Arte com Yara Tupynambá, uma série de encontros do público com a artista plástica e professora, que fará uma análise da vida e obra de artistas que marcaram suas épocas. Cada encontro terá um tema diferente, focado em grandes autores, dentro do qual serão abordados o contexto sociopolítico e as experiências pessoais que possivelmente influenciaram suas criações artísticas.

Os temas dos encontros serão:
“Mulheres Artistas” (10/08);
“O Mundo Lírico” (24/08);
“Visões diferentes do corpo” (14/09);
“Brasilidade I” (28/09);
“Brasilidade II” (5/10) e
“Horrores de Guerra” (19/10).

 

Serviço
Falando de arte com Yara Tupynambá: Mulheres Artistas

Data: 10/agosto
Horário: 19h30 às 21h
Espaço multiuso | 4º andar
40 lugares (sujeito à lotação). Não é necessário fazer inscrição.
Entrada gratuita

Falando de arte com Yara Tupynambá: O Mundo Lírico
Data: 24/agosto
Horário: 19h30 às 21h
Espaço multiuso | 4º andar
40 lugares (sujeito à lotação). Não é necessário fazer inscrição.
Entrada gratuita

O Coral SESIMINAS apresentará em seu repertório obras eruditas e releituras de canções populares. O concerto tem duração aproximada de 1 hora.

Serviço
Coral SESIMNAS
Data: 20/agosto
Horário: 11h
Capela de Santana da Casa Fiat de Cultura
Entrada gratuita

fotógrafa Joana Moreira encontrou um ponto coincidente entre os japoneses e os mineiros. Apaixonada pela natureza, ela registrou a florada dos ipês-amarelos, genuínos de nossa terra, e das cerejeiras, árvores originárias do Japão que foram plantadas em Minas Gerais. Tal confluência de culturas poderá ser apreciada durante a exposição Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores na Casa Fiat de Cultura. A mostra traz 34 fotografias, que ficarão em cartaz de 26 de agosto a 24 de setembro, com entrada gratuita.

 

Serviço

Exposição Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores na Casa Fiat de Cultura

Período expositivo: 26 de agosto a 24 de setembro de 2017

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Estão abertas as inscrições para o curso de Introdução à Gravura do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, que abordará os conceitos e técnicas básicas de gravação e impressão.

O curso tem carga horária de 36 horas/aula e será dividido em três partes. As aulas acontecerão duas vezes por semana das 19h às 21h.  As aulas do Módulo I, “Introdução conceitual e histórica, monotipia e frotagem”, acontecerão no mês de setembro, as aulas do Módulo II, “Estêncil e serigrafia não química”, no mês de outubro e as aulas do Módulo III, “Xilogravura”, no mês de novembro. O certificado será oferecido mediante cumprimento mínimo de 75% da carga horária total.

O curso é gratuito e tem 15 vagas. As inscrições devem ser feitas até 31 de agosto pelo e-mail educativo@fcagroup.com, com portfólio de desenho e carta de intenção. A lista de selecionados será divulgada no dia 3 de setembro e as aulas começam no dia 5 de setembro.

Roma città aperta: A ocupação nazista em Roma e o cinema neorrealista

O professor Riccardo Cassoli vai falar sobre a ocupação nazista de Roma a partir das imagens do filme “Roma città aperta”, de Roberto Rosselini. O filme neorrealista, de 1945, foi o primeiro filme da Resistência Europeia. A palestra será oferecida em italiano, com tradução simultânea.

Serviço
Roma città aperta: A ocupação nazista em Roma e o cinema neorrealista
30/agosto
19h30 às 21h
Espaço multiuso | 4º andar
250 lugares (sujeito à lotação)

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