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SETEMBRO NA CASA FIAT DE CULTURA

O TEMPO DOS SONHOS: ARTE ABORÍGENE CONTEMPORÂNEA DA AUSTRÁLIA NA CASA FIAT DE CULTURA

 

A mais abrangente exposição de arte aborígene realizada na América Latina reúne mais de 70 obras-símbolo da perpetuação da tradição artística mais antiga do mundo e incita reflexão acerca da sobrevivência das culturas indígenas

 

De 19 de setembro a 19 de novembro de 2017, Belo Horizonte (MG) conhecerá O Tempo dos Sonhos: A Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura. Um acervo de mais de 70 obras, entre pinturas, esculturas, litografias e bark paintings (pinturas em entrecasca de eucalipto). A mostra apresenta a expressão artística contemporânea e narrativas da cultura aborígene com obras representativas das diversas regiões daquele país continente. Toda a programação é gratuita.

A seleção abrange desde a década de 1970, período em que a Austrália deu início a políticas de valorização e resgate dessas comunidades, e de um movimento em prol da difusão de sua rica e diversificada arte. A exposição conta com obras de renomados artistas, como Rover Thomas e Emily Kame Kngwarreye, e já passou por São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro e Brasília. Depois de Belo Horizonte, seguirá para Curitiba.

A exposição é uma realização da Casa Fiat de Cultura, do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Council on Australia Latin America Relations (COALAR)/Australian Government – Department of Foreign Affairs and Trade. A idealização é da Coo-ee Art Gallery, de Sidney (Austrália), da 2 levels arte & cultura e da CMP – Monarto Productions. O patrocínio é da Fiat, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, CNH Industrial Capital, New Holland Construction, Banco Safra, Verde Urbanismo e COALAR, com apoio principal da Caixa e apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal.

 

A seleção de obras

A exposição é composta por peças da Coo-ee Art Gallery, a mais antiga e respeitada galeria de arte aborígene da Oceania, por obras de instituições governamentais australianas e de coleções privadas.

Segundo o curador da exposição, Clay D’ Paula, especialista em História da Arte pela Universidade de Sidney, a exposição apresenta a variedade e ​a vitalidade dos estilos artísticos encontrados nas diversas regiões australianas.

As obras selecionadas situam-se entre a abstração e figuração. A maioria dos povos aborígenes utilizam símbolos, e não a linguagem escrita. Por isso, o que pode parecer abstrato para o visitante, para eles representa uma mensagem mística. A estética destes artistas é inspirada em narrativas e histórias repassadas de geração a geração, e exprimem muitas vezes o seu relacionamento com o universo, a natureza e o espiritual.

Ao longo da mostra, é possível perceber as diferenças no design, no estilo e nas cores da paleta dos artistas de cada região. A paisagem presente na arte produzida na região de Kimberly, por exemplo, revela uma terra de grandes contrastes, cheia de rios e cachoeiras. Arnhem Land (Terra de Arnhem) é a região das bark paintings. Em Tiwi Island (Ilhas Tiwi) as obras trazem elementos de design geométrico relacionados a lugares sagrados ou a mudança das estações. Nas obras da região de Balgo, os visitantes poderão observar a presença de cores intensas, muitos tons de verde, roxo e cores brilhantes. Estes trabalhos são denominados “arte do isolamento” por serem produzidos dentro do deserto ocidental da Austrália, área muito isolada dos centros urbanos. Já a arte produzida por aborígenes que vivem nos centros urbanos trazem questões ligadas às mazelas da colonização e à discriminação ainda sofrida por eles.

As diferenças da arte produzida em cada região passam também pelas técnicas utilizadas. A antropóloga e consultora da exposição Ilana Goldstein aponta algumas dessas diferenças: ” materiais que são comumente usados no Deserto Central da Austrália como tinta acrílica, tela e pincéis industrializados não são utilizados pelos artistas da região de Arnhem Land, no norte tropical da Austrália. Os artistas dessa região  preferem usar camadas do tronco do eucalipto nativo, tintas feitas de minerais do solo, pincéis de fios de cabelo e gravetos.”.

As obras selecionadas para a exposição são de artistas renomados, que já tiveram os seus trabalhos expostos no MoMA e Metropolitan de Nova Iorque, Bienais como a de Veneza, São Paulo e Sidney, entre outros eventos de prestígio internacional, como o Documenta, em Kassel. “Essa coleção é um presente à população brasileira. Em um acervo de mais de três mil obras, selecionamos aquelas mais significativas. Muitas já foram publicadas em inúmeros catálogos de arte, citadas em teses de dourado e exibidas em várias instituições de importância na Austrália, Europa e Estados Unidos”, conta o curador brasileiro Clay D´Paula, que assina a curadoria com os australianos Adrian Newstead e Djon Mundine.

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, trazer essa exposição a Belo Horizonte é um modo de propor reflexões sobre as semelhanças entre aborígenes australianos e ameríndios brasileiros, historicamente oprimidos pelos colonizadores, e de debater a importância do reconhecimento do potencial artístico desses povos. “Austrália e Brasil podem estar distantes, geográfica e culturalmente, mas têm um passado comum, o dos povos autóctones que os habitaram ab origine e tiveram seus destinos violentamente alterados pela colonização. Os artistas aqui presentes dão testemunho de sua continuidade cultural, no âmbito de uma forma de vida social interrompida bruscamente pela chamada civilização, mas que continua viva na expressão artística. Cada um deles se expressa de modo peculiar, mas traz, em sua criação, as referências de uma simbologia ancestral que lhes é comum. Podemos aprender com esses artistas australianos que nos ensejam, com seu trabalho, uma reflexão sobre o que é cultura, o que é arte e, acima de tudo, o que significa, afinal, ser civilizado”.

 

Os artistas

A exposição traz obras de artistas de diversas trajetórias. Existem aqueles que estão mais inseridos na cultura aborígene, com pouco contato com o mundo ocidental, e aqueles ditos “artistas urbanos”, que possuem formação em universidades e se relacionam com a arte contemporânea. Na percepção da antropóloga Ilana Goldstein, “na questão da formalidade, as telas abstratas de artistas valorizados como Emily Kame e Rover Thomas aliam deleite estético com conteúdos cosmológicos/tradicionais, e não pretendem fazer provocações conceituais. Já os artistas aborígenes urbanos, fazem releituras satíricas da história da arte e questionam a lógica do sistema das artes, como no caso de Richard Bell, autor do trabalho “Aboriginal art is a white thing”, e de Lin Onus, que se apropria da gravura “A onda”, do japonês Hokusai.”

Um dos artistas de maior projeção internacional, Rover Thomas (1926-1998), com suas paisagens de cor ocre, mudaram a percepção paisagística australiana. Thomas também foi responsável por um novo ritual nas cerimônias do povo Gija, que consiste em inserir tábuas pintadas no rito já tradicional, inspirado pelo sonho que teve com uma parente falecida, no qual ela o ensinou o novo ritual. Sua tia, Queenie McKenzie (1930-1998), que também está presente na exposição, foi a responsável por começar a pintar as tábuas cerimoniais.

Outra artista de destaque é Emily Kame Kngwarreye (1910-1996), considerada, pela crítica, uma das maiores pintoras expressionistas do século XX. Emily começou a pintar aos 79 anos e se tornou a artista mais querida da Austrália. Ela representou o país na Bienal de Veneza e em outros eventos de arte internacional. Suas obras, que parecem abstratas, trazem elementos como nuvens, água, vegetação e flores do deserto, que compõem narrativas e histórias herdadas de seus ancestrais. Na mostra da Casa Fiat de Cultura, a artista estará representada com dois trabalhos.

Sobrinha de Emily Kame, Kathleen Patyarre (1934) realizou pinturas que retratam mapas mentais das regiões onde caminhou com seus pais na infância. A artista é recordista em convites para exposições.

Lily Nungarayi Hargraves (1930) é uma anciã de sua tribo Lajamanu. Ela é responsável pela cerimônia de iniciação feminina, chamada “O Sonhar das Mulheres”, e já pintou diversas telas relacionadas a este ritual, inclusive a que está presente na exposição. Suas obras já foram expostas na França e Estados Unidos.

Richard Bell (1953) é um “artista urbano”, de origem Kamilaroi, que se tornou ativista em prol dos direitos das populações indígenas. Suas críticas mais contundentes se dirigiam à folclorização de um aborígene necessariamente negro, “puro” e exótico.

Outro “artista urbano” é Lin Onus (1948-1996), descendente da etnia Yorta Yorta. Falecido precocemente, ele deixou trabalhos com teor histórico, muitas vezes irônicos e provocativos,  caracterizados pela figuração realista. Uma das obras expostas tem inspiração na xilogravura “A Onda”, de 1829, do japonês Katsushika Hokusai. Na recriação de Lin Onus, um cão – herança do colonizador branco – surfa sobre a arraia – animal sagrado – sereno e equilibrado, apesar do perigo iminente. Talvez a tela, em seu conjunto, remeta à capacidade dos povos aborígenes de se reinventarem constantemente, se adaptarem às novas realidades e assimilarem influências de diferentes origens, sem necessariamente perder seu prumo.

Um exemplo da importância da arte aborígene para o mercado das artes, vem do artista Clifford Possum Tjapaltjarrl (1933-2002) da etnia Anmatyerre, que vive no deserto australiano. Ele teve uma tela leiloada por 2,4 milhões de dólares, em 2007, na Southeby’s, arrematada pela National Gallery of Australia. Trata-se de tela produzida em 1977, que condensa diversos fragmentos míticos. Clifford já teve uma obra apresentada no Brasil, durante a Bienal de São Paulo de 1983.

Thompson Yulidjirri (1930) é representante do estilo “raio X”, que traz certa continuidade das pinturas rupestres antigas às bark paintings, imagens executadas sobre entrecasca de árvore. Tal estilo, que usa a representação dos ossos e vísceras dentro dos corpos, como se fossem transparentes pode ser observado na prancha, intitulada Canguru, de 1985.

Além de mostrar as diversas expressões, a exuberância, a vitalidade e a história da arte aborígene ao povo brasileiro, a exposição também estimula a atenção para a arte indígena produzida no Brasil. Enquanto o estilo aborígene é mostrado em vários museus de arte, as expressões artísticas dos indígenas brasileiros são tidas, em sua grande maioria, como artesanato. O Xoha Karajá é um artista indígena brasileiro, da etnia Iny/Karajá. Sua obra foi especialmente comissionada para integrar a exposição. Trata-se de uma mandala, com significado bastante forte: a harmonia entre todos os povos.

 

Sobre as bark paintings

As bark paintings são importantes tipos de arte aborígene, comuns em Arnhem Land, no norte tropical. Foram as primeiras obras aborígenes a conquistar a atenção do público no mundo. Trata-se de pintura sobre entrecasca de eucalipto, conhecida desde o início do século XX e feita com pigmentos naturais, nos tons ocre, branco, vermelho e preto. Suas pinturas carregam complexas simbologias, associadas aos clãs e aos ancestrais. Em geral, as bark paintings são figurativas e funcionam como verdadeiras narrativas visuais que contam passagens míticas. Os pincéis utilizados em algumas delas são feitos com cabelos humanos. Além disso, usam-se pigmentos naturais, com materiais orgânicos.

O curador Clay D`Paula enfatiza que as bark paintings são as formas de expressão artística mais antigas do mundo, e, provavelmente, podem ser datadas do mesmo período das pinturas rupestres, feitas há 40 mil anos. “No entanto, essa forma de arte pode ser tão contemporânea como qualquer outra, e muito aberta à inovação ” destaca. Na Casa Fiat de Cultura, o visitante poderá conferir oito bark paintings.

 

“O Tempo dos Sonhos”

O título da exposição resgata a mitologia aborígene sobre a criação do universo e a forma como esses povos registram o conhecimento transmitido de geração a geração. De acordo com a crença, o “Tempo do Sonho” é uma era sagrada, na qual espíritos ancestrais formaram o mundo e as leis que o regem.

Para os aborígenes, “sonhar” é viver em sintonia com o mundo natural. É aprender com a natureza e as pessoas que os cercam e contribuir para o ensinamento aos mais jovens sobre conhecimento acumulado, em comunidade, ao longo do tempo. O conhecimento é retratado, expressivamente, pelas pinturas e obras, caracterizadas por iconografia peculiar. Para o artista aborígene, pintar os “sonhos” implica transmitir ideias e histórias, a fim de mantê-las vivas. Nessas comunidades, o fazer artístico é, portanto, prática fundamental para transmissão do conhecimento sobre o universo.

 

História da arte aborígene australiana

A arte aborígene é a mais antiga tradição artística contínua do mundo. Antes, tais expressões artísticas eram tratadas como mero ofício dos povos aborígenes, fruto do ato de fazer peças e símbolos que os ajudavam na lida do dia a dia. A partir de 1950, porém, o fazer aborígene começou a ser tratado como arte. Tal história apresenta várias fases que se sobrepõem, e têm fronteiras indefinidas.

A década de 1970 marca o reconhecimento da arte aborígene, que passa da condição de atividade etnográfica à de artes plásticas vivas, com a abertura de dezenas de cooperativas em comunidades indígenas.

Uma das razões da inserção da arte aborígene no mercado internacional das artes foi a iniciativa do Governo Australiano que criou o Aboriginal Arts Board, em 1973. Composto por representantes indígenas, o órgão comprou, regularmente, durante 20 anos, obras para coleções públicas, algumas das quais doadas para embaixadas e museus ao redor do mundo ou inseridas em exposições nacionais e internacionais.

Trata-se de um processo que levou décadas, e só foi possível devido ao engajamento de uma série de pessoas e instituições e em razão da criação de políticas públicas voltadas ao fomento da produção artística indígena.

Hoje, a arte aborígene da Austrália movimenta cerca de 200 milhões de dólares por ano. Estima-se que haja mais de 7 mil artistas aborígenes no país – e que 50% dos artistas australianos tenham descendência indígena. Atualmente, os povos aborígenes fazem as peças com o intuito de produzir arte. Trata-se de peças, pinturas e cerâmicas inspiradas nas tradições indígenas, mas já com o intuito de ser arte e não apenas utensílio ou registro.

“A arte aborígene é sinônimo de resiliência, resistência e afirmação. Existe algo mais contemporâneo que isso?”, ressalta Clay D` Paula.

 

Programa Educativo

O programa educativo da exposição O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura compreende três eixos de mediação:

 

  • Estético-Artístico: aborda o mercado de arte e as relações estabelecidas entre arte, artefato, artesanato e cultura popular, além do binômio abstração versus figuração e o uso de suportes e pigmentos naturais na produção artística.

 

  • Histórico-Antropológico: propõe uma reflexão sobre o Homo Sapiens moderno, suas migrações, mitologias e arte rupestre (ancestral e urbana). Também abordará as comunidades tradicionais no mundo contemporâneo, bem como a história da Austrália.

 

  • Eixo Crítico-Social: discute os processos de colonização e aculturação, evocando conexões com a questão indígena brasileira na atualidade, além de temas ambientais e peculiaridades da Austrália.

 

Ateliê de Visitação (para grupos agendados)

 

Pintura étnica: a partir das discussões propostas em galeria, os grupos serão estimulados a produzir padronagens com referências étnicas. A prática deve se desdobrar em uma reflexão sobre identidade, ancestralidade, alteridade e colonização, apropriação e hibridação cultural.

 

Ateliê Aberto

Ateliê Aberto de Tintas Artesanais: os visitantes serão estimulados a fabricar suas próprias tintas e a criar composições de cor em suportes variados. Durante o Ateliê, serão abordadas temáticas relativas à terra e à natureza como elementos primordiais, presentes na essência de cada um de nós. Serão fabricadas tintas a óleo e acrílica. As crianças até 2 anos trabalharão com materiais à base de ingredientes de origem comestíveis.

Dias 7, 8, 14 e 15 de outubro

10h às 12h – Famílias e crianças até 12 anos

14h às 18h – Maiores de 12 anos

 

Lotação: 15 vagas (dispensa inscrição)

Crianças de até 5 anos deverão ser auxiliadas por um adulto responsável.

Crianças até 10 anos deverão ser acompanhadas por um adulto responsável.

Todos os participantes deverão usar roupas confortáveis e apropriadas ao manuseio de tintas, adesivos e outros materiais.

 

Formação de professores

Pintura Acessível: ao partir de uma discussão sobre as possibilidades de interpretação cultural das cores, o grupo será convidado a produzir composições abstratas com tintas texturizadas. Após a secagem, as produções deverão resultar em representações táteis da combinação de ideias, significados e conceitos.

Dias 26, 27 e 28/09, da 19h às 21h

Inscrições de 12 a 22/09 (terça a sexta, pelo telefone 3289-8910).

Lotação: 15 vagas.

 

OBS: A Casa Fiat de Cultura oferece certificado, mediante cumprimento mínimo de 75% da carga horária.

 

SERVIÇO

Exposição                                                                                                                                                      

 O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura

19 de setembro a 19 de novembro de 2017

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Casa Fiat de Cultura

Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

 

Informações

(31) 3289-8900

www.casafiatdecultura.com.br

casafiat@casafiat.com.br

facebook.com.br/casafiatdecultura

Instagram: @casafiatdecultura

Twitter: @casafiat

www.circuitoculturalliberdade.com.br

 

Informações para a Imprensa

Personal Press

Polliane Eliziário – polliane.eliziario@personalpress.jor.br – (31) 99788-3029

 

A conservação do painel de Portinari foi feita pelo Grupo Oficina de Restauro, mesma equipe de especialistas que realizou a restauração da obra em 2014, quando a Casa Fiat de Cultura assumiu a salvaguarda do painel. De acordo com a coordenadora do projeto de conservação, Rosângela Reis Costa, “o exercício de avaliação e intervenção periódicas ao painel é essencial para que o trabalho original do pintor seja preservado, evitando perdas irreparáveis ou a necessidade de uma nova restauração, medida que só é tomada quando a obra já está muito danificada pelo tempo e manuseio indevido”.

O trabalho de conservação é um processo delicado e foi feito em quatro etapas.

1ª etapa: O painel foi higienizado por inteiro com a utilização de trincha (um tipo de pincel) de cerdas macias para retirar a poeira; e, pontualmente, um solvente foi usado para a remoção de manchas causadas por excrementos de insetos.

2ª etapa: Fixação das películas de tinta em descolamento e dos craquelês, que são microfissuras na pintura. Isso ocorre porque a umidade do ar influencia no inchaço e retração da madeira compensada, que é base do painel, e a tinta que o cobre não acompanha esses movimentos naturais da madeira, sofrendo pequenas rachaduras.

3ª etapa: Foram feitos retoques nas perdas do painel. As perdas são pequenos pontos onde a tinta se soltou completamente e, por meio do estudo das cores e técnicas usadas pelo artista, é possível recuperar a pintura. As lacunas foram cobertas com uma massa base de preparação e, depois, revestidas com aquarela e guache profissionais. O uso de tintas diferentes das que Portinari utilizou – têmpera e óleo – se deve ao princípio de que toda intervenção feita em obras de arte deve ser reversível, ou seja, deve ter a possibilidade de ser removida. “Caso novos estudos demonstrem que há melhores técnicas para conservação e restauração ou a técnica atual venha a apresentar problemas, ela será removida sem causar danos à pintura original. O retoque do profissional de conservação deve se assemelhar à pintura do artista, mas a tinta usada deve ter uma composição química diferente para que, em uma possível remoção com determinado produto, a tinta original não seja removida junto”, explica Rosângela.

4ª etapa: A última etapa da conservação foi a imunização preventiva contra a infestação de cupins, um dos principais problemas encontrados pela Oficina de Restauro na intervenção feita em 2014. O imunizante é passado nas bordas da obra, onde a madeira é aparente.

 

O painel “Civilização Mineira”

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 X 8,14 metros. Em exposição permanente, a obra conta, agora, com ficha técnica em braile, além de peças multissensoriais que fazem parte dos recursos de mediação para pessoas com deficiência visual. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica. Portinari (1903 – 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

 

Serviço
Exposição permanente: painel Civilização Mineira, 1959 (Candido Portinari)
Horário: das 10h às 21h de terça à sexta

das 1oh às 18h sábado, domingo e feriados

Entrada gratuita

No dia 3 de setembro, a Casa Fiat de Cultura promove o Encontros com o Patrimônio. O público será conduzido pelo prédio, antigo Palácio dos Despachos, com o acompanhamento da equipe do Programa Educativo que abordará conteúdos artístico, histórico e arquitetônico. O encontro acontece nos horários de 10h30, 14h e 16h, com grupos de até 25 pessoas e entrada gratuita. O programa é realizado sempre no primeiro domingo de cada mês até o fim de 2017. Não é necessário fazer inscrição e a participação é gratuita.

Com esse programa a Casa Fiat de Cultura pretende ampliar o acesso ao patrimônio. “O público conhecerá a história do edifício, será estimulado a observar como o uso social do patrimônio se transforma ao longo do tempo, e a refletir sobre o papel da comunidade neste processo”, ressalta a Coordenadora do Programa Educativo Clarita Gonzaga. A atividade parte do conceito contemporâneo de que existem dois tipos de patrimônio: material e imaterial. O patrimônio material é aquele construído manualmente: as obras de arte e as edificações. Já o patrimônio imaterial é formado pelo comportamento social: práticas festivas, religiosas e tradições em geral. Seguindo esse conceito mais amplo de patrimônio, a Casa Fiat de Cultura se responsabiliza não apenas em manter o edifício histórico conservado, mas também em permitir que a comunidade utilize este bem cultural para que ele continue fazendo parte da memória coletiva da cidade.

O percurso inicia com a história da construção do Palácio dos Despachos, onde anteriormente funcionava a sede administrativa do Governo do Estado, até a instalação da Casa Fiat de Cultura, em 2014, para se integrar ao Circuito Liberdade de Belo Horizonte. Passando pelo painel de Portinari, serão abordados os aspectos históricos e artísticos da obra, assim como o processo de restauração da pintura. A visita termina nos jardins da Casa Fiat de Cultura, onde fica a Capela de Santana. Será abordado o estilo arquitetônico do edifício;  o público descobrirá como a história de sua construção se mistura ao imaginário popular em uma lenda urbana;   e poderá perceber a transformação de seu uso social: o espaço que até 2014 era reservado apenas para cerimônias oficiais, hoje abriga celebrações abertas à comunidade por iniciativa da Casa Fiat de Cultura. Além disso, a capela é, atualmente, palco para corais e orquestras de câmara que se apresentam no programa Música na Capela.Encontros com o Patrimônio

Serviço
Data:
 3 de setembro
Horários: 10h30, 14h e 16h
Participação gratuita; não é necessário fazer inscrição; limite de 25 pessoas por horário.

Belo Horizonte é a nova sede da exposição itinerante do 12º Prêmio New Holland de Fotojornalismo. De 8 de agosto a 10 de setembro, os visitantes da Casa Fiat de Cultura poderão conhecer a diversificada e eficiente agricultura da América do Sul, seguindo o mesmo sucesso conferido pelo público de Curitiba e Ponta Grossa, ambas cidades do Paraná onde a exposição esteve presente. As 32 fotografias que compõem a mostra retratam a relação do homem com a terra: o trabalho e a paixão que move a agricultura, a rotina da vida rural, a simplicidade e modernidade que estão em consonância. A entrada é gratuita.

O grande vencedor desta edição, na categoria “Profissionais”, foi o brasileiro Sérgio Ranalli com a foto “O agricultor observa o céu de geada”. Na categoria “Aficionados”, para fotógrafos amadores, o concurso premiou o também brasileiro Flávio Benedito Conceição com a fotografia “Raios de sol sobre o trigo”. O repórter fotográfico argentino Alberto Alejandro Elias foi o vencedor na categoria “Máquinas – Profissionais”, com a imagem “Poder”, enquanto Verkuyl Victor Marcelo, também da Argentina, venceu na categoria “Máquinas – Aficionados”, com a foto “Cuando el sol pierde su bravura”. Além da oportunidade de mostrar suas fotos em uma exposição itinerante, os vencedores receberam prêmios em dinheiro: 15 mil reais para “Profissionais” e 5 mil reais para “Aficcionados”.

Os jurados escolheram outras 28 imagens entre as 1.592 inscritas para formar a exposição. Seus autores são Marcio Machado, Luis Tadeu Vilani, Marcos Ribolli, Michael de França Dantas, Daniel Marenco, Fabiano Machado do Amaral, Adriano de Ávila, Mastrangelo de Paula Reino, Fernando Kluwe Dias, Gustavo Castro, Cristiano Buttner, Luis Eduardo Castro, Romeiro de Castro, Álvaro Almeida e Ricardo Chicarelli (Brasil); Aldo Raul Zanetti, Mauricio Oscar, Adrian Simensen e Oscar Dechiara (Argentina); Filiberto Pinzon e Cesar David (Colômbia); Ruben Giménez (Uruguai).

O júri da 12ª edição do concurso é formado por: Rosane Henn, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Leandro Mitmann, editor da revista A Granja; Sérgio Sade, fotógrafo profissional; Américo Vermelho, fotógrafo profissional; Angel Amaya, editor do diário La Capital (Argentina); Samuel Milleo, gerente de Comunicação da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar); e Marianna Fernandes, representante do Banco CNH Industrial.

Criado em 2003, o Prêmio New Holland de Fotojornalismo é hoje um dos principais da América do Sul nessa categoria. Desde então foram inscritas cerca de 21 mil imagens e realizadas 190 exposições em 105 cidades de cinco países, para um público de aproximadamente 500 mil pessoas.

 

Sobre o Prêmio New Holland de Fotojornalismo

O Prêmio New Holland de Fotojornalismo é um projeto cultural apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e patrocinado pela New Holland e pelo Banco CNH Industrial, com realização da Mano a Mano Produções Artísticas. Em Belo Horizonte, a exposição conta com o apoio da Casa Fiat de Cultura, do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal. Criado com o objetivo de valorizar o trabalho dos repórteres fotográficos, o projeto passou a premiar também fotógrafos não profissionais — pessoas aficionadas pela fotografia. Inicialmente restrito ao Brasil, o concurso foi ampliado primeiramente para o Mercosul e, ao completar dez anos, para toda a América do Sul, tornando-se um dos mais importantes concursos fotográficos desses países. Além da premiação, o projeto realiza exposições fotográficas itinerantes pelas cidades dos países participantes.

Serviço
Exposição do 12º Prêmio New Holland Fotojornalismo
Data: 8 de agosto a 10 de setembro de 2017
Entrada gratuita

Mais informações
Assessoria de imprensa do prêmio
Página 1 Comunicação
Luis Fernando Duarte – luisfernando@pg1com.com
(41) 3018-3377 ou (41) 9 9685-5997

Coordenação de projeto
Mano a Mano Produções
Schirley Ethel – contato@manoamanoprojetos.com
(41) 9 9967-5036

Fotógrafos falam sobre essência, produção e história da fotografia

 

O Prêmio New Holland de Fotojornalismo, que está na 12ª edição, leva ao público as mais belas imagens do agronegócio sul-americano, mas também a essência da fotografia, sua relevância histórica, processo de produção das imagens e uma profunda discussão sobre a profissão. Essas contribuições serão feitas durante workshop que será realizado na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, no dia 5 de setembro, apresentado por dois renomados fotógrafos brasileiros: Juca Varella e Sérgio Ranalli. A programação, inteiramente gratuita, conta com a palestra “Fotojornalismo, história e novas tendências”, das 8h às 12h, aberta ao público e com espaço sujeito à lotação (80 lugares), e oficinas de fotografia na parte da tarde, com 25 vagas. Para se inscrever é necessário entrar em contato com a coordenação do projeto pelo e-mail contato@manoamanoprojetos.com.

 

Juca Varella

Varella tem 32 anos de profissão, tendo sido repórter fotográfico da Folha de S.Paulo, do Grupo DCI, da Editora Globo, editor de Fotografia do Estado de S. Paulo e gerente de imagem da Agência Brasil, em Brasília. Participou da cobertura das Copas do Mundo de 1998/França e 2002/Coreia-Japão; dos Jogos Olímpicos Sidney/2000; e das visitas dos Papas Bento XVI (2007) e Francisco (2013).

 

Em 2003 Varella foi o único fotógrafo brasileiro a cobrir a Guerra do Iraque, junto com o jornalista Sérgio Dávila, atual editor-executivo da Folha de S. Paulo. O trabalho, que recebeu o Prêmio Esso de Reportagem, foi ampliado com a produção do livro “Diário de Bagdá’’. Retornou ao Iraque em 2005, 2010 e em março de 2013, acompanhando o desenrolar da ocupação americana e os dez anos de guerra. Em 2009 fotografou a situação de fome de comunidades na Etiópia. As fotos estão publicadas no livro “O Mundo não é Plano”, do repórter Jamil Chade, atual correspondente de O Estado de S. Paulo na Europa.

 

Por cinco anos Varella foi repórter fotográfico na cobertura do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. Trabalhou em coberturas internacionais em mais de 30 países. Foi fundador e sócio do Portal Fotos Públicas e ganhou por três vezes o Prêmio Comunique-se na categoria “Repórter de Imagem”, sendo finalista em nove edições. Conquistou o Prêmio CNT (Confederação Nacional do Transporte) e o Prêmio ABAL (Associação Brasileira do Alumínio) na categoria reportagem, além do Grande Prêmio Folha e do Prêmio Folha de Fotografia.​

 

Sérgio Ranalli

Fotógrafo paulistano radicado em Londrina (PR), Sérgio Ranalli é o atual vencedor do Prêmio New Holland de Fotojornalismo, na categoria “Profissional – Geral”, com a foto “O agricultor observa o céu de geada”. Trabalha na área desde 1998 e atualmente é editor de Fotografia do jornal Folha de Londrina. Paralelamente, Ranalli desenvolve projetos autorais de fotografia registrando o homem, a natureza e populações isoladas.

 

Ranalli já venceu o prêmio Porto Seguro Fotografia, hoje chamado de Prêmio Brasil, e foi finalista do Prêmio Conrado Wessel. Também conquistou o primeiro lugar no Prêmio Fiep de Jornalismo – categoria Fotojornalismo e participou de exposições em diversos países da América Latina e na sede da Unesco, em Paris. No Brasil fez quatro exposições individuais: “Áfricas Invisíveis” (Brasília), “Retratos do Haiti” (São Paulo), “Fronteira Invisível” (Londrina) e “Cores da Solidão” (São Paulo).

 

Programação5 de setembro 8h às 12h

Palestra “Fotojornalismo, história e novas tendências”

Entrada gratuita e aberta ao público

Vagas limitadas (80 lugares)

 

13h às 15h

“Fotografia Urbana”

Oficina de fotografia para estudantes

 

“Olhar e Fazer: como ver a fotografia”

Captação das imagens solicitadas em pauta, avaliação e conclusão

Participação gratuita

Vagas limitadas (25 pessoas)

Inscrições: contato@manoamanoprojetos.com

 

Sobre o Prêmio New Holland de Fotojornalismo

O Prêmio New Holland de Fotojornalismo é um projeto cultural apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e patrocinado pela New Holland e pelo Banco CNH Industrial, com realização da Mano a Mano Produções Artísticas. Em Belo Horizonte, a exposição conta com o apoio da Casa Fiat de Cultura, do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal. Criado com o objetivo de valorizar o trabalho dos repórteres fotográficos, o projeto passou a premiar também fotógrafos não profissionais — pessoas aficionadas pela fotografia. Inicialmente restrito ao Brasil, o concurso foi ampliado primeiramente para o Mercosul e, ao completar dez anos, para toda a América do Sul, tornando-se um dos mais importantes concursos fotográficos desses países. Além da premiação, o projeto realiza exposições fotográficas itinerantes pelas cidades dos países participantes.

 

Serviço

Workshop do 12º Prêmio New Holland Fotojornalismo

Local: Casa Fiat de Cultura, Espaço Multiuso

Praça da Liberdade, 10, bairro Funcionários

Belo Horizonte (MG)

(31)3289-8900

Data: 5 de setembro de 2017Programação

Palestra “Fotojornalismo, história e novas tendências”, das 8h às 12h

Vagas limitadas (80 lugares)

Entrada gratuita

 

Oficinas de Fotografia, das 13h às 15h

Vagas limitadas (25 pessoas)

Participação gratuita

Inscrições: contato@manoamanoprojetos.com

 

Mais informações

Assessoria de imprensa do prêmio

Página 1 Comunicação

Luis Fernando Duarte – luisfernando@pg1com.com

(41) 3018-3377 ou (41) 9 9685-5997

 

Coordenação de projeto

Mano a Mano Produções

Schirley Ethel – contato@manoamanoprojetos.com

(41) 9 9967-5036

CEREJEIRAS E IPÊS: O ENCONTRO DE DUAS CULTURAS NA CASA FIAT DE CULTURA

Exposição traz 34 imagens da florada de cerejeiras e ipês-amarelos, clicadas pela fotógrafa mineira Joana Moreira, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De 26 de agosto a 24 de setembro, com entrada gratuita

 

A fotógrafa Joana Moreira encontrou um ponto coincidente entre os japoneses e os mineiros. Apaixonada pela natureza, ela registrou a florada dos ipês-amarelos, genuínos de nossa terra, e das cerejeiras, árvores originárias do Japão que foram plantadas em Minas Gerais. Tal confluência de culturas poderá ser apreciada durante a exposição Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores na Casa Fiat de Cultura. A mostra traz 34 fotografias, que ficarão em cartaz de 26 de agosto a 24 de setembro, com entrada gratuita.

A fotógrafa Joana Moreira sempre teve paixão por fotografar a natureza e afirma que registrar suas belezas, cores e formas é um dos momentos mais gratificantes de sua profissão. “Os cliques de Joana proporcionam, artisticamente, um encontro entre essas duas árvores, que geram flores delicadas e vibrantes, capazes de chamar a atenção do mais desatento observador”, conta o curador Clay D´Paula, especialista em História da Arte pela Universidade de Sidney (Austrália). Ele explica que “as fotografias da mostra trazem insights, do mais alto nível, sobre a natureza, o divino e o ser. E, principalmente, como a confluência entre culturas distintas enriquece a experiência humana”.

O responsável por fazer com que essas duas espécies de árvores dividam o tempo e o espaço na paisagem mineira é  Haruji Miura, ou Sr. Miura, como é conhecido. Filho de japoneses, ele sempre morou no Brasil, mas trouxe do Japão, há 40 anos, as sementes das árvores, que são cuidadosamente tratadas por ele até hoje. Joana conta como o conheceu: “certa vez, comecei a fotografar as cerejeiras do meu condomínio. Quando ouvi as notícias sobre o senhor Miura, que morava há menos de 15 km de minha casa, entrei em contato com ele para um chá. Ao chegar lá, fiquei emocionada com aquele cenário. Não conseguia parar de fotografar e contemplar tamanha beleza. Uma exposição nascia ali, naquele instante”.

Hoje, as cerejeiras se misturam com os ipês-amarelos, criando uma nova estética, um festival de cores no entorno da capital mineira, e perpetuando uma tradição japonesa. “Os ipês surgiram na exposição como uma forma de fusão entre as árvores e flores de culturas tão diferentes. Representam Minas Gerais recebendo o japonês que há 40 anos espalha sementes de cerejeiras pela Região Metropolitana de Belo Horizonte como agradecimento pela recepção que ele teve em nossa terra”, explica a fotógrafa.

Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores na Casa Fiat de Cultura surge justamente da junção desses olhares, o sensível, da fotógrafa Joana Moreira, e o apaixonado pela cultura japonesa, do Sr. Miura. As cerejeiras complementam a beleza dos ipês-amarelos e, por meio das fotografias de Joana, trazem uma reflexão sobre como esse intercâmbio cultural é capaz de enriquecer lugares e contribuir para a qualidade de vida de uma comunidade. A intenção é, além de registrar belas imagens, conectar esses dois povos, suas origens e tradições. E, claro, apresentar aos mineiros o “hanami”, costume japonês de contemplar a beleza das flores”. O “mbotyra epiak”, presente no título da exposição, é uma tradução do termo “contemplar as flores” para o idioma tupi, com o intuito de inspirar os mineiros a apreciar o ipê amarelo, símbolo nacional e marcante na paisagem de Belo Horizonte, como se faz na encantadora tradição nipônica. Anualmente, durante a floração das cerejeiras, os japoneses se reúnem ao ar livre para admirar as flores, fazer piqueniques e outras festas. Costuma-se até a pendurar lanternas nas árvores para comemorações noturnas. “A legendária tradição de contemplação do florescimento das cerejeiras relembra-nos a necessidade de olharmos com renovado encanto a nossa floração anual do ipê amarelo. Em passado recente dizia-se em Minas, em tom profético: olhem bem as montanhas. Eu digo, com esperança: olhem bem os ipês”, completa José Eduardo Lima Pereira, presidente da Casa Fiat de Cultura.

No total são 34 imagens, sendo que, 25 imagens serão apresentadas em um conjunto de varais de fotografias horizontais e verticais, impressas em fineart no formato 60x70cm e 60x90cm, 2 imagens impressas em acrílico pv cristal no formato 2x1m e 7 imagens estarão impressas em papel fotográfico colado em placa de foan serão impressos no formato 30x30cm serão afixada na parede. Na sala expositiva haverá um espaço com almofadas para contemplação das obras, onde o público poderá criar mensagens inspiradas em seu olhar sobre as flores.

A exposição é uma realização da Casa Fiat de Cultura e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), CNH Industrial Capital, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, New Holland Construction, Banco Safra, Ramada Encore Virginia hotéis e Wine Come – Wine Society. Conta com o apoio de Fundamar  e Miura Cerejeiras e apoio institucional  do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Consulado Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte, Governo de Minas e Ministério das Relações Exteriores – Escritório Regional Minas Gerais.

 

 

A história da família Miura

A família Miura veio do Japão e desembarcou no Brasil. Em 1927, nasceu Haruji Miura e a família mudou-se para Lins, interior de São Paulo. Vivendo todas as dificuldades dos imigrantes japoneses, Haruji Miura conseguiu estudar no Colégio Nipônico de Lins, fundado pelos próprios imigrantes japoneses. Depois, passou a estudar no Colégio Salesiano de Lins, e acabou formando-se em Contabilidade.

Com o desenvolvimento da lavoura de café nas fazendas dos imigrantes japoneses, passou a comercializar o produto. Nas muitas viagens realizadas para vender o café, conheceu sua esposa, Arlete Miranzi, descendente de italianos, em Uberaba, Minas Gerais.

Teve um casal de filhos, mudou-se para Ipatinga, no interior de Minas Gerais e depois de algum tempo fixou residência Belo Horizonte, onde mora até hoje.

Foi nesse momento que, já morando no Condomínio Morro do Chapéu, no município de Nova Lima, passou a cultivar as suas cerejeiras, ou Sakura, em japonês. Em 1983, já aposentado, engajou-se ainda mais no cultivo das mudas. Aos 90 anos de idade, a sua paixão pela cultura japonesa e a gratidão pelo Brasil ter recebido tão bem a sua família, o movem, até hoje,  e impulsionam o seu desejo de espalhar sakura pelo Brasil.

 

A fotógrafa Joana Moreira

Nascida em Belo Horizonte, em 1979, Joana Moreira se encantou com a fotografia aos 9 anos, quando ganhou do pai sua primeira câmera fotográfica. Aos 17, ao aventurar-se pela Austrália, fez seu primeiro curso na área. De volta ao Brasil, enquanto cursava Publicidade e Propaganda, teve a oportunidade de participar de um projeto cultural e realizar sua primeira exposição, “Cores da Bahia”, em 2000, e descobrir, assim, seu verdadeiro ofício: fotografar.

Desde então vem realizando exposições coletivas e individuais, se deparando diversas vezes com a temática das flores, como na “Ventos do Sul”, em 2008. Em 2001, Joana lançou o livro “Dos Habanas”, em parceria com o poeta cubano Felipe Chibas, e, em 2014, foi vencedora do concurso Paisagens Mineiras, do jornal Estado de Minas, na categoria Instagram.

A paixão pela fotografia é um traço de família. Há quase quatro anos, Joana se reencontrou com o tio-avô Assis Alves Horta, renomado fotógrafo de Diamantina (MG), após assistir ao curta metragem sobre sua carreira: “Assis Horta – O Guardião da Memória” (2012), da Nitro Imagens. Tendo se tornado grandes amigos, Joana e o tio-avô vêm trocando arquivos e experiências e fazendo planos para projetos conjuntos.

Amante da natureza, a fotógrafa dedica parte do seu tempo para registrar suas incríveis cores, origens e elementos.

 

SERVIÇO

 

Exposição Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores na Casa Fiat de Cultura

Período expositivo: 26 de agosto a 24 de setembro de 2017

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

 

Informações

(31) 3289-8900

www.casafiatdecultura.com.br

casafiat@casafiat.com.br

facebook.com.br/casafiatdecultura

Instagram: @casafiatdecultura

Twitter: @casafiat

www.circuitoculturalliberdade.com.br

 

 

Informações para a Imprensa

Personal Press

Polliane Eliziário – polliane.eliziario@personalpress.jor.br – (31) 99788-3029

Raquel Braga – raquel.braga@personalpress.jor.br – (31) 99548-9158

A Casa Fiat de Cultura se prepara para a chegada da primavera com um ateliê gratuito de criação de flores de papel. Os participantes serão convidados a refletir sobre formas e cores da natureza através da confecção de flores com técnicas variadas. Nos dias 2 e 3 de setembro, será utilizado papel de seda com técnica mista. E nos dias 9 e 10 de setembro, as flores serão feitas com a técnica de origami. O ateliê funciona todos os dias das 10h às 12h para crianças de até 12 anos; e das 14h às 15h30 e 16h às 17h30 para adolescentes e adultos. Crianças de até 10 anos devem estar acompanhadas por responsáveis e as menores de 5 anos precisam que estes as auxiliem nas atividades. Não é necessário fazer inscrição para as atividades, que têm 15 vagas por turma.

 

SERVIÇO

Ateliê Aberto Flores de Papel

Papel de Seda (técnica mista): dias 2 e 3 de setembro

Origami: dias 9 e 10 de setembro

10h às 12h – crianças de até 12 anos

14h às 15h30 – maiores de 12 anos

16h às 17h30 – maiores de 12 anos

15 vagas por horário (dispensa inscrição)

Crianças de até 10 anos devem estar acompanhadas por um responsável e as menores de 5 anos devem ser auxiliadas pelos responsáveis.

Participação gratuita

 

O Programa Educativo preparou uma atividade especial para as visitas agendadas. Os grupos participarão da construção coletiva de uma grande árvore, onde folhas e flores carregam cores, formas, palavras e mensagens que representem reflexões sobre vida, natureza e cidade. A Árvore dos Desejos será construída durante toda a exposição de Joana Moreira, de 26 de agosto a 24 de setembro. Para agendar uma visita, as escolas e outros grupos devem entrar em contato pelo telefone (31) 3289-8910. A participação é gratuita.

 

SERVIÇO

 Árvore dos Desejos

Agendamento de visitas em grupo e escolas: (31) 3289-8910

Participação gratuita

O universo da gravura, conceitos básicos e algumas técnicas de gravação e impressão serão apresentados aos participantes. O curso tem duração de 36 horas e é dividido em três módulos distribuídos nos meses de setembro, outubro e novembro.

As aulas acontecerão duas vezes por semana, nas terças e quintas, das 19h às 21h. O Módulo I, “Introdução conceitual e histórica, monotipia e frotagem”, acontecerá no mês de setembro, o Módulo II, “Estêncil e serigrafia não química”, no mês de outubro e o Módulo III, “Xilogravura”, terá as aulas no mês de novembro. O certificado será oferecido mediante cumprimento mínimo de 75% da carga horária total.

 

SERVIÇO

 Curso Introdução à Gravura

Informações: (31) 3289-8910

educativo@fcagroup.com

15 vagas

Participação gratuita

O programa Falando de Arte com Yara Tupynambá é uma série de encontros do público com a artista plástica e professora, que fará uma análise da vida e obra de artistas que marcaram suas épocas. Cada encontro terá um tema diferente, focado em grandes autores, dentro do qual serão abordados o contexto sociopolítico e as experiências pessoais que possivelmente influenciaram suas criações artísticas.

Os temas dos encontros serão:
“Visões diferentes do corpo” (14/09);
“Brasilidade I” (28/09);
“Brasilidade II” (5/10) e
“Horrores de Guerra” (19/10).

 

Serviço
Falando de arte com Yara Tupynambá: Visões diferentes do corpo

Data: 14/setembro
Horário: 19h30 às 21h
Espaço multiuso | 4º andar
200 lugares (sujeito à lotação). Não é necessário fazer inscrição.
Entrada gratuita

Falando de arte com Yara Tupynambá: Brasilidade I
Data: 21/setembro
Horário: 19h30 às 21h
Espaço multiuso | 4º andar
200 lugares (sujeito à lotação). Não é necessário fazer inscrição.
Entrada gratuita

Roma città aperta: A ocupação nazista em Roma e o cinema neorrealista

O professor Riccardo Cassoli vai falar sobre a ocupação nazista de Roma a partir das imagens do filme “Roma città aperta”, de Roberto Rosselini. O filme neorrealista, de 1945, foi o primeiro filme da Resistência Europeia. A palestra será oferecida em italiano, com tradução simultânea.

Serviço
Roma città aperta: A ocupação nazista em Roma e o cinema neorrealista
27/setembro
19h30 às 21h
Espaço multiuso | 4º andar
200 lugares (sujeito à lotação)

 

 

Workshop BH120

 

Uma oficina diferente que promove novas leituras de patrimônios arquitetônicos de Belo Horizonte. Essa é a proposta do Workshop BH120 que faz parte da programação associada Museomix e acontece na Casa Fiat de Cultura nos dias 30 de setembro e 01 de outubro. A valorização da memória e do patrimônio cultural da cidade serão trabalhadas em uma dimensão criativa, afetiva e artística. Em parceria com a Equipe B, o workshop promove, com a ajuda da tecnologia e de forma compartilhada, o acesso a arte e cultura.

O objetivo do Workshop BH120, através da construção de ícones gráficos que remetem à bens culturais tombados difusos na cidade, é estabelecer uma nova forma de conhecimento e fruição do patrimônio cultural, recriando conexões com o traçado de BH comemorando o aniversário de 120 anos da cidade. O material produzido poderá se transformar em estampas, souvenirs e pôsteres em oportunidades futuras.

A oficina BH120 busca explorar quatro dimensões de investigação: a dimensão do acervo cultural arquitetônico; a dimensão dos resultados obtidos, com a interpretação gráfica de edifícios tombados e seus elementos; a dimensão da reconexão do universo trabalhado com a malha urbana da cidade; e a dimensão do processo criativo adotado na oficina.

 

Sobre a Equipe B

Equipe B é uma empresa que reúne profissionais da arquitetura, design e tecnologia da informação, dialogando sempre com outros campos. Projetos criativos e inovadores são resultado da convergência desses diversos conhecimentos e têm sido reconhecidos por premiações, editais e publicações.

 

Serviço:

São 15 vagas gratuitas (para cada turno) e não precisa de inscrição prévia.

Datas e horários:

Data: 30 de setembro
Parte 01: 10h às 12h (para crianças e acompanhante)
Parte 02: 14h às 18h (para todas as idades)

Data: 01 de setembro – exposição dos resultados

Informações:  (31) 3280-8910

Partindo de uma discussão sobre as possibilidades de interpretação cultural das cores, o grupo será convidado a produzir composições abstratas utilizando tintas texturizadas. Após a secagem, as produções deverão resultar em representações táteis da combinação de ideias, significados e conceitos.

  • Dias 26, 27 e 28/09, da 19:00 às 21:00.
  • Inscrições até a 24/09 (terça a sexta, pelo telefone 3289-8910).
  • Lotação: 15 vagas.

Oferece certificado, mediante frequência mínima de 75% da carga horária.

MÚSICA NA CAPELA RELEMBRA GRANDES COMPOSITORES BRASILEIROS

Casa Fiat de Cultura traz Grupo Vocal Coro de Cobras para apresentação na Capela de Santana com repertório inteiramente nacional, passando por diversos gêneros musicais

 

No dia 17 de setembro, a Casa Fiat de Cultura traz o Grupo Vocal Coro de Cobras para participar do programa Música na Capela com repertório inteiramente nacional, passando por consagrados compositores de samba, bossa nova e música popular brasileira. Com regência de Hudson Brasil, a apresentação acontece na Capela de Santana, localizada nos jardins da Casa Fiat de Cultura, das 11h às 12h. Há dois anos, o programa contribui para a formação musical do público através de apresentações mensais de experientes corais, sempre aos domingos. Todos os concertos têm entrada gratuita, com espaço sujeito a lotação (80 lugares).

 

Grandes nomes da música brasileira serão lembrados na apresentação do Grupo Vocal Coro de Cobras. Do samba, Noel Rosa, com Tarzan, o filho do alfaiate, e Ary Barroso, com Inquietação. Da bossa nova, Vinicius de Moraes, que contribuiu para a composição de Anoiteceu. E da música popular brasileira, Chico Buarque, com Chão de Esmeralda e Injuriado. A apresentação dos cantores será dividida em duas partes, e o intervalo entre elas contará com leve música instrumental. Algumas interpretações serão feitas no formato medley, no qual duas composições são misturadas, harmoniosamente, dentro de uma única música.

 

Iniciado em 2015, o Música na Capela busca ampliar o conhecimento e a formação musical do público, com apresentações gratuitas de experientes músicos e repertório que inclui composições eruditas e populares. A atmosfera intimista e a excelente acústica da Capela de Santana completam a experiência que encanta espectadores de todas as gerações. As próximas apresentações serão nos dias 22 de outubro (Coral Musicanto) e 12 de novembro (Grupo de Câmara Sesi).

 

O programa Música na Capela é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Casa Fiat de Cultura, com patrocínio de Fiat, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, CNH Industrial Capital, New Holland Construction e Banco Safra, e apoio do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal.

 

Maestro Hudson Brasil

 

Hudson Brasil é regente, compositor, arranjador e instrumentista. O maestro estudou Técnica Vocal com Eládio Perez Gonzalez, Harmonia com Hans-Joachin Koellreutter e Composição com Cristóvão Bastos. Dirigiu diversos corais e grupos vocais no Brasil e no exterior, tendo representado o país na Itália, no Festival de Jazz Susa Open Music Festival, como solista do grupo de Choro Brasil com S. Além disso, Hudson é diretor e professor da Brasil com S Escola de Choro e MPB, idealizador do Festival Choro Novo e, há 12 anos, regente do grupo vocal Coro de Cobras.

 

Grupo Vocal Coro de Cobras

 

Criado em 2005, sob regência do maestro Hudson Brasil, o grupo vocal Coro de Cobras é formado por profissionais liberais de várias áreas que se dedicam à música. O coral apresenta um repertório de música brasileira genuína, de autores como Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Pixinguinha, Guinga, Tom Jobim, entre outros. O grupo já se apresentou em várias cidades mineiras, como Belo Horizonte, Ouro Preto e Mariana, e participou de três edições do Festival Internacional de Corais.

 

SERVIÇO

 

Música na Capela na Casa Fiat de Cultura

Local: Capela de Santana

Data: 17 de setembro de 2017 (domingo)

Horário: 11h às 12h

Grupo Vocal Coro de Cobras

Maestro Hudson Brasil

 

Entrada Gratuita

Espaço sujeito à lotação (80 lugares)

 

 

Programa

 

Medley: Estrela (Vitor Ramil) &

Na volta que o mundo dá (Vicente Barreto e Paulo César Pinheiro)

 

Anoiteceu (Francis Hime e Vinicius de Moraes)

Última forma (Baden Powell e Paulo César Pinheiro)

Inquietação (Ary Barroso)

Corsário (João Bosco e Aldir Blanc)

 

Instrumental

 

Medley: Chão de Esmeralda (Chico Buarque e Hermínio Bello de Carvalho) &

Injuriado (Chico Buarque)

 

Tarzan, o filho do alfaiate (Noel Rosa e Vadico)

Olhos sentimentais (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)

De onde é que vem o samba (Luciana Rabello e Paulo César Pinheiro)

 

Informações para a imprensa

Personal Press

Polliane Eliziário – polliane.eliziario@personalpress.jor.br – (31) 99788-3029

Raquel Braga – raquel.braga@personalpress.jor.br – (31) 99548-9158

 

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