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OUTUBRO NA CASA FIAT DE CULTURA

O TEMPO DOS SONHOS: ARTE ABORÍGENE CONTEMPORÂNEA DA AUSTRÁLIA NA CASA FIAT DE CULTURA

 

A mais abrangente exposição de arte aborígene realizada na América Latina reúne mais de 70 obras-símbolo da perpetuação da tradição artística mais antiga do mundo e incita reflexão acerca da sobrevivência das culturas indígenas

 

De 19 de setembro a 19 de novembro de 2017, Belo Horizonte (MG) conhecerá O Tempo dos Sonhos: A Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura. Um acervo de mais de 70 obras, entre pinturas, esculturas, litografias e bark paintings (pinturas em entrecasca de eucalipto). A mostra apresenta a expressão artística contemporânea e narrativas da cultura aborígene com obras representativas das diversas regiões daquele país continente. Toda a programação é gratuita.

A seleção abrange desde a década de 1970, período em que a Austrália deu início a políticas de valorização e resgate dessas comunidades, e de um movimento em prol da difusão de sua rica e diversificada arte. A exposição conta com obras de renomados artistas, como Rover Thomas e Emily Kame Kngwarreye, e já passou por São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro e Brasília. Depois de Belo Horizonte, seguirá para Curitiba.

A exposição é uma realização da Casa Fiat de Cultura, do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Council on Australia Latin America Relations (COALAR)/Australian Government – Department of Foreign Affairs and Trade. A idealização é da Coo-ee Art Gallery, de Sidney (Austrália), da 2 levels arte & cultura e da CMP – Monarto Productions. O patrocínio é da Fiat, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, CNH Industrial Capital, New Holland Construction, Banco Safra, Verde Urbanismo e COALAR, com apoio principal da Caixa e apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal.

 

A seleção de obras

A exposição é composta por peças da Coo-ee Art Gallery, a mais antiga e respeitada galeria de arte aborígene da Oceania, por obras de instituições governamentais australianas e de coleções privadas.

Segundo o curador da exposição, Clay D’ Paula, especialista em História da Arte pela Universidade de Sidney, a exposição apresenta a variedade e ​a vitalidade dos estilos artísticos encontrados nas diversas regiões australianas.

As obras selecionadas situam-se entre a abstração e figuração. A maioria dos povos aborígenes utilizam símbolos, e não a linguagem escrita. Por isso, o que pode parecer abstrato para o visitante, para eles representa uma mensagem mística. A estética destes artistas é inspirada em narrativas e histórias repassadas de geração a geração, e exprimem muitas vezes o seu relacionamento com o universo, a natureza e o espiritual.

Ao longo da mostra, é possível perceber as diferenças no design, no estilo e nas cores da paleta dos artistas de cada região. A paisagem presente na arte produzida na região de Kimberly, por exemplo, revela uma terra de grandes contrastes, cheia de rios e cachoeiras. Arnhem Land (Terra de Arnhem) é a região das bark paintings. Em Tiwi Island (Ilhas Tiwi) as obras trazem elementos de design geométrico relacionados a lugares sagrados ou a mudança das estações. Nas obras da região de Balgo, os visitantes poderão observar a presença de cores intensas, muitos tons de verde, roxo e cores brilhantes. Estes trabalhos são denominados “arte do isolamento” por serem produzidos dentro do deserto ocidental da Austrália, área muito isolada dos centros urbanos. Já a arte produzida por aborígenes que vivem nos centros urbanos trazem questões ligadas às mazelas da colonização e à discriminação ainda sofrida por eles.

As diferenças da arte produzida em cada região passam também pelas técnicas utilizadas. A antropóloga e consultora da exposição Ilana Goldstein aponta algumas dessas diferenças: ” materiais que são comumente usados no Deserto Central da Austrália como tinta acrílica, tela e pincéis industrializados não são utilizados pelos artistas da região de Arnhem Land, no norte tropical da Austrália. Os artistas dessa região  preferem usar camadas do tronco do eucalipto nativo, tintas feitas de minerais do solo, pincéis de fios de cabelo e gravetos.”.

As obras selecionadas para a exposição são de artistas renomados, que já tiveram os seus trabalhos expostos no MoMA e Metropolitan de Nova Iorque, Bienais como a de Veneza, São Paulo e Sidney, entre outros eventos de prestígio internacional, como o Documenta, em Kassel. “Essa coleção é um presente à população brasileira. Em um acervo de mais de três mil obras, selecionamos aquelas mais significativas. Muitas já foram publicadas em inúmeros catálogos de arte, citadas em teses de dourado e exibidas em várias instituições de importância na Austrália, Europa e Estados Unidos”, conta o curador brasileiro Clay D´Paula, que assina a curadoria com os australianos Adrian Newstead e Djon Mundine.

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, trazer essa exposição a Belo Horizonte é um modo de propor reflexões sobre as semelhanças entre aborígenes australianos e ameríndios brasileiros, historicamente oprimidos pelos colonizadores, e de debater a importância do reconhecimento do potencial artístico desses povos. “Austrália e Brasil podem estar distantes, geográfica e culturalmente, mas têm um passado comum, o dos povos autóctones que os habitaram ab origine e tiveram seus destinos violentamente alterados pela colonização. Os artistas aqui presentes dão testemunho de sua continuidade cultural, no âmbito de uma forma de vida social interrompida bruscamente pela chamada civilização, mas que continua viva na expressão artística. Cada um deles se expressa de modo peculiar, mas traz, em sua criação, as referências de uma simbologia ancestral que lhes é comum. Podemos aprender com esses artistas australianos que nos ensejam, com seu trabalho, uma reflexão sobre o que é cultura, o que é arte e, acima de tudo, o que significa, afinal, ser civilizado”.

 

Os artistas

A exposição traz obras de artistas de diversas trajetórias. Existem aqueles que estão mais inseridos na cultura aborígene, com pouco contato com o mundo ocidental, e aqueles ditos “artistas urbanos”, que possuem formação em universidades e se relacionam com a arte contemporânea. Na percepção da antropóloga Ilana Goldstein, “na questão da formalidade, as telas abstratas de artistas valorizados como Emily Kame e Rover Thomas aliam deleite estético com conteúdos cosmológicos/tradicionais, e não pretendem fazer provocações conceituais. Já os artistas aborígenes urbanos, fazem releituras satíricas da história da arte e questionam a lógica do sistema das artes, como no caso de Richard Bell, autor do trabalho “Aboriginal art is a white thing”, e de Lin Onus, que se apropria da gravura “A onda”, do japonês Hokusai.”

Um dos artistas de maior projeção internacional, Rover Thomas (1926-1998), com suas paisagens de cor ocre, mudaram a percepção paisagística australiana. Thomas também foi responsável por um novo ritual nas cerimônias do povo Gija, que consiste em inserir tábuas pintadas no rito já tradicional, inspirado pelo sonho que teve com uma parente falecida, no qual ela o ensinou o novo ritual. Sua tia, Queenie McKenzie (1930-1998), que também está presente na exposição, foi a responsável por começar a pintar as tábuas cerimoniais.

Outra artista de destaque é Emily Kame Kngwarreye (1910-1996), considerada, pela crítica, uma das maiores pintoras expressionistas do século XX. Emily começou a pintar aos 79 anos e se tornou a artista mais querida da Austrália. Ela representou o país na Bienal de Veneza e em outros eventos de arte internacional. Suas obras, que parecem abstratas, trazem elementos como nuvens, água, vegetação e flores do deserto, que compõem narrativas e histórias herdadas de seus ancestrais. Na mostra da Casa Fiat de Cultura, a artista estará representada com dois trabalhos.

Sobrinha de Emily Kame, Kathleen Patyarre (1934) realizou pinturas que retratam mapas mentais das regiões onde caminhou com seus pais na infância. A artista é recordista em convites para exposições.

Lily Nungarayi Hargraves (1930) é uma anciã de sua tribo Lajamanu. Ela é responsável pela cerimônia de iniciação feminina, chamada “O Sonhar das Mulheres”, e já pintou diversas telas relacionadas a este ritual, inclusive a que está presente na exposição. Suas obras já foram expostas na França e Estados Unidos.

Richard Bell (1953) é um “artista urbano”, de origem Kamilaroi, que se tornou ativista em prol dos direitos das populações indígenas. Suas críticas mais contundentes se dirigiam à folclorização de um aborígene necessariamente negro, “puro” e exótico.

Outro “artista urbano” é Lin Onus (1948-1996), descendente da etnia Yorta Yorta. Falecido precocemente, ele deixou trabalhos com teor histórico, muitas vezes irônicos e provocativos,  caracterizados pela figuração realista. Uma das obras expostas tem inspiração na xilogravura “A Onda”, de 1829, do japonês Katsushika Hokusai. Na recriação de Lin Onus, um cão – herança do colonizador branco – surfa sobre a arraia – animal sagrado – sereno e equilibrado, apesar do perigo iminente. Talvez a tela, em seu conjunto, remeta à capacidade dos povos aborígenes de se reinventarem constantemente, se adaptarem às novas realidades e assimilarem influências de diferentes origens, sem necessariamente perder seu prumo.

Um exemplo da importância da arte aborígene para o mercado das artes, vem do artista Clifford Possum Tjapaltjarrl (1933-2002) da etnia Anmatyerre, que vive no deserto australiano. Ele teve uma tela leiloada por 2,4 milhões de dólares, em 2007, na Southeby’s, arrematada pela National Gallery of Australia. Trata-se de tela produzida em 1977, que condensa diversos fragmentos míticos. Clifford já teve uma obra apresentada no Brasil, durante a Bienal de São Paulo de 1983.

Thompson Yulidjirri (1930) é representante do estilo “raio X”, que traz certa continuidade das pinturas rupestres antigas às bark paintings, imagens executadas sobre entrecasca de árvore. Tal estilo, que usa a representação dos ossos e vísceras dentro dos corpos, como se fossem transparentes pode ser observado na prancha, intitulada Canguru, de 1985.

Além de mostrar as diversas expressões, a exuberância, a vitalidade e a história da arte aborígene ao povo brasileiro, a exposição também estimula a atenção para a arte indígena produzida no Brasil. Enquanto o estilo aborígene é mostrado em vários museus de arte, as expressões artísticas dos indígenas brasileiros são tidas, em sua grande maioria, como artesanato. O Xoha Karajá é um artista indígena brasileiro, da etnia Iny/Karajá. Sua obra foi especialmente comissionada para integrar a exposição. Trata-se de uma mandala, com significado bastante forte: a harmonia entre todos os povos.

 

Sobre as bark paintings

As bark paintings são importantes tipos de arte aborígene, comuns em Arnhem Land, no norte tropical. Foram as primeiras obras aborígenes a conquistar a atenção do público no mundo. Trata-se de pintura sobre entrecasca de eucalipto, conhecida desde o início do século XX e feita com pigmentos naturais, nos tons ocre, branco, vermelho e preto. Suas pinturas carregam complexas simbologias, associadas aos clãs e aos ancestrais. Em geral, as bark paintings são figurativas e funcionam como verdadeiras narrativas visuais que contam passagens míticas. Os pincéis utilizados em algumas delas são feitos com cabelos humanos. Além disso, usam-se pigmentos naturais, com materiais orgânicos.

O curador Clay D`Paula enfatiza que as bark paintings são as formas de expressão artística mais antigas do mundo, e, provavelmente, podem ser datadas do mesmo período das pinturas rupestres, feitas há 40 mil anos. “No entanto, essa forma de arte pode ser tão contemporânea como qualquer outra, e muito aberta à inovação ” destaca. Na Casa Fiat de Cultura, o visitante poderá conferir oito bark paintings.

 

“O Tempo dos Sonhos”

O título da exposição resgata a mitologia aborígene sobre a criação do universo e a forma como esses povos registram o conhecimento transmitido de geração a geração. De acordo com a crença, o “Tempo do Sonho” é uma era sagrada, na qual espíritos ancestrais formaram o mundo e as leis que o regem.

Para os aborígenes, “sonhar” é viver em sintonia com o mundo natural. É aprender com a natureza e as pessoas que os cercam e contribuir para o ensinamento aos mais jovens sobre conhecimento acumulado, em comunidade, ao longo do tempo. O conhecimento é retratado, expressivamente, pelas pinturas e obras, caracterizadas por iconografia peculiar. Para o artista aborígene, pintar os “sonhos” implica transmitir ideias e histórias, a fim de mantê-las vivas. Nessas comunidades, o fazer artístico é, portanto, prática fundamental para transmissão do conhecimento sobre o universo.

 

História da arte aborígene australiana

A arte aborígene é a mais antiga tradição artística contínua do mundo. Antes, tais expressões artísticas eram tratadas como mero ofício dos povos aborígenes, fruto do ato de fazer peças e símbolos que os ajudavam na lida do dia a dia. A partir de 1950, porém, o fazer aborígene começou a ser tratado como arte. Tal história apresenta várias fases que se sobrepõem, e têm fronteiras indefinidas.

A década de 1970 marca o reconhecimento da arte aborígene, que passa da condição de atividade etnográfica à de artes plásticas vivas, com a abertura de dezenas de cooperativas em comunidades indígenas.

Uma das razões da inserção da arte aborígene no mercado internacional das artes foi a iniciativa do Governo Australiano que criou o Aboriginal Arts Board, em 1973. Composto por representantes indígenas, o órgão comprou, regularmente, durante 20 anos, obras para coleções públicas, algumas das quais doadas para embaixadas e museus ao redor do mundo ou inseridas em exposições nacionais e internacionais.

Trata-se de um processo que levou décadas, e só foi possível devido ao engajamento de uma série de pessoas e instituições e em razão da criação de políticas públicas voltadas ao fomento da produção artística indígena.

Hoje, a arte aborígene da Austrália movimenta cerca de 200 milhões de dólares por ano. Estima-se que haja mais de 7 mil artistas aborígenes no país – e que 50% dos artistas australianos tenham descendência indígena. Atualmente, os povos aborígenes fazem as peças com o intuito de produzir arte. Trata-se de peças, pinturas e cerâmicas inspiradas nas tradições indígenas, mas já com o intuito de ser arte e não apenas utensílio ou registro.

“A arte aborígene é sinônimo de resiliência, resistência e afirmação. Existe algo mais contemporâneo que isso?”, ressalta Clay D` Paula.

 

Programa Educativo

O programa educativo da exposição O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura compreende três eixos de mediação:

 

  • Estético-Artístico: aborda o mercado de arte e as relações estabelecidas entre arte, artefato, artesanato e cultura popular, além do binômio abstração versus figuração e o uso de suportes e pigmentos naturais na produção artística.

 

  • Histórico-Antropológico: propõe uma reflexão sobre o Homo Sapiens moderno, suas migrações, mitologias e arte rupestre (ancestral e urbana). Também abordará as comunidades tradicionais no mundo contemporâneo, bem como a história da Austrália.

 

  • Eixo Crítico-Social: discute os processos de colonização e aculturação, evocando conexões com a questão indígena brasileira na atualidade, além de temas ambientais e peculiaridades da Austrália.

 

Ateliê de Visitação (para grupos agendados)

 

Pintura étnica: a partir das discussões propostas em galeria, os grupos serão estimulados a produzir padronagens com referências étnicas. A prática deve se desdobrar em uma reflexão sobre identidade, ancestralidade, alteridade e colonização, apropriação e hibridação cultural.

 

Ateliê Aberto

Ateliê Aberto de Tintas Artesanais: os visitantes serão estimulados a fabricar suas próprias tintas e a criar composições de cor em suportes variados. Durante o Ateliê, serão abordadas temáticas relativas à terra e à natureza como elementos primordiais, presentes na essência de cada um de nós. Serão fabricadas tintas a óleo e acrílica. As crianças até 2 anos trabalharão com materiais à base de ingredientes de origem comestíveis.

Dias 7, 8, 14 e 15 de outubro

10h às 12h – Famílias e crianças até 12 anos

14h às 18h – Maiores de 12 anos

 

Lotação: 15 vagas (dispensa inscrição)

Crianças de até 5 anos deverão ser auxiliadas por um adulto responsável.

Crianças até 10 anos deverão ser acompanhadas por um adulto responsável.

Todos os participantes deverão usar roupas confortáveis e apropriadas ao manuseio de tintas, adesivos e outros materiais.

 

Formação de professores

Pintura Acessível: ao partir de uma discussão sobre as possibilidades de interpretação cultural das cores, o grupo será convidado a produzir composições abstratas com tintas texturizadas. Após a secagem, as produções deverão resultar em representações táteis da combinação de ideias, significados e conceitos.

Dias 26, 27 e 28/09, da 19h às 21h

Inscrições de 12 a 22/09 (terça a sexta, pelo telefone 3289-8910).

Lotação: 15 vagas.

 

OBS: A Casa Fiat de Cultura oferece certificado, mediante cumprimento mínimo de 75% da carga horária.

 

SERVIÇO

Exposição                                                                                                                                                      

 O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura

19 de setembro a 19 de novembro de 2017

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

O CORPO DA MATÉRIA. A MATÉRIA DO CORPO.

PAOLO GRASSINO E LUIGI MAINOLFI NA CASA FIAT DE CULTURA

Exposição com obras de dois dos mais importantes artistas italianos da atualidade inspira reflexões sobre o mundo contemporâneo por meio do diálogo entre corpo e matéria na arte

 

Os artistas italianos Paolo Grassino e Luigi Mainolfi desembarcam na Casa Fiat de Cultura, de 5 de outubro a 3 de dezembro de 2017, para apresentar a exposição O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo. A mostra de arte contemporânea conta com 25 obras, entre esculturas, pinturas, instalações e videoarte, e inspira indagações sobre a atualidade, ricas de tensões e paradoxos, a partir de experimentações com a matéria e o corpo no fazer artístico. Esta é a primeira vez que Grassino (Rotondi, Itália, 1967) expõe suas obras no Brasil, enquanto Mainolfi (Turim, Itália, 1948), que foi seu mestre no início da carreira, já participou da Bienal de São Paulo, em 1981. Para a mostra na Casa Fiat de Cultura, cada um projetou uma obra inédita: Mainolfi expõe o conjunto de esculturas Terre nove (Nove Terras) e Grassino cria nova apresentação para a instalação Per sedurre gli insetti (Para seduzir os insetos). A curadoria é do crítico de arte italiano Alessandro Demma e a expografia do arquiteto italiano Edoardo Fontana. A entrada e toda a programação educativa são gratuitas.

FUGA: ANA AMÉLIA DINIZ CAMARGOS NA CASA FIAT DE CULTURA 

 

Data: 10 de outubro a 26 de novembro de 2017.

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

O painel “Civilização Mineira”

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 X 8,14 metros. Em exposição permanente, a obra conta, agora, com ficha técnica em braile, além de peças multissensoriais que fazem parte dos recursos de mediação para pessoas com deficiência visual. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica. Portinari (1903 – 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

A conservação do painel de Portinari foi feita pelo Grupo Oficina de Restauro, mesma equipe de especialistas que realizou a restauração da obra em 2014, quando a Casa Fiat de Cultura assumiu a salvaguarda do painel. De acordo com a coordenadora do projeto de conservação, Rosângela Reis Costa, “o exercício de avaliação e intervenção periódicas ao painel é essencial para que o trabalho original do pintor seja preservado, evitando perdas irreparáveis ou a necessidade de uma nova restauração, medida que só é tomada quando a obra já está muito danificada pelo tempo e manuseio indevido”.

Serviço
Exposição permanente: painel Civilização Mineira, 1959 (Candido Portinari)
Horário: das 10h às 21h de terça à sexta

das 1oh às 18h sábado, domingo e feriados

Entrada gratuita

No dia 1 de outubro, a Casa Fiat de Cultura promove o Encontros com o Patrimônio. O público será conduzido pelo prédio, antigo Palácio dos Despachos, com o acompanhamento da equipe do Programa Educativo que abordará conteúdos artístico, histórico e arquitetônico. O encontro acontece nos horários de 10h30, 14h e 16h, com grupos de até 25 pessoas e entrada gratuita. O programa é realizado sempre no primeiro domingo de cada mês até o fim de 2017. Não é necessário fazer inscrição e a participação é gratuita.

Com esse programa a Casa Fiat de Cultura pretende ampliar o acesso ao patrimônio. “O público conhecerá a história do edifício, será estimulado a observar como o uso social do patrimônio se transforma ao longo do tempo, e a refletir sobre o papel da comunidade neste processo”, ressalta a Coordenadora do Programa Educativo Clarita Gonzaga. A atividade parte do conceito contemporâneo de que existem dois tipos de patrimônio: material e imaterial. O patrimônio material é aquele construído manualmente: as obras de arte e as edificações. Já o patrimônio imaterial é formado pelo comportamento social: práticas festivas, religiosas e tradições em geral. Seguindo esse conceito mais amplo de patrimônio, a Casa Fiat de Cultura se responsabiliza não apenas em manter o edifício histórico conservado, mas também em permitir que a comunidade utilize este bem cultural para que ele continue fazendo parte da memória coletiva da cidade.

O percurso inicia com a história da construção do Palácio dos Despachos, onde anteriormente funcionava a sede administrativa do Governo do Estado, até a instalação da Casa Fiat de Cultura, em 2014, para se integrar ao Circuito Liberdade de Belo Horizonte. Passando pelo painel de Portinari, serão abordados os aspectos históricos e artísticos da obra, assim como o processo de restauração da pintura. A visita termina nos jardins da Casa Fiat de Cultura, onde fica a Capela de Santana. Será abordado o estilo arquitetônico do edifício;  o público descobrirá como a história de sua construção se mistura ao imaginário popular em uma lenda urbana;   e poderá perceber a transformação de seu uso social: o espaço que até 2014 era reservado apenas para cerimônias oficiais, hoje abriga celebrações abertas à comunidade por iniciativa da Casa Fiat de Cultura. Além disso, a capela é, atualmente, palco para corais e orquestras de câmara que se apresentam no programa Música na Capela.Encontros com o Patrimônio

Serviço
Data:
 1 de outubro
Horários: 10h30, 14h e 16h
Participação gratuita: não é necessário fazer inscrição; limite de 25 pessoas por horário.

O universo da gravura, conceitos básicos e algumas técnicas de gravação e impressão serão apresentados aos participantes. O curso tem duração de 36 horas e é dividido em três módulos distribuídos nos meses de setembro, outubro e novembro.

As aulas acontecerão duas vezes por semana, nas terças e quintas, das 19h às 21h. O Módulo I, “Introdução conceitual e histórica, monotipia e frotagem”, acontecerá no mês de setembro, o Módulo II, “Estêncil e serigrafia não química”, no mês de outubro e o Módulo III, “Xilogravura”, terá as aulas no mês de novembro. O certificado será oferecido mediante cumprimento mínimo de 75% da carga horária total.

 

SERVIÇO

 Curso Introdução à Gravura

Informações: (31) 3289-8910

educativo@fcagroup.com

15 vagas

Participação gratuita

O programa Falando de Arte com Yara Tupynambá é uma série de encontros do público com a artista plástica e professora, que fará uma análise da vida e obra de artistas que marcaram suas épocas. Cada encontro terá um tema diferente, focado em grandes autores, dentro do qual serão abordados o contexto sociopolítico e as experiências pessoais que possivelmente influenciaram suas criações artísticas.

Os temas dos encontros serão:
“Brasilidade II” (5/10) e
“Horrores de Guerra” (19/10).

 

Serviço
Falando de arte com Yara Tupynambá: Brasilidade II

Data: 05/outubro
Horário: 19h30 às 21h
Espaço multiuso | 4º andar
200 lugares (sujeito à lotação). Não é necessário fazer inscrição.
Entrada gratuita

Falando de arte com Yara Tupynambá: Horrores da Guerra
Data: 19/outubro
Horário: 19h30 às 21h
Espaço multiuso | 4º andar
200 lugares (sujeito à lotação). Não é necessário fazer inscrição.
Entrada gratuita

Seminário Internacional Design & Educação

 

O Centro T&C Design promove no próximo dia 6 de outubro, na Casa Fiat de Cultura, seu evento anual com a presença de palestrantes internacionais e nacionais.

 

O Seminário “Design & Educação: desafios para o novo milênio” tem como objetivo integrar profissionais da educação em design, do Brasil e do exterior, para discutir questões relevantes do ensino e pesquisa em design, com vistas a um melhor entendimento sobre o futuro do ensino diante de constante mudança de cenário mundial e, a complexidade estabelecida.

 

O formato do evento, em sua 11ª edição, inclui palestrantes pesquisadores e profissionais atuantes em áreas relacionadas de instituições brasileiras e estrangeiras, com vistas a proporcionar o compartilhamento de conhecimentos e intensificar a interdisciplinaridade na comunidade científica de referência. O público-alvo constitui-se de docentes, pesquisadores e discentes das áreas design, educação, artes, arquitetura, engenharia, comunicação e outras áreas afins.

 

O Seminário acontece dia 6 de outubro, no espaço multiuso da Casa Fiat de Cultura, na Praça da Liberdade, das 10h00 às 18h30. Os palestrantes internacionais convidados são Vasco Branco da Universidade de Aveiro (Portugal) e Carlo Vezzoli do Politecnico di Milano (Itália). Os convidados nacionais são Virginia Borges Kistmann (UFPR e Puc PR), Jackeline Lima Farbiarz (Puc Rio), Célio Teodorico dos Santos (UDESC) e dos palestrantes Dijon De Moraes e Ricardo Portilho do Programa de Pós-graduação em Design (UEMG). Contamos também com Maria Cecília  Loschiavo (USP) como mediadora convidada do evento.

 

Data e horário

6 de outubro de 2017

Início às 10h00 e término às 18h30

 

Programação

10h00 Credenciamento no hall da Casa Fiat de Cultura

10h30 Abertura do evento no auditório do espaço multiuso (4º andar)

MARIA CECÍLIA  LOSCHIAVO (USP),  como moderadora do evento

10h45 Palestra de VASCO BRANCO (Portugal)

11h45 Palestra de DIJON DE MORAES e RICARDO PORTILHO (Brasil)

Intervalo para almoço

14h30 Palestra de VIRGINIA BORGES KISTMANN (Brasil)

15h15 Palestra de CÉLIO TEODORICO DOS SANTOS (Brasil)

Entrega de receptores para tradução simultânea

16h15 Palestra de JACKELINE LIMA FARBIARZ (Brasil)

17h00 Palestra de CARLO VEZZOLI (Itália)*

18:00 Mesa redonda (palestrantes, moderadora  e Centro T&C Design)

18:30 Encerramento

*com tradução simultânea do inglês para português

 

Local

Casa Fiat de Cultura

Praça da Liberdade, 10

Belo Horizonte/MG | Brasil

 

Inscrição

A inscrição é gratuita com direito a certificado digital de participação a ser enviado posteriormente.

Solicite inscrição em tcdesign.uemg@gmail.com nos informando seu nome completo para crachá e certificado, instituição (que estuda ou trabalha), cargo e telefone de contato.

 

Todos os participantes receberão gratuitamente livros publicados pelo Centro T&C – Cadernos de Estudos Avançados em Design, a escolher no local do evento, com as temáticas; Humanismo, Cultura, Identidade, Sustentabilidade, Transversalidade, Semiótica, entre outros.

LEGADO DA ARQUITETURA DE ROMA ANTIGA É TEMA DE PALESTRA NA CASA FIAT DE CULTURA

Arquiteta Ana Paula Ferreira fala sobre genialidade da arquitetura romana e sua influência nos sistemas de construção até os dias atuais

 

No dia 25 de outubro, das 19h30 às 21h, a Casa Fiat de Cultura realiza mais uma palestra da série Quartas Italianas, que, nesta edição, conta com temas inteiramente voltados para a história e a cultura de Roma, capital da Itália. Formada em Arquitetura e Urbanismo, a professora da Fundação Torino Escola Internacional, Ana Paula Ferreira, apresentará O legado da Arquitetura Romana: elementos arquitetônicos característicos e influências nos sistemas construtivos, mostrando como pontes, aquedutos, arenas, basílicas, teatros, anfiteatros, estradas e redes de esgoto são legados arquitetônicos que atestam a grandiosidade e a genialidade da arquitetura romana. A palestra tem entrada gratuita, com espaço sujeito à lotação (250 lugares). A distribuição de senhas começa às 18h30.

Desde a sua origem, a cidade de Roma foi submetida à influência de elementos culturais diversos, principalmente das culturas grego-helenística e etrusca. Na arquitetura, tais elementos foram absorvidos, moldados e, muitas vezes, aprimorados, resultando em uma expressão de domínio e singularidade. Caracterizada pela solidez e pela grandiosidade, a arquitetura romana tem seu valor intimamente ligado à estética, à qualidade e principalmente à funcionalidade das edificações.

Aplicando técnicas de construção de arcos, abóbadas e cúpulas em grande escala, por exemplo, os romanos cobriram amplos espaços sem a necessidade de uma sustentação intermediária, executando construções nunca antes vistas. Ampliaram, também, os conhecimentos no uso do concreto, que obtinham da cal, das pedras, da água e da terra vulcânica da cidade vizinha Pozzuoli.

Desde 2015, o programa Quartas Italianas apresenta palestras gratuitas de especialistas em arte, história, música, cinema e literatura italiana. Mais de duas mil pessoas já participaram da iniciativa. Nesta edição são apresentados temas essenciais que envolvem a cidade de Roma: história, arquitetura, religião e arte.

O ciclo de palestras é uma parceria da Casa Fiat de Cultura, da Fundação Torino Escola Internacional e do Consulado Italiano em Belo Horizonte, e uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Casa Fiat de Cultura, com o apoio do Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Banco Fidis, Fiat Finanças, CNH Industrial, New Holland, Banco Safra, Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

Ana Paula Ferreira de Souza

Ana Paula é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Università degli Studi di Firenze, onde defendeu estudo na área de restauração de monumentos. Atualmente é professora da Fundação Torino Escola Internacional.

 

 

SERVIÇO

Quartas Italianas na Casa Fiat de Cultura – 6ª edição

Palestra: O legado da Arquitetura Romana: elementos arquitetônicos característicos e influências nos sistemas construtivos

Professora: Ana Paula Ferreira

Data: 25 de outubro

Local: Espaço Multiuso da Casa Fiat de Cultura

Horário: 19h30 às 21h

Entrada gratuita, com espaço sujeito à lotação (200 lugares)

Distribuição de senhas a partir de 18h30

 

 

12/10 

10h: Oficina “Desenhando com João Gabriel, escrevendo com Sofia Fada”

Duração: 2h

Vagas: 15 pessoas de 4 a 13 anos

 

15h: Oficina “Impressão 3D”

Duração: 3 horas

Vagas: 15 pessoas, crianças a partir de 8 anos

 

13/10

15h: Oficina “Tudo pode acontecer”

Duração: 3 horas

Vagas: 15 pessoas, crianças a partir de 8 anos e adultos

 

Participação gratuita e não precisa de inscrição prévia

 

Informações:  (31) 3280-8910

No dia 22 de outubro, a Casa Fiat de Cultura realiza mais uma apresentação do programa “Música na Capela”, que há dois anos traz diversos corais à Capela de Santana, de modo a encantar o público com interpretações de músicas eruditas e populares. O convidado para a próxima edição é o Coral Musicanto, que se apresenta sob regência de Divino Francisco de Castro, fundador do grupo. O concerto começa às 11h, tem duração aproximada de uma hora e entrada gratuita, com espaço sujeito a lotação (80 lugares).

 

Música na Capela na Casa Fiat de Cultura

Local: Capela de Santana

Data: 22 de outubro de 2017 (domingo)

Horário: 11h às 12h

Coral Musicanto 

Regente Divino Francisco de Castro 

 

Entrada Gratuita

Espaço sujeito à lotação (80 lugares)

Os visitantes serão estimulados a fabricar suas próprias tintas e criar composições de cor em suportes variados. Durante o Ateliê, serão abordadas temáticas relativas à terra e à natureza como elementos primordiais, presentes na essência de cada um de nós. Serão fabricadas tintas a óleo e acrílica. As crianças até 02 anos trabalharão com materiais comestíveis.

 

Serviço:

Dias: 07, 08, 14 e 15/10.

Horário: 10h às 12h – famílias e crianças até 12 anos

14h ás 18h – maiores de 12 anos

 

Lotação: 15 vagas (dispensa inscrição)

Crianças de até 05 anos deverão ser auxiliadas por um adulto responsável.

Crianças até 10 anos deverão ser acompanhadas por um adulto responsável.

Todos os participantes deverão usar roupas confortáveis e apropriadas ao manuseio de tintas, adesivos e outros materiais.

 

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