Como Chegar

NOVEMBRO NA CASA FIAT DE CULTURA

O CORPO DA MATÉRIA. A MATÉRIA DO CORPO.

PAOLO GRASSINO E LUIGI MAINOLFI NA CASA FIAT DE CULTURA

 

Exposição com obras de dois dos mais importantes artistas italianos da atualidade inspira reflexões sobre o mundo contemporâneo por meio do diálogo entre corpo e matéria na arte

 

 

Os artistas italianos Paolo Grassino e Luigi Mainolfi desembarcam na Casa Fiat de Cultura, de 5 de outubro a 3 de dezembro de 2017, para apresentar a exposição O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo. A mostra de arte contemporânea conta com 25 obras, entre esculturas, pinturas, instalações e videoarte, e inspira indagações sobre a atualidade, ricas de tensões e paradoxos, a partir de experimentações com a matéria e o corpo no fazer artístico. Esta é a primeira vez que Grassino (Turim, Itália, 1967) expõe suas obras no Brasil, enquanto Mainolfi (Rotondi, Itália, 1948), que foi seu mestre no início da carreira, já participou da Bienal de São Paulo, em 1981. Para a mostra na Casa Fiat de Cultura, cada um projetou uma obra inédita: Mainolfi expõe o conjunto de esculturas Terre nove (Nove Terras) e Grassino cria nova apresentação para a instalação Per sedurre gli insetti (Para seduzir os insetos). A curadoria é do crítico de arte italiano Alessandro Demma e a expografia do arquiteto italiano Edoardo Fontana. A entrada e toda a programação educativa são gratuitas.

A escolha do material pelos artistas é definitiva para a construção conceitual do processo criativo. As matérias carregam significados que são evidenciados quando se transformam em corpos artísticos. As obras de Paolo Grassino são feitas de material contemporâneo – espuma sintética, resina, alumínio, tubo enrugado, cabos elétricos e lâmpadas –, enquanto as peças de Luigi Mainolfi são feitas com material    mais     tradicional   –  como terracota, bronze e aço.

 

Ainda assim “suas criações dialogam e carregam a mesma essência, que é a relação entre matéria, corpo e arte: de como materiais simples podem ser moldados e transformados em objetos que permitem uma reflexão sobre o mundo, a natureza e a humanidade, e a frequente representação do corpo nesses objetos como forma de entender a si e à sociedade atual”, destaca o curador Alessandro Demma.

 

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, ser um portal de acesso à cultura italiana é uma das principais vocações da instituição, desde sua inaugura­ção. Vocação que se vê recompensada por acolher, em suas galerias, Luigi Mainolfi e Paolo Grassino. “Desde 2006, temos o privilégio de apresentar ao público obras-primas italianas de todas as épocas, desde a arte clássica dos antigos Romanos, passando pela Idade Média, o alto

Renascimento, o Barroco e o Rococó, até o Futurismo. A arte não para no tempo, ela continua e se transforma, como tudo na vida. Esta exposição apresenta dois artistas da contemporaneidade italiana, que bem encarnam o espírito dessa permanente transformação”, destaca.

 

A exposição O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo. Paolo Grassino e Luigi Mainolfi é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Casa Fiat de Cultura e do Consulado da Itália em Minas Gerais, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), CNH Industrial Capital, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, New Holland Construction, Banco Mare tabacco, 2013 (Mainolfi)                                       Safra e Verde Urbanismo.

 

A mostra tem apoio institucional da Fundação Torino Escola Internacional, da Embaixada da Itália em Brasília, do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.  Conta ainda com o apoio das empresas: Banco Bonsucesso, MRV Engenharia, Etros Engenharia, Seris, Recicla BR, Piraferro, Tonin, Aethra Group, Denso e Teksid.

 

 

As obras

Nas 10 obras que apresenta na exposição, Grassino constrói uma dramatização da existência humana. Em um universo que desafia os estados de ânimo do espectador, que desorienta as percepções da realidade, seu trabalho inspira uma reflexão sobre a sociedade moderna, que vive entre o natural e o artificial, ou seja, entre o que é essencial à existência e as futilidades às quais nos prendemos. O individualismo e a influência da comunicação de massa são temas recorrentes em sua obra, por exemplo. Grassino escolhe utilizar materiais do cotidiano em sua produção artística como forma de refletir sobre a sociedade atual.

 

Grassino traz uma apresentação inédita da instalação Per sedurre gli insetti (Para seduzir insetos) para a exposição na Casa Fiat de Cultura, feita de tubo ondulado, cabos elétricos, cadeiras e lâmpadas; a peça termina com a irradiação de uma luz. A obra é uma metáfora sobre a sociedade moderna que se atrai e apega às futilidades na esperança de que isso resignifique sua existência, assim como insetos são atraídos pela luz, voam em torno às lâmpadas em um esforço inútil, pois a iluminação nada lhes oferece. Neste sentido, a instalação é a representação de uma armadilha para o ser humano e pode ser entendida como uma crítica ao consumismo.

 

Em 15 obras, Mainolfi traz elementos da natureza e da fantasia para a mostra, em incessante relação entre o real e o imaginário, criando um jogo de oposições intensas e provocativas que envolve o espectador. Nas peças estão presentes carac­terísticas estilísticas fundamentais do artista, tanto na escultura tridimensional como nas peças bidimensionais: a monumentalidade e a de­licadeza com a qual intervém na superfície, e uma busca por conexão com a natureza, como demonstra a frequente utilização da terracota como material artístico. O homem, por sua vez, é parte essencial da natureza e, por consequência, das reflexões do artista.

 

Terre nove (Nove Terras), obra projetada especialmente para a exposição, é composta por nove esferas de diferentes diâmetros feitas de terracota, e representa a descoberta de um novo mundo. A palavra “nove”, em italiano, é usada como um trocadilho para o numeral nove (pois são nove esferas) e uma expressão que era usada séculos atrás pelos colonizadores para “novas terras”. A peça simboliza o encontro de culturas e como nosso conhecimento se expande nessa interação social. Por isso, as esferas têm tamanhos diferentes, é um mundo que cresce quando encontramos novas terras.

 

Assim como a utilização de materiais comuns, ambos têm o corpo como elemento constante em suas obras. Em 1976, durante experimentação dedicada ao conhecimento de si e ao “reflexo das origens”, Mainolfi realizou Alato, Cera e Brano, em que o molde de seu corpo vira forma e exprime o pensamento do artista. Entre 1995 e 1996, Grassino criou Pelle, e, em seguida, Zero, Semilibertà e Travasi, construindo um percurso sobre as carcaças da existência humana da atualidade. “O corpo é pensado como instrumento essencial para o conhecimento das imagens e da representação, como fonte indispensável para construir o objeto e fazê-lo sobreviver no tempo. A memória é, para Mainolfi e Grassino, o órgão de adequação do real, que pode transformar o real em possível e o possível em real”, explica o curador Alesssandro Demma.

 

A galeria foi dividida em duas partes, uma para cada artista, onde o público escolhe o percurso de visitação. É preciso que o espectador esteja imerso ora no mundo de Mainolfi, ora no de Grassino. O espaço ainda conta com nichos inicialmente fora do campo de visão, que só serão vistos no despertar da curiosidade do público ao andar pela galeria. As obras convidam o visitante a pensar e a sentir.

 

Com utilização magistral de materiais tradicionais e objetos comuns na produção artística, a exposição O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo. é uma investigação de Grassino e Mainolfi sobre a existência e instiga a memória como recurso de transformação de si e da sociedade. Dessa forma, “a mostra é um conjunto de corpos e matérias que criam memórias passadas, presentes e futuras; ela representa uma resistência da memória”, conclui o curador.

 

“Essa exposição é o fruto de quase dois anos de preparação. Obras que atravessaram o oceano para nos oferecer todo o seu vigor e nos contar – sem necessidade de acrescentar palavras – a força de nossa realidade. Dois homens diferentes, mas complementares. Dois artistas fortes e sensíveis. Dois incríveis narradores do nosso tempo, constituído de faltas e excessos, de luzes e sombras, mas, sobretudo, de corpo e matéria”, ressalta a Cônsul da Itália em Belo Horizonte, Aurora Russi.

 

 

 

Programa Educativo

Durante a exposição de Grassino e Mainolfi, aos sábados, domingos e feriados, o Programa Educativo oferece percursos temáticos com horários e abordagens diferentes para crianças, jovens e adultos. Cada grupo pode ter até 20 pessoas, não é necessário fazer inscrição prévia e a participação é Travasi, 2011 (Grassino)  gratuita.

 

Que bicho é esse?!

Percurso para crianças de até 10 anos, das 10h30 às 12h

 

As obras são apresentadas a partir de suas potencialidades narrativas sob a ótica da construção de personagens, cenários e situações. Inspiradas pela lenda do Bicho Folharal, as crianças serão convidadas a criar, coletivamente, sua própria personagem fantástica, a Maria Folharal. Adereços serão modelados e fixados em um manequim em um ambiente lúdico e divertido.

 

Era uma vez, uma obra de arte.

Percurso para jovens e adultos, das 14h às 16h

 

A exposição é apresentada a partir de suas potencialidades narrativas, mostrando o encadeamento de ideias presentes nas obras dos artistas. Os participantes formarão uma grande história coletiva reunindo objetos-conceito criados por cada um, feitos de plastilina (um tipo de argila).

 

Arte Contemporânea – Métodos, Processos e Materiais

Percurso para adultos, das 16h às 18h

 

São apresentados os métodos, processos e materiais envolvidos na concepção e construção das obras. As escolhas dos artistas, sejam elas estéticas, plásticas ou conceituais são evidenciadas para que o grupo sinta-se provocado a refletir sobre a importância e o lugar dessas decisões dentro dos processos artísticos contemporâneos.

Os participantes serão convidados a escolher um material como ponto de partida para um processo criativo. O objetivo é discutir, coletivamente, sobre o papel dos materiais dentro da produção artística contemporânea e sobre o lugar da arte na construção de leituras, apropriações e posicionamentos no mundo.

 

 

Sobre o artista Paolo Grassino

 

Nascido em 1967, na cidade de Turim, na Itália, onde ainda reside, Paolo Grassino trabalhou, no início da carreira, com Luigi Mainolfi, que foi figura fundamental para seu crescimento artístico. Em quase 30 anos de arte, já teve seu trabalho exposto em mais de 200 mostras, 42 delas individuais, em mais de 17 países da Europa, da Ásia, da América do Norte e do Sul. Esta é a primeira vez em que o artista exibe suas obras no Brasil.

 

Grassino realizou exposições individuais na Galleria Civica d’Arte Moderna e Contemporanea (2000), no Museu de Saint-Etienne (2008), no Castelo de Rivalta (2010), no Museu de Arte Contemporânea de Roma (2011), no Centro de Arte Contemporânea Luigi Pecci (2013) e no Museu de Arte Contemporânea de Lissone (2015). O artista também participou do XV Quadrienal de Arte em Roma(2008), da Quarta Bienal de Moscou (2011) e da Beaufort 04 – Trienal de Arte Contemporânea pelo Mar de Ostende (2012), além de exposições em museus públicos internacionais, como Frost Art Museum de Miami e Loft Project ETAGI.

 

Seus trabalhos também estão expostos em espaços públicos, como praças e praias, com instalações monumentais, que criam grande impacto na paisagem.

 

 

Sobre o artista Luigi Mainolfi

 

Nascido em 1948, na cidade italiana de Rotondi, Luigi Mainolfi finaliza os estudos de pintura na Academia de Belas Artes de Nápoles. Em 1973, muda-se para Turim, atraído pela paisagem artística e cultural da cidade que, na década de 1970, era o centro da vanguarda artística italiana. As obras do artista já foram expostas nos principais museus, galerias e eventos de arte do mundo, como a Documenta 7 de Kassel (1982), a Bienal de São Paulo (1981), a Bienal de Paris (1982), a Quadrienal de Arte de Roma e a Bienal de Veneza, em diversas edições – inclusive, em 1990, quando teve uma área especialmente dedicada a seu trabalho.

 

Em reconhecimento à sua relevância na cena internacional, Mainolfi foi o artista escolhido pela Itália para representar o país numa parceria com o Japão. Realizou, então, dois trabalhos para o Museu de Arte Contemporânea em Sapporo: Mainolfi nada na água de Hokkaido e Colunas Sapporo. Foi vencedor de prêmios internacionais de arte, como G.P. Henry Moore, do Japão (1987), Prêmio Michelangelo de Escultura (2007), e Prêmio Alinovi-Daulio, da Universidade de Bolonha (2016).

 

Mainolfi é um dos principais representantes da escultura pós-conceitual dos anos 1980, que se desenvolveu em oposição à arte conceitual dos anos 1950 e 1960, a partir da crítica ao hermetismo e ao excesso de racionalidade das produções. Assim, sua arte está centrada na plasticidade da forma e a fruição parte da percepção subjetiva e sensorial das obras.

 

 

Sobre o curador Alessandro Demma

 

Nascido em Milão, Itália, em 1976, Alessandro Demma é crítico de arte, curador e professor da Academia de Belas Artes de Macerata. Organizou diversas exposições nacionais e internacionais. Entre suas mostras, estão A comédia humana de Balzac. Homenagem ao romancista absoluto (Castelo de Rivalta de Torino, 2009), Eroi Eroine. Iconologia e simulacro (Castelo de Rivalta de Torino, 2010), Paolo Grassino. 2000 … 2010 (Castelo de Rivalta, 2010) e A encruzilhada da cena da arte contemporânea italiana (Frost Museum Miami, 2011).

 

Sua trajetória nos caminhos da arte foi estruturada durante os anos em que estudou na Universidade de Salerno. À época, encontrou Angelo Trimarco e Stefania Zuliani, que, em meados da década de 1990, continuaram a mostrar algumas das experiências fundamentais da arte contemporânea. No mesmo período, fez uma viagem artisticamente inspiradora a Turim, primeiro ao Castelo de Rivoli, depois ao Castelo de Rivalta e ao Instituto Garuzzo de Artes Visuais de Turim (IGAV).

 

 

 

SERVIÇO

 

Exposição                                                                                                                                                      

O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo. Paolo Grassino e Luigi Mainolfi na Casa Fiat de Cultura

 

5 de outubro a 3 de dezembro de 2017

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

 

Programa Educativo

Percursos temáticos

Sábados, domingos e feriados

 

Que bicho é esse?!

Crianças de até 10 anos, das 10h30 às 12h

 

Era uma vez, uma obra de arte.

Jovens e adultos, das 14h às 16h

 

Arte Contemporânea – Métodos, Processos e Materiais

Adultos, das 16h às 18h

 

Participação gratuita

 

 

Casa Fiat de Cultura

Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

 

Informações

 

(31) 3289-8900

O TEMPO DOS SONHOS: ARTE ABORÍGENE CONTEMPORÂNEA DA AUSTRÁLIA NA CASA FIAT DE CULTURA

 

A mais abrangente exposição de arte aborígene realizada na América Latina reúne mais de 70 obras-símbolo da perpetuação da tradição artística mais antiga do mundo e incita reflexão acerca da sobrevivência das culturas indígenas

 

De 19 de setembro a 19 de novembro de 2017, Belo Horizonte (MG) conhecerá O Tempo dos Sonhos: A Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura. Um acervo de mais de 70 obras, entre pinturas, esculturas, litografias e bark paintings (pinturas em entrecasca de eucalipto). A mostra apresenta a expressão artística contemporânea e narrativas da cultura aborígene com obras representativas das diversas regiões daquele país continente. Toda a programação é gratuita.

A seleção abrange desde a década de 1970, período em que a Austrália deu início a políticas de valorização e resgate dessas comunidades, e de um movimento em prol da difusão de sua rica e diversificada arte. A exposição conta com obras de renomados artistas, como Rover Thomas e Emily Kame Kngwarreye, e já passou por São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro e Brasília. Depois de Belo Horizonte, seguirá para Curitiba.

A exposição é uma realização da Casa Fiat de Cultura, do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Council on Australia Latin America Relations (COALAR)/Australian Government – Department of Foreign Affairs and Trade. A idealização é da Coo-ee Art Gallery, de Sidney (Austrália), da 2 levels arte & cultura e da CMP – Monarto Productions. O patrocínio é da Fiat, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, CNH Industrial Capital, New Holland Construction, Banco Safra, Verde Urbanismo e COALAR, com apoio principal da Caixa e apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal.

 

A seleção de obras

A exposição é composta por peças da Coo-ee Art Gallery, a mais antiga e respeitada galeria de arte aborígene da Oceania, por obras de instituições governamentais australianas e de coleções privadas.

Segundo o curador da exposição, Clay D’ Paula, especialista em História da Arte pela Universidade de Sidney, a exposição apresenta a variedade e ​a vitalidade dos estilos artísticos encontrados nas diversas regiões australianas.

As obras selecionadas situam-se entre a abstração e figuração. A maioria dos povos aborígenes utilizam símbolos, e não a linguagem escrita. Por isso, o que pode parecer abstrato para o visitante, para eles representa uma mensagem mística. A estética destes artistas é inspirada em narrativas e histórias repassadas de geração a geração, e exprimem muitas vezes o seu relacionamento com o universo, a natureza e o espiritual.

Ao longo da mostra, é possível perceber as diferenças no design, no estilo e nas cores da paleta dos artistas de cada região. A paisagem presente na arte produzida na região de Kimberly, por exemplo, revela uma terra de grandes contrastes, cheia de rios e cachoeiras. Arnhem Land (Terra de Arnhem) é a região das bark paintings. Em Tiwi Island (Ilhas Tiwi) as obras trazem elementos de design geométrico relacionados a lugares sagrados ou a mudança das estações. Nas obras da região de Balgo, os visitantes poderão observar a presença de cores intensas, muitos tons de verde, roxo e cores brilhantes. Estes trabalhos são denominados “arte do isolamento” por serem produzidos dentro do deserto ocidental da Austrália, área muito isolada dos centros urbanos. Já a arte produzida por aborígenes que vivem nos centros urbanos trazem questões ligadas às mazelas da colonização e à discriminação ainda sofrida por eles.

As diferenças da arte produzida em cada região passam também pelas técnicas utilizadas. A antropóloga e consultora da exposição Ilana Goldstein aponta algumas dessas diferenças: ” materiais que são comumente usados no Deserto Central da Austrália como tinta acrílica, tela e pincéis industrializados não são utilizados pelos artistas da região de Arnhem Land, no norte tropical da Austrália. Os artistas dessa região  preferem usar camadas do tronco do eucalipto nativo, tintas feitas de minerais do solo, pincéis de fios de cabelo e gravetos.”.

As obras selecionadas para a exposição são de artistas renomados, que já tiveram os seus trabalhos expostos no MoMA e Metropolitan de Nova Iorque, Bienais como a de Veneza, São Paulo e Sidney, entre outros eventos de prestígio internacional, como o Documenta, em Kassel. “Essa coleção é um presente à população brasileira. Em um acervo de mais de três mil obras, selecionamos aquelas mais significativas. Muitas já foram publicadas em inúmeros catálogos de arte, citadas em teses de dourado e exibidas em várias instituições de importância na Austrália, Europa e Estados Unidos”, conta o curador brasileiro Clay D´Paula, que assina a curadoria com os australianos Adrian Newstead e Djon Mundine.

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, trazer essa exposição a Belo Horizonte é um modo de propor reflexões sobre as semelhanças entre aborígenes australianos e ameríndios brasileiros, historicamente oprimidos pelos colonizadores, e de debater a importância do reconhecimento do potencial artístico desses povos. “Austrália e Brasil podem estar distantes, geográfica e culturalmente, mas têm um passado comum, o dos povos autóctones que os habitaram ab origine e tiveram seus destinos violentamente alterados pela colonização. Os artistas aqui presentes dão testemunho de sua continuidade cultural, no âmbito de uma forma de vida social interrompida bruscamente pela chamada civilização, mas que continua viva na expressão artística. Cada um deles se expressa de modo peculiar, mas traz, em sua criação, as referências de uma simbologia ancestral que lhes é comum. Podemos aprender com esses artistas australianos que nos ensejam, com seu trabalho, uma reflexão sobre o que é cultura, o que é arte e, acima de tudo, o que significa, afinal, ser civilizado”.

 

Os artistas

A exposição traz obras de artistas de diversas trajetórias. Existem aqueles que estão mais inseridos na cultura aborígene, com pouco contato com o mundo ocidental, e aqueles ditos “artistas urbanos”, que possuem formação em universidades e se relacionam com a arte contemporânea. Na percepção da antropóloga Ilana Goldstein, “na questão da formalidade, as telas abstratas de artistas valorizados como Emily Kame e Rover Thomas aliam deleite estético com conteúdos cosmológicos/tradicionais, e não pretendem fazer provocações conceituais. Já os artistas aborígenes urbanos, fazem releituras satíricas da história da arte e questionam a lógica do sistema das artes, como no caso de Richard Bell, autor do trabalho “Aboriginal art is a white thing”, e de Lin Onus, que se apropria da gravura “A onda”, do japonês Hokusai.”

Um dos artistas de maior projeção internacional, Rover Thomas (1926-1998), com suas paisagens de cor ocre, mudaram a percepção paisagística australiana. Thomas também foi responsável por um novo ritual nas cerimônias do povo Gija, que consiste em inserir tábuas pintadas no rito já tradicional, inspirado pelo sonho que teve com uma parente falecida, no qual ela o ensinou o novo ritual. Sua tia, Queenie McKenzie (1930-1998), que também está presente na exposição, foi a responsável por começar a pintar as tábuas cerimoniais.

Outra artista de destaque é Emily Kame Kngwarreye (1910-1996), considerada, pela crítica, uma das maiores pintoras expressionistas do século XX. Emily começou a pintar aos 79 anos e se tornou a artista mais querida da Austrália. Ela representou o país na Bienal de Veneza e em outros eventos de arte internacional. Suas obras, que parecem abstratas, trazem elementos como nuvens, água, vegetação e flores do deserto, que compõem narrativas e histórias herdadas de seus ancestrais. Na mostra da Casa Fiat de Cultura, a artista estará representada com dois trabalhos.

Sobrinha de Emily Kame, Kathleen Patyarre (1934) realizou pinturas que retratam mapas mentais das regiões onde caminhou com seus pais na infância. A artista é recordista em convites para exposições.

Lily Nungarayi Hargraves (1930) é uma anciã de sua tribo Lajamanu. Ela é responsável pela cerimônia de iniciação feminina, chamada “O Sonhar das Mulheres”, e já pintou diversas telas relacionadas a este ritual, inclusive a que está presente na exposição. Suas obras já foram expostas na França e Estados Unidos.

Richard Bell (1953) é um “artista urbano”, de origem Kamilaroi, que se tornou ativista em prol dos direitos das populações indígenas. Suas críticas mais contundentes se dirigiam à folclorização de um aborígene necessariamente negro, “puro” e exótico.

Outro “artista urbano” é Lin Onus (1948-1996), descendente da etnia Yorta Yorta. Falecido precocemente, ele deixou trabalhos com teor histórico, muitas vezes irônicos e provocativos,  caracterizados pela figuração realista. Uma das obras expostas tem inspiração na xilogravura “A Onda”, de 1829, do japonês Katsushika Hokusai. Na recriação de Lin Onus, um cão – herança do colonizador branco – surfa sobre a arraia – animal sagrado – sereno e equilibrado, apesar do perigo iminente. Talvez a tela, em seu conjunto, remeta à capacidade dos povos aborígenes de se reinventarem constantemente, se adaptarem às novas realidades e assimilarem influências de diferentes origens, sem necessariamente perder seu prumo.

Um exemplo da importância da arte aborígene para o mercado das artes, vem do artista Clifford Possum Tjapaltjarrl (1933-2002) da etnia Anmatyerre, que vive no deserto australiano. Ele teve uma tela leiloada por 2,4 milhões de dólares, em 2007, na Southeby’s, arrematada pela National Gallery of Australia. Trata-se de tela produzida em 1977, que condensa diversos fragmentos míticos. Clifford já teve uma obra apresentada no Brasil, durante a Bienal de São Paulo de 1983.

Thompson Yulidjirri (1930) é representante do estilo “raio X”, que traz certa continuidade das pinturas rupestres antigas às bark paintings, imagens executadas sobre entrecasca de árvore. Tal estilo, que usa a representação dos ossos e vísceras dentro dos corpos, como se fossem transparentes pode ser observado na prancha, intitulada Canguru, de 1985.

Além de mostrar as diversas expressões, a exuberância, a vitalidade e a história da arte aborígene ao povo brasileiro, a exposição também estimula a atenção para a arte indígena produzida no Brasil. Enquanto o estilo aborígene é mostrado em vários museus de arte, as expressões artísticas dos indígenas brasileiros são tidas, em sua grande maioria, como artesanato. O Xoha Karajá é um artista indígena brasileiro, da etnia Iny/Karajá. Sua obra foi especialmente comissionada para integrar a exposição. Trata-se de uma mandala, com significado bastante forte: a harmonia entre todos os povos.

 

Sobre as bark paintings

As bark paintings são importantes tipos de arte aborígene, comuns em Arnhem Land, no norte tropical. Foram as primeiras obras aborígenes a conquistar a atenção do público no mundo. Trata-se de pintura sobre entrecasca de eucalipto, conhecida desde o início do século XX e feita com pigmentos naturais, nos tons ocre, branco, vermelho e preto. Suas pinturas carregam complexas simbologias, associadas aos clãs e aos ancestrais. Em geral, as bark paintings são figurativas e funcionam como verdadeiras narrativas visuais que contam passagens míticas. Os pincéis utilizados em algumas delas são feitos com cabelos humanos. Além disso, usam-se pigmentos naturais, com materiais orgânicos.

O curador Clay D`Paula enfatiza que as bark paintings são as formas de expressão artística mais antigas do mundo, e, provavelmente, podem ser datadas do mesmo período das pinturas rupestres, feitas há 40 mil anos. “No entanto, essa forma de arte pode ser tão contemporânea como qualquer outra, e muito aberta à inovação ” destaca. Na Casa Fiat de Cultura, o visitante poderá conferir oito bark paintings.

 

“O Tempo dos Sonhos”

O título da exposição resgata a mitologia aborígene sobre a criação do universo e a forma como esses povos registram o conhecimento transmitido de geração a geração. De acordo com a crença, o “Tempo do Sonho” é uma era sagrada, na qual espíritos ancestrais formaram o mundo e as leis que o regem.

Para os aborígenes, “sonhar” é viver em sintonia com o mundo natural. É aprender com a natureza e as pessoas que os cercam e contribuir para o ensinamento aos mais jovens sobre conhecimento acumulado, em comunidade, ao longo do tempo. O conhecimento é retratado, expressivamente, pelas pinturas e obras, caracterizadas por iconografia peculiar. Para o artista aborígene, pintar os “sonhos” implica transmitir ideias e histórias, a fim de mantê-las vivas. Nessas comunidades, o fazer artístico é, portanto, prática fundamental para transmissão do conhecimento sobre o universo.

 

História da arte aborígene australiana

A arte aborígene é a mais antiga tradição artística contínua do mundo. Antes, tais expressões artísticas eram tratadas como mero ofício dos povos aborígenes, fruto do ato de fazer peças e símbolos que os ajudavam na lida do dia a dia. A partir de 1950, porém, o fazer aborígene começou a ser tratado como arte. Tal história apresenta várias fases que se sobrepõem, e têm fronteiras indefinidas.

A década de 1970 marca o reconhecimento da arte aborígene, que passa da condição de atividade etnográfica à de artes plásticas vivas, com a abertura de dezenas de cooperativas em comunidades indígenas.

Uma das razões da inserção da arte aborígene no mercado internacional das artes foi a iniciativa do Governo Australiano que criou o Aboriginal Arts Board, em 1973. Composto por representantes indígenas, o órgão comprou, regularmente, durante 20 anos, obras para coleções públicas, algumas das quais doadas para embaixadas e museus ao redor do mundo ou inseridas em exposições nacionais e internacionais.

Trata-se de um processo que levou décadas, e só foi possível devido ao engajamento de uma série de pessoas e instituições e em razão da criação de políticas públicas voltadas ao fomento da produção artística indígena.

Hoje, a arte aborígene da Austrália movimenta cerca de 200 milhões de dólares por ano. Estima-se que haja mais de 7 mil artistas aborígenes no país – e que 50% dos artistas australianos tenham descendência indígena. Atualmente, os povos aborígenes fazem as peças com o intuito de produzir arte. Trata-se de peças, pinturas e cerâmicas inspiradas nas tradições indígenas, mas já com o intuito de ser arte e não apenas utensílio ou registro.

“A arte aborígene é sinônimo de resiliência, resistência e afirmação. Existe algo mais contemporâneo que isso?”, ressalta Clay D` Paula.

 

SERVIÇO

Exposição                                                                                                                                                      

 O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura

19 de setembro a 19 de novembro de 2017

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

FUGA – ANA AMÉLIA DINIZ CAMARGOS NA CASA FIAT DE CULTURA

 

Exposição da artista mineira de 88 anos aborda inquietações sobre degradação da natureza e fluxos migratórios da sociedade moderna                                                  

 

De 10 de outubro a 26 de novembro de 2017, a Casa Fiat de Cultura apresenta a exposição inédita: Fuga, da artista plástica Ana Amélia Diniz Camargos, com curadoria de Marconi Drummond e Fabíola Moulin. Com licença poética, a artista mineira expressa sua conexão com a natureza e o incômodo diante da degradação da natureza. Expressa também suas preocupações com os atuais fluxos migratórios, induzidos pelos conflitos sociais. “Esta exposição chega providencialmente em um momento em que nossa sociedade está sofrendo fortes opressões”, ressalta o curador Marconi Drummond. A mostra de arte contemporânea é dividida em três eixos e conta com 47 obras, entre desenhos, vídeo e uma instalação com cerca de 700 esculturas em cerâmica de pequenas dimensões.  A entrada é gratuita.

 

Aos 88 anos, Ana Amélia continua incansavelmente seu fazer artístico. Uma semana antes de abrir a exposição, a artista tirava do forno as últimas peças de cerâmica que compõem a grande instalação da mostra. “É encantador ver como a pessoa Ana Amélia Diniz Camargos, que mantém a alma simples da menina feliz de Ponte do Paraúna, convive com essa artista ousada, inovadora e que trafega por múltiplas linguagens. O público irá se encantar com essa expressão poética tão mineira e tão universal presente no mundo de Ana Amélia”, comenta o Presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira.

 

A exposição Fuga é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), CNH Industrial Capital, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, New Holland Construction, Banco Safra e Verde Urbanismo. A mostra conta com apoio da Construtora Diniz Camargos, Imobiliária Singular e Aprimori Centro Estético, e apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

Os eixos da exposição

 

Instalação

A sala expositiva do hall principal abriga a instalação (sem título) composta por tronco, raízes e pequenas esculturas em cerâmica. A árvore é uma aroeira centenária que ficava na fazenda da artista, em Esmeraldas e que, segundo ela, possui formas que lembram animais. Quando a árvore morreu, Ana Amélia a utilizou para construir a grande instalação desta exposição. Com uma única frase, a artista explica a obra: “é sobre o desmatamento”. Ela incorporou à apresentação da peça cerca de 700 esculturas de pequenas dimensões feitas em terracota. Posicionadas ao redor da árvore, as peças representam figuras híbridas, que lembram pessoas e, ao mesmo tempo, elementos da natureza, como raízes e animais – evidenciando novamente o zoomorfismo como característica importante da instalação –, e que parecem se deslocar pelo espaço.

“Trata-se de uma metáfora para a ‘diáspora’ atual vivida em todo o mundo, em que grandes contingentes populacionais deslocam-se, vítimas de preconceito, de perseguição política, religiosa e étnica e de desastres ambientais”, explica a curadora Fabíola Moulin. “Forças poéticas de convergência e de dispersão travam um embate com o público, o qual acaba por integrar-se ao numeroso grupo de figuras híbridas, ocupando seu lugar na multidão”, completa o curador Marconi Drummond.

Nas esculturas, o ofício de modelagem da artista parece revisitar a cerâmica feita por etnias indígenas do Alto Xingu. Entre os índios Waurá, inclusive, a produção da cerâmica é uma atividade feminina. Também é possível identificar nas esculturas de Ana Amélia referências às Vênus paleolíticas, pois suas cerâmicas são, assim como as antigas estatuetas de Vênus, destituídas de braços, pés e com certas partes da anatomia humana exageradas.

Para permitir uma experiência multissensorial, a instalação é acompanhada por uma trilha sonora composta para a instalação, por Sarah Assis. A trilha possui diversas camadas de som, com melodias, ruídos do cotidiano urbano e de multidão. Fazem parte da trilha um trecho da música “Prelúdio para violoncelo em sol maior”, das Suítes de Bach, melodias em zither e sanpoor, instrumentos de cordas do Oriente Médio, violinos árabes, percussão asiática, efeitos sonoros urbanos, como o barulho de portas e aviões, e sons de manifestações urbanas; uma de Barcelona (Espanha), contra os entusiastas do nazismo, e outra de Belo Horizonte, contra a Copa do Mundo FIFA 2014. Sarah Assis é musicista e trabalha compondo trilhas para teatro e cinema. A trilha sonora indica movimentação, assim como a metáfora da instalação, em que as pequenas figuras simbolizam pessoas e a natureza em seus deslocamentos.

Desde 2002, a artista tem se dedicado mais à criação de instalações e cerâmicas, sempre mantendo forte em suas obras a preocupação com a preservação da natureza.

 

Animação

No videowall do hall principal é exibida uma animação (sem título) composta por sobreposições de desenhos dos cadernos da artista. Vários desenhos foram feitos especialmente para a exposição, outros fazem parte do livro “Margem” (2005), sobre suas inquietações quanto à poluição e extinção dos rios. Nesta obra são apresentados, novamente, seres híbridos, desta vez com linguagem pictográfica. O vídeo foi produzido pela Voltz Design, desenvolvido por Leonardo Dura e Cláudio Santos.

 

Desenhos

Na Piccola Galleria estão os 45 desenhos sobre papel que Ana Amélia criou para essa exposição, entre 2013 e 2017. Os elementos vegetais retornam ao centro do argumento poético da artista por meio dessas obras que permitem diversas leituras, como indagam os curadores Marconi e Fabíola: “espécies arbóreas ou afluentes de rio, copa ou raiz? Artérias? Essa alternância de sentidos é estruturada ora em árvores desfolhadas, desvitalizadas, ora em raízes axiais [raízes principais que se ramificam] gráficas”.

 

 

Sobre Ana Amélia Diniz Camargos

“Minha vida foi uma colcha de retalhos”, brinca Ana Amélia, que teve uma infância muito feliz, “na beiradinha do rio” Paraúna, em Presidente Juscelino (MG), onde nasceu, em 1929. Ela experimentou todos os elementos típicos de uma infância do interior mineiro, como nadar no rio, pegar água no rio e lenha na mata, comer goiaba e manga no pé. Quando morava em Curvelo, no colégio interno, sonhava em sair, seja com os ciganos ou com o rio. Sabia que o rio saía de lá e encontrava com o mar. E sempre foi apaixonada pelas artes. Teve 7 filhos durante o casamento e mudou-se para Belo Horizonte em 1950. Encantou-se com os prédios e a luminosidade da cidade.

Com seus filhos já criados, entrou na Escola Guignard. Teve como mestres Amilcar de Castro, Solange Botelho, Sara Ávila, Eymard Brandão e Lisete Meinberg. Mas se percebeu artista quando teve um desenho seu selecionado para capa do Suplemento Literário. Fez curso de cerâmica com Peter Soldner, em New Jersey (USA) e atuou como professora de pintura e cerâmica, desenvolvendo atividades como voluntária junto a comunidades carentes. Também foi professora de escolas da periferia de BH, bem como da Escola Guignard. Para Ana Amélia, “ensinar arte na periferia é mais preparar para a vida do que para a arte”. Além disso, teve um ateliê coletivo com Eliana Rangel, Fátima Pena, José Altino e Pedro Augusto.

Em sua trajetória, Ana Amélia realizou diversas exposições individuais e coletivas em todo o Brasil, e foi vencedora de vários prêmios, entre eles o do XII Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, no Museu da Pampulha (1980), e o do Salão Nello Nuno, em Viçosa (1978).

 

 

Sobre o curador Marconi Drummond

Mestre em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes (UFMG), com especialização em Gestão Cultural pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Já foi Curador do Museu de Arte da Pampulha, Superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e Diretor da Escola de Arte da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP).

Desde 1995 trabalha como artista gráfico para instituições como Fundação Clóvis Salgado e Centro Cultural do Banco do Brasil. Em 2009, em parceria com Marcelo Drummond, venceu o Prêmio Jabuti na categoria “Melhor Projeto Gráfico” pela exposição “Design Brasileiro Hoje – Fronteiras”, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).

Marconi também participou de uma exposição na França, intitulada “We Love Books – A World Tour”, no Centre du Graphisme d’Échirolles, e foi curador, junto à Fabíola Moulin, da mostra “Quase poema – Cartas e outras escrituras drummondianas”, na Casa Fiat de Cultura.

 

Sobre a curadora Fabíola Moulin

Graduada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes (UFMG), mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização em arte contemporânea pela Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Já traballhou como Diretora de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado e do Museu de Arte da Pampulha, e como Diretora de Difusão Museológica na Secretaria de Estado de Cultura em Minas Gerais.

Fabíola já participou de comissões de análise de programas de seleção cultural, foi curadora de diversas exposições, entre elas “Quase poema – Cartas e outras escrituras drummondianas”, junto a Marconi Drumond, na Casa Fiat de Cultura. Realizou exposições coletivas e individuais. Ela também foi vencedora do Grande Prêmio no Salão Nacional de Arte da Prefeitura de Belo Horizonte.

 

 

SERVIÇO

Exposição                                                                                                                                                       

Fuga – Ana Amélia Diniz Camargos na Casa Fiat de Cultura

10 de outubro a 26 de novembro de 2017

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Informações

(31) 3289-8900

 

O painel “Civilização Mineira”

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 X 8,14 metros. Em exposição permanente, a obra conta, agora, com ficha técnica em braile, além de peças multissensoriais que fazem parte dos recursos de mediação para pessoas com deficiência visual. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica. Portinari (1903 – 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

A conservação do painel de Portinari foi feita pelo Grupo Oficina de Restauro, mesma equipe de especialistas que realizou a restauração da obra em 2014, quando a Casa Fiat de Cultura assumiu a salvaguarda do painel. De acordo com a coordenadora do projeto de conservação, Rosângela Reis Costa, “o exercício de avaliação e intervenção periódicas ao painel é essencial para que o trabalho original do pintor seja preservado, evitando perdas irreparáveis ou a necessidade de uma nova restauração, medida que só é tomada quando a obra já está muito danificada pelo tempo e manuseio indevido”.

Serviço
Exposição permanente: painel Civilização Mineira, 1959 (Candido Portinari)
Horário: das 10h às 21h de terça à sexta

das 10h às 18h sábado, domingo e feriados

Entrada gratuita

No dia 5 de novembro, a Casa Fiat de Cultura promove o Encontros com o Patrimônio. O público será conduzido pelo prédio, antigo Palácio dos Despachos, com o acompanhamento da equipe do Programa Educativo que abordará conteúdos artístico, histórico e arquitetônico. O encontro acontece nos horários de 10h30, 14h e 16h, com grupos de até 25 pessoas e entrada gratuita. O programa é realizado sempre no primeiro domingo de cada mês até o fim de 2017. Não é necessário fazer inscrição e a participação é gratuita.

Com esse programa a Casa Fiat de Cultura pretende ampliar o acesso ao patrimônio. “O público conhecerá a história do edifício, será estimulado a observar como o uso social do patrimônio se transforma ao longo do tempo, e a refletir sobre o papel da comunidade neste processo”, ressalta a Coordenadora do Programa Educativo Clarita Gonzaga. A atividade parte do conceito contemporâneo de que existem dois tipos de patrimônio: material e imaterial. O patrimônio material é aquele construído manualmente: as obras de arte e as edificações. Já o patrimônio imaterial é formado pelo comportamento social: práticas festivas, religiosas e tradições em geral. Seguindo esse conceito mais amplo de patrimônio, a Casa Fiat de Cultura se responsabiliza não apenas em manter o edifício histórico conservado, mas também em permitir que a comunidade utilize este bem cultural para que ele continue fazendo parte da memória coletiva da cidade.

O percurso inicia com a história da construção do Palácio dos Despachos, onde anteriormente funcionava a sede administrativa do Governo do Estado, até a instalação da Casa Fiat de Cultura, em 2014, para se integrar ao Circuito Liberdade de Belo Horizonte. Passando pelo painel de Portinari, serão abordados os aspectos históricos e artísticos da obra, assim como o processo de restauração da pintura. A visita termina nos jardins da Casa Fiat de Cultura, onde fica a Capela de Santana. Será abordado o estilo arquitetônico do edifício;  o público descobrirá como a história de sua construção se mistura ao imaginário popular em uma lenda urbana;   e poderá perceber a transformação de seu uso social: o espaço que até 2014 era reservado apenas para cerimônias oficiais, hoje abriga celebrações abertas à comunidade por iniciativa da Casa Fiat de Cultura. Além disso, a capela é, atualmente, palco para corais e orquestras de câmara que se apresentam no programa Música na Capela.Encontros com o Patrimônio

Serviço
Data:
 5 de novembro
Horários: 10h30, 14h e 16h
Participação gratuita: não é necessário fazer inscrição; limite de 25 pessoas por horário.

BELO HORIZONTE RECEBE JORNADA INTERNACIONAL DE ARTE INDÍGENA,

NO DIA 8 DE NOVEMBRO, NA BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS

 

Seminário gratuito é um desdobramento da exposição Arte Aborígene da Austrália, na Casa Fiat de Cultura. Pesquisadores, estudantes, artistas, lideranças, colecionadores e apreciadores de arte são convidados a debater especificidades e potenciais das artes indígenas

 

A Casa Fiat de Cultura e a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, espaços que integram o Circuito Liberdade, promovem na quarta-feira, dia 8 de novembro, a Jornada Internacional de Arte Indígena, momento para discussões, relatos e trocas sobre a arte indígena contemporânea. A iniciativa é um desdobramento da exposição O Tempo dos Sonhos: A Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura – a mais abrangente mostra de arte aborígene realizada na América Latina, que está em cartaz na Casa Fiat de Cultura. O evento contará com a participação de especialistas e pesquisadores da arte contemporânea, além de um artista indígena brasileiro e um artista aborígene australiano. A Jornada Internacional será realizada das 14h às 18h, no Teatro da Biblioteca Pública e a entrada é gratuita, mediante retirada de senhas uma hora antes do evento. A conferência terá tradução simultânea. No dia 9 de novembro, às 19h, o público poderá fazer uma visita mediada à exposição O Tempo dos Sonhos, na Casa Fiat de Cultura, com o curador Clay D’Paula e a artista aborígene Willurai Kirkbright. A participação é gratuita.

Em itinerância pelo Brasil, a mostra “O Tempo dos Sonhos” já passou pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e agora está em cartaz na capital mineira, na Casa Fiat de Cultura, até o dia 19 de novembro. O interesse do público por pelas pinceladas coloridas, narrativas enigmáticas, mitos e sonhos transformados em pinturas, gravuras e esculturas reforçaram a intenção dos organizadores da exposição sobre a importância de oferecer um momento de reflexão sobre esse fenômeno. O seminário reunirá australianos e brasileiros interessados nas interfaces entre cultura e desenvolvimento, entre diversidade cultural e experiência estética e entre arte e cidadania.

Participarão da Jornada Internacional de Arte Indígena o curador da exposição “O Tempo dos Sonhos”, Clay D´Paula, que é especializado em Arte Contemporânea e Moderna na Universidade de Sidney, Austrália; a antropóloga, pesquisadora e especialista em Arte Aborígene Contemporânea da Austrália, Ilana Goldstein; o curador do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (RJ), Ricardo Resende; o designer e artista indígena brasileiro, Denilson Baniwa; os australianos Djon Mundine, celebrado curador de arte aborígene, e Willurai Kirkbright, artista aborígene contemporânea, que juntos irão abordar as especificidades e os potenciais das artes indígenas, tema pouco explorado no Brasil, e com enorme potencial de empoderamento e geração de renda.

O contexto australiano e o brasileiro têm muito mais em comum do que se imagina. De acordo com o especialista em Arte Contemporânea e Moderna, Clay D’Paula, talvez as experiências com políticas públicas e empreendedorismo privado que resultaram no boom da arte aborígene australiana nas décadas de 1990 e 2000 possam inspirar iniciativas similares ou análogas no Brasil. “Existem, hoje, cerca de 100 cooperativas autogeridas por comunidades indígenas na Austrália, os principais museus australianos possuem alas para expor artes nativas e as cidades australianas abrigam dezenas de galerias comerciais que vendem arte indígena. É o extremo oposto do contexto brasileiro, em que insistimos em falar de “artesanato” indígena e congelar os povos indígenas no passado”, ressalta Clay ao completar que “conhecemos pouquíssimo sobre a enorme diversidade cultural e estética das mais de 300 etnias que vivem em território brasileiro. Talvez também aqui a arte possa funcionar como uma plataforma de comunicação entre visões de mundo diferentes, como uma estratégia para dar visibilidade a povos historicamente visibilizados e muitas vezes esquecidos”.

A Jornada Internacional de Arte Indígena é uma realização da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais em parceria com Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha) e Governo de Minas, com patrocínio do Cultura Inglesa, Council on Australia Latin America Relations (Coalar) e Ramada Encore. O evento tem apoio da Casa Fiat de Cultura, da Caixa Econômica Federal, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. A idealização e a produção é da 2 Levels (Arte & Cultura) e da CMP – Monarto Productions.

 

Exposição “O Tempo dos Sonhos: A Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura”

Trata-se da mais abrangente exposição de arte aborígene realizada na América Latina. A mostra reúne mais de 70 obras-símbolo da perpetuação da tradição artística mais antiga do mundo e incita reflexão acerca da sobrevivência das culturas indígenas. São pinturas, esculturas, litografias e bark paintings (pinturas em entrecasca de eucalipto), que demonstram a variedade e ​a vitalidade dos estilos artísticos encontrados nas diversas regiões australianas.

As obras selecionadas situam-se entre a abstração e figuração e são de artistas renomados como como Rover Thomas e Emily Kame Kngwarreye, que já tiveram os seus trabalhos expostos no MoMA e Metropolitan de Nova Iorque, Bienais como a de Veneza, São Paulo e Sidney, entre outros eventos de prestígio internacional, como o Documenta, em Kassel. A estética desses artistas é inspirada em narrativas e histórias repassadas de geração a geração, e exprimem muitas vezes o seu relacionamento com o universo, a natureza e o espiritual.

A exposição tem entrada gratuita e fica em cartaz até dia 19 de novembro.

 

PROGRAMAÇÃO – JORNADA INTERNACIONAL DE ARTE INDÍGENA

8 de novembro, das 14h às 18h,

Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais

 

14h às 14h20 – Abertura

Clay D´Paula, curador, produtor e idealizador da exposição “O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália”. Especializado em História da Arte e Curadoria pela Universidade de Sidney, Austrália.

14h20 às 15h – Fala introdutória

Tema: “Artes indígenas no Mundo Contemporâneo”

Com Ilana Seltzer Goldstein, professora do Departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo e autora da única tese de doutorado brasileira sobre a arte aborígene da Austrália.

15h às 15h40 Palestra

Tema: “Construindo pontes entre a comunidade e o mercado”

Com Djon Mudine, celebrado curador de arte aborígene da Austrália.

 

15h40 às 16h – Coffee break

 

16h – 17h: Mesa-redonda

Tema: “Da produção à exposição: parcerias e desafios”

Willurai Kirkbright, artista aborígene contemporânea da Austrália

Denilson Baniwa, designer e artista indígena brasileiro

Djon Mundine, celebrado curador aborígene

Ricardo Resende, curador do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (RJ)

Mediação Ilana Goldstein

 

17h às 18h Aberto para perguntas e respostas

 

18h30 às 20h30 – Abertura de exposição de joias por Patrícia Dias e Hermética

 

Dica da Jornada Internacional: A exposição “Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura”   pode ser visita até o dia 19 de novembro, de terça a sexta-feira, das 10h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.

 

SERVIÇO

Jornada Internacional de Arte Indígena

8 de novembro de 2017 (quarta-feira)

Das 14h às 18h

Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21 – Funcionários/BH)

Entrada gratuita – retirada de senhas uma hora antes do evento

Tradução simultânea

Capacidade do teatro da Biblioteca: 220 pessoas.

 

O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália na Casa Fiat de Cultura
Até 19 de novembro de 2017

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10 – Funcionários/BH)

Entrada gratuita

 

Visita mediada à exposição O Tempo dos Sonhos, na Casa Fiat de Cultura

Com o curador Clay D’Paula

9 de novembro, às 19h

Participação gratuita

 

Mais informações nos sites da Casa Fiat de Cultura (www.casafiatdecultura) e da Biblioteca Pública (www.bibliotecapublica.mg.gov.br) ou pelos telefones:

Casa Fiat de Cultura – (31) 3289-8900

Biblioteca Pública – (31) 3269-1166

O programa Música na Capela traz corais e orquestras de câmara para apresentações na Capela de Santana uma vez ao mês. Para a edição de novembro, o Grupo de Câmara da Orquestra Jovem Sesiminas, um projeto social do Sistema Fiemg, fará uma apresentação no dia 12.  O concerto começa às 11h, tem duração aproximada de uma hora e entrada gratuita, com espaço sujeito a lotação (80 lugares).

 

Música na Capela na Casa Fiat de Cultura

Local: Capela de Santana

Data: 12 de novembro de 2017 (domingo)

Horário: 11h às 12h

Grupo de Câmara da Orquestra Jovem Sesiminas

 

Entrada Gratuita

Espaço sujeito à lotação (80 lugares)

Minicurso Introdução à Pintura Acrílica – pequenos formatos

 

O Minicurso irá apresentar aos participantes o universo da pintura, abordando os conceitos básicos de cor, forma e composição. Os estudos serão realizados em pequenos formatos, envolvendo vários tipos de suporte (papel, tecido, tela, etc).

O minicurso oferece certificado, mediante comparecimento mínimo de 75% da carga horária.

 

Serviço

Dias: 28, 29 e 30/11.

Horário: 19h às 21h

Número de vagas: 15

Inscrições: 20 a 24/11

Informações: (31) 3289-8910

PRESÉPIO COLABORATIVO CASA FIAT DE CULTURA

 

Sob a curadoria do artista plástico Leo Piló, a terceira edição do Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura traz o tema dos povos tradicionais ameríndios (índios brasileiros, Incas, Maias e Astecas) numa típica mata do cerrado. As peças são construídas coletivamente, por meio de ateliê abertos com o artista entre os dias 1 e 26 de novembro. O resultado dessa construção criativa será inaugurado no dia 30 de novembro de 2017.

 

O Ateliê Aberto

Assim como nas edições anteriores, um mês antes da abertura do presépio a Casa Fiat de Cultura promove uma série de encontros com pessoas interessadas a participarem da confecção dos elementos que irão compor o presépio.

De 01 a 26 de novembro, de quarta a domingo, nos horários das 10h às 12h e das 13h às 18h, Leo Piló orienta os participantes a elaborarem elementos da flora e da fauna que irão compor a mata do presépio.

 

O artista Leo Piló

Mineiro de Belo Horizonte, Leo Piló é um artista inquieto, criativo, simples e dinâmico. Apresenta trabalhos inusitados, feitos de materiais não convencionais, treinando os olhares para novas possibilidades de construção – que revise atitudes e métodos de redução, reciclagem e reutilização – e meios de sustentabilidade. Sempre compartilhando as técnicas desenvolvidas por meio do aprendizado, o artista procura criar um elo entre arte e natureza, promovendo metodologia de reutilização de resíduos urbanos e gerando novas possibilidades inseridas na realidade atual, em termos de cultura, arte, educação, recursos econômicos e outros benefícios.

 

O Lixo se tornou uma especialidade com o trabalho desenvolvido através da reciclagem e dos catadores com o artista Leo Piló que sempre tem como foco a busca de nova consciência ecológica e a pragmaticidade do seu trabalho na sociedade. Com grande admiração, agradeço ao artista Leo Piló por este valioso e sustentável trabalho que nos ensina cada vez mais a respeitar nosso planeta.

 

Durante quase 15 anos, o artista trabalhou na associação ASMARE e ministrou várias oficinas de cenografia, costura, novas possibilidades, papelaria e marcenaria. Um dos grandes destaques de sua carreira foi a exposição Lixoarte, que tinha como objetivo criar, com materiais recicláveis, móveis e objetos para mobiliar uma casa. Em 2014, Leo Piló criou instalações para a exposição “Recosturando Portinari na Casa Fiat de Cultura, por Ronaldo Fraga, e, desde 2015, é o curador do Presépio da Casa Fiat de Cultura.

 

 

Serviço:

Data: 01 a 26 de novembro, de quarta a domingo

Horários: 10h às 12h e das 13h às 18h

Participação Gratuita

Informações: 31-3289-8910

 Quartas Italianas – palestra transferida para o dia 06 de dezembro às 19h30

 

O Ciclo de palestras é voltado para a história e a cultura de Roma. Os encontros abrangem grandes temas da literatura, artes plásticas e música, bem como marcos da história da Itália, com palestras proferidas por especialistas brasileiros e italianos.

 

A Casa Fiat de Cultura, durante o mês de novembro, reafirma o seu apoio à campanha que busca a conscientização de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata. A fachada, que normalmente é vermelha, está azul.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais atinge os homens em todo o mundo, em primeiro lugar está o câncer de pulmão. Como é uma doença que, nas fases iniciais, não apresenta sintomas, fazer os exames anualmente é primordial.  Quando detectado no início, as chances de sucesso no tratamento são altas por isso cuide-se, previna-se e vá ao médico.

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