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DEZEMBRO NA CASA FIAT DE CULTURA 2017

GRUPO GALPÃO APRESENTA SARAU ESPECIAL DE “OS GIGANTES DA MONTANHA” NA CASA FIAT DE CULTURA, EM COMEMORAÇÃO AOS 120 ANOS DE BELO HORIZONTE.

Apresentação gratuita traz recorte com as canções italianas do repertório do espetáculo, dirigido por Gabriel Villela

Em comemoração aos 120 anos de Belo Horizonte, no dia 12 de dezembro, o Grupo Galpão apresenta um sarau especial do espetáculo Os Gigantes da Montanha, clássico de Luigi Pirandello, na Casa Fiat de Cultura. O grande sucesso de público e crítica no repertório de 35 anos do grupo teatral, que estreou em 2013 com direção de Gabriel Villela, será apresentado em formato de sarau, com início às 19h e uma seleção musical de aproximadamente 30 minutos. O público conhecerá tradicionais canções italianas presentes no repertório da peça. A entrada é gratuita e a classificação é livre. Não haverá distribuição de ingresso ou senha, com espaço sujeito à lotação, por isso, é importante chegar cedo.

 

O evento também marca a parceria entre Grupo Galpão, Casa Fiat de Cultura, Fundação Torino e Consulado da Itália, que celebra três grandes momentos: 120 anos de Belo Horizonte, 35 anos do Grupo Galpão e 150 anos de nascimento do consagrado poeta e dramaturgo Pirandello. “Ser um portal de acesso à cultura italiana é uma das principais vocações desta Casa, desde sua inauguração. Nesta ocasião tão importante, em que comemoramos os 120 anos de BH, temos o prazer de trazer a nosso público a italianidade de Luigi Pirandello, junto à mineiridade do Grupo Galpão”, afirma o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira.

 

A iniciativa resultará na publicação de uma HQ do espetáculo, a ser lançada em 2018. “Depois de uma apresentação de “Os Gigantes da Montanha” na Praça Roosevelt, em São Paulo, fomos surpreendidos com os belos desenhos do ilustrador Carlos Avelino. A força teatral do seu traço levou Inês Peixoto a idealizar e propor a criação de uma HQ da nossa adaptação da peça para o teatro de rua”, afirma o ator e diretor artístico do Galpão, Eduardo Moreira que conta ainda o objetivo principal do projeto, levar a força e a beleza da obra de Pirandello para um público novo e jovem.

 

O Grupo Galpão tem o patrocínio da Petrobras, e a iniciativa é uma realização da Casa Fiat de Cultura, com patrocínio de Fiat Chrysler Automóveis (FCA), CNH Industrial Capital, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, New Holland Construction, Banco Safra e Verde Urbanismo, e apoio institucional de Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

Sarau Os Gigantes da Montanha

A fábula Os Gigantes da Montanha narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. Gabriel Villela e o Galpão experimentam a música, ao vivo, tocada e cantada pelos atores, como um elemento fundamental na tradução do universo da fábula para o teatro popular de rua. Atemporal, o espetáculo convida o público a um mergulho teatral e musical, que funde e sintetiza o brasileiro com o universal, o erudito com o popular, a tradição com a vanguarda. Na versão sarau, trechos do texto do autor, o dramaturgo italiano Pirandello, misturam-se ao repertório musical que reúne árias e canções italianas, misturando o popular e o moderno. “Ciao Amore”, “Bella Ciao” e outras músicas ganham novos arranjos e coloridos para ambientar a atmosfera onírica de Os Gigantes da Montanha.

PRESÉPIO COLABORATIVO DA CASA FIAT DE CULTURA 

 

Após o grande sucesso de público dos anos anteriores, o Natal de Belo Horizonte ganha, mais uma vez, o Presépio da Casa Fiat de Cultura. Sob curadoria do artista plástico Leo Piló, esta edição traz o tema povos ameríndios (índios brasileiros, Incas, Maias e Astecas), numa típica mata do cerrado. Com a colaboração do público, ele foi criado com materiais reutilizáveis, em ateliê aberto, com a participação de mais de 300 pessoas.

Assim como nas edições anteriores, o público foi convidado a “pôr a mão na massa”. De 1º a 26 de novembro, quem passou pela Casa Fiat de Cultura teve a oportunidade de participar de ateliê aberto com o artista Leo Piló, para confeccionar os elementos que compõem o presépio. Na visão do artista, “esse processo de construção coletiva é extremamente enriquecedor, trazendo pluralidade para o presépio e novas experiências para os participantes”. Todo o material usado na criação – isopor, plástico, papéis e papelão – é reutilizável e foi fornecido pela Ilha Ecológica do Polo Automotivo Fiat, que tem um programa de reaproveitamento e reciclagem de dos materiais descartados no processo de produção.

A iniciativa da Casa Fiat de Cultura é apresentar essa forte tradição do estado de Minas Gerais, com a coragem de transformar, repensar e gerar novos significados. Por isso o convidado a dar vida ao projeto é Leo Piló, pois seus presépios são fruto de um puro olhar encantado, infantil e humanista sobre uma antiga tradição quase perdida, a de reconstituir, nos lares, a cena do nascimento pobre e desvalido do Menino Jesus, no seio de uma família de refugiados em terra estranha.

Como afirma o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, “pelas mãos de Leo, materiais reciclados e recicláveis fazem-se beleza, pela terceira vez, desde 2015, quando José e Maria, negros, velavam pelo infante em meio à forma clássica dos antigos presépios, e os materiais eram papel e papelão de refugo; a segunda versão, de 2016, transportou a cena de Belém para o espaço sideral, uma explosão poética do Cristo Cósmico de Teilhard de Chardin, onde os Magos, feitos astronautas, exibiam o brilho dos metais com que foram compostos”. O tradicional presépio ganha, nesta proposta, outra perspectiva, a de valorizar nossas origens indígenas e, mais uma vez, O Presépio.

Para 2017, Leo Piló escolheu, como tema, o nascimento do menino de uma família indígena na mata do cerrado. Além disso, o artista preparou outras duas novidades, uma relacionada ao formato dos personagens e outra ao uso dos materiais. Os Santos de Roca (tipologia de imagens sacras vestidas com trajes de tecido e que aparecem somente com cabeça, mãos e pés) foram substituídos pelos bonecos com estruturas de isopor. As roupas foram feitas em plásticos PEAD, provenientes de embalagens de produtos de limpeza, com diferentes cores e formatos, de modo a possibilitar a construção de novas estéticas.

A composição dos personagens tem inspiração em índios brasileiros, da etnia Crahó, e civilizações pré-colombianas Maias, Incas e Astecas. Na entrada do Presépio, dando “boas-vindas”, um menino índio (como São João Batista) de olhar curioso com uma jaguatirica. A Sagrada Família, composta pelo menino Jesus, Maria e José, têm traços indígenas e são figuras mais sóbrias, dando alusão ao tom sagrado.

A exuberância está nos Três Reis Magos, cada um representando uma civilização pré-colombiana. Suas vestimentas são como armaduras, inspiradas nas criações do estilista Paco Rabanne, que usa plástico e metal em composições de roupas. Para Leo Piló, os Reis Magos simbolizam o poder e domínio. “Um dos reis aponta o dedo para cima, para a estrela-guia, que também é novidade desta edição. Talvez, o único símbolo que usa a estética típica do Natal, bem chamativo e dourado”, descreve o artista.

Todos estes personagens estão numa densa mata, com fauna e flora típica do cerrado, parda, criada com papel craft. São cerca de 20 grandes árvores, entre coqueiros e bromélias. Os animais também são representados, com diversos passarinhos e outros pequenos bichos. Já as folhas das árvores são reutilizações do alumínio do Presépio da Casa Fiat de Cultura de 2016.

O artista Leo Piló

Mineiro de Belo Horizonte, Leo Piló é um artista inquieto, criativo, simples e dinâmico. Apresenta trabalhos inusitados, feitos de materiais não convencionais, treinando os olhares para novas possibilidades de construção – que revise atitudes e métodos de redução, reciclagem e reutilização – e meios de sustentabilidade. Sempre compartilhando as técnicas desenvolvidas por meio do aprendizado, o artista procura criar um elo entre arte e natureza, promovendo metodologia de reutilização de resíduos urbanos e gerando novas possibilidades inseridas na realidade atual, em termos de cultura, arte, educação, recursos econômicos e outros benefícios.

Durante quase 15 anos, o artista trabalhou na associação ASMARE e ministrou várias oficinas de cenografia, costura, novas possibilidades, papelaria e marcenaria. Um dos grandes destaques de sua carreira foi a exposição Lixoarte, que tinha como objetivo criar, com materiais recicláveis, móveis e objetos para mobiliar uma casa. Em 2014, Leo Piló criou instalações para a exposição “Recosturando Portinari na Casa Fiat de Cultura, por Ronaldo Fraga”, e, em 2015, foi o curador do primeiro Presépio da Casa Fiat de Cultura na Praça da Liberdade.

O material usado e a reciclagem

O Presépio da Casa Fiat de Cultura pretende provocar uma discussão sobre os plásticos deste mundo e a importância da sua reciclagem. Nos plásticos há uma variedade enorme de qualidade, formas e cores com inúmeros acabamentos e funções.

A produção de plástico atualmente é um grande desafio para o mundo, pois, além de demorar muito para ser decomposto, é um dos materiais mais produzidos que, acumulado, gera forte impacto ambiental. Neste sentido, “só a reciclagem pode dar conta dos plásticos”, defende Léo Piló.

Além do plástico, o isopor, o papelão e o tetrapak fazem parte da construção do cenário. O isopor é um material 100% reciclável, o que não justificaria ser descartado de qualquer maneira. Levíssimo, resistente e barato, o isopor é um dos materiais mais usados como embalagens de produtos de todos os tipos, desde os mais tecnológicos, como componentes eletrônicos ou motores, até os mais simples, como cupcakes de padaria. Todo o isopor, papeis e papelão usados no presépio deste ano vieram da Ilha Ecológica do Polo Automotivo Fiat, um projeto de reutilização dos materiais descartados na linha de produção da FIAT. Já os plásticos vieram de doações de pessoas.

Ilha Ecológica do Polo Automotivo Fiat

O Polo Fiat foi a primeira fábrica do setor automotivo do país a destinar 100% dos resíduos que gera para a reciclagem e a reutilização, como resultado do programa “Aterro Zero”. Os resíduos descartados vão para a Ilha Ecológica, dentro da fábrica em Betim, onde os materiais têm destino certo. Cerca de 80 trabalhadores fazem a triagem e o armazenamento dos resíduos, até o envio para a reciclagem e a reutilização.

Um diferencial da Ilha Ecológica é a usina de reciclagem de isopor. A tecnologia, criada pela FCA, reduz 50 vezes o volume do material. O isopor se transforma em pequenos grãos de plástico, que, enviados a uma empresa de reciclagem, são matéria-prima para fabricação de canetas e capas de CDs.

Da Ilha Ecológica também sai a matéria-prima para a Cooperárvore, cooperativa de moda sustentável, sediada no Jardim Teresópolis, em Betim, e que tem parceria da FCA. Desde 2006, 28 toneladas de cinto de segurança e tecido automotivo transformaram-se em fonte de renda para a cooperativa na criação de bolsas e outros acessórios.

 

SERVIÇO

Presépio da Casa Fiat de Cultura, com curadoria de Leo Piló

 

Período de visitação ao Presépio: 30 de novembro de 2017 a 7 de janeiro de 2018

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Informações

(31) 3289-8900

 

A artista visual apresenta uma série de aquarelas, pinturas a óleo, desenhos, objeto e apropriação de resíduos arquitetônicos. A paisagem e fragmentos de matéria da natureza são os pretextos para a sua produção artística. Fernanda Fernandes foi selecionada pelo programa 2017/2018 da Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura. Entrada gratuita.

 

SERVIÇO

Data: 5/12/17 a 21/01/18

Horário: Terça a sexta, das 10h às 21h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

O CORPO DA MATÉRIA. A MATÉRIA DO CORPO.

PAOLO GRASSINO E LUIGI MAINOLFI NA CASA FIAT DE CULTURA

 

Exposição com obras de dois dos mais importantes artistas italianos da atualidade inspira reflexões sobre o mundo contemporâneo por meio do diálogo entre corpo e matéria na arte

 

 

Os artistas italianos Paolo Grassino e Luigi Mainolfi desembarcam na Casa Fiat de Cultura, de 5 de outubro a 3 de dezembro de 2017, para apresentar a exposição O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo. A mostra de arte contemporânea conta com 25 obras, entre esculturas, pinturas, instalações e videoarte, e inspira indagações sobre a atualidade, ricas de tensões e paradoxos, a partir de experimentações com a matéria e o corpo no fazer artístico. Esta é a primeira vez que Grassino (Turim, Itália, 1967) expõe suas obras no Brasil, enquanto Mainolfi (Rotondi, Itália, 1948), que foi seu mestre no início da carreira, já participou da Bienal de São Paulo, em 1981. Para a mostra na Casa Fiat de Cultura, cada um projetou uma obra inédita: Mainolfi expõe o conjunto de esculturas Terre nove (Nove Terras) e Grassino cria nova apresentação para a instalação Per sedurre gli insetti (Para seduzir os insetos). A curadoria é do crítico de arte italiano Alessandro Demma e a expografia do arquiteto italiano Edoardo Fontana. A entrada e toda a programação educativa são gratuitas.

A escolha do material pelos artistas é definitiva para a construção conceitual do processo criativo. As matérias carregam significados que são evidenciados quando se transformam em corpos artísticos. As obras de Paolo Grassino são feitas de material contemporâneo – espuma sintética, resina, alumínio, tubo enrugado, cabos elétricos e lâmpadas –, enquanto as peças de Luigi Mainolfi são feitas com material    mais     tradicional   –  como terracota, bronze e aço.

 

Ainda assim “suas criações dialogam e carregam a mesma essência, que é a relação entre matéria, corpo e arte: de como materiais simples podem ser moldados e transformados em objetos que permitem uma reflexão sobre o mundo, a natureza e a humanidade, e a frequente representação do corpo nesses objetos como forma de entender a si e à sociedade atual”, destaca o curador Alessandro Demma.

 

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, ser um portal de acesso à cultura italiana é uma das principais vocações da instituição, desde sua inaugura­ção. Vocação que se vê recompensada por acolher, em suas galerias, Luigi Mainolfi e Paolo Grassino. “Desde 2006, temos o privilégio de apresentar ao público obras-primas italianas de todas as épocas, desde a arte clássica dos antigos Romanos, passando pela Idade Média, o alto

Renascimento, o Barroco e o Rococó, até o Futurismo. A arte não para no tempo, ela continua e se transforma, como tudo na vida. Esta exposição apresenta dois artistas da contemporaneidade italiana, que bem encarnam o espírito dessa permanente transformação”, destaca.

 

A exposição O Corpo da Matéria. A Matéria do CorpoPaolo Grassino e Luigi Mainolfi é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Casa Fiat de Cultura e do Consulado da Itália em Minas Gerais, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), CNH Industrial Capital, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, New Holland Construction, Banco Mare tabacco, 2013 (Mainolfi)                                       Safra e Verde Urbanismo.

 

A mostra tem apoio institucional da Fundação Torino Escola Internacional, da Embaixada da Itália em Brasília, do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.  Conta ainda com o apoio das empresas: Banco Bonsucesso, MRV Engenharia, Etros Engenharia, Seris, Recicla BR, Piraferro, Tonin, Aethra Group, Denso e Teksid.

 

 

As obras

Nas 10 obras que apresenta na exposição, Grassino constrói uma dramatização da existência humana. Em um universo que desafia os estados de ânimo do espectador, que desorienta as percepções da realidade, seu trabalho inspira uma reflexão sobre a sociedade moderna, que vive entre o natural e o artificial, ou seja, entre o que é essencial à existência e as futilidades às quais nos prendemos. O individualismo e a influência da comunicação de massa são temas recorrentes em sua obra, por exemplo. Grassino escolhe utilizar materiais do cotidiano em sua produção artística como forma de refletir sobre a sociedade atual.

 

Grassino traz uma apresentação inédita da instalação Per sedurre gli insetti (Para seduzir insetos) para a exposição na Casa Fiat de Cultura, feita de tubo ondulado, cabos elétricos, cadeiras e lâmpadas; a peça termina com a irradiação de uma luz. A obra é uma metáfora sobre a sociedade moderna que se atrai e apega às futilidades na esperança de que isso resignifique sua existência, assim como insetos são atraídos pela luz, voam em torno às lâmpadas em um esforço inútil, pois a iluminação nada lhes oferece. Neste sentido, a instalação é a representação de uma armadilha para o ser humano e pode ser entendida como uma crítica ao consumismo.

 

Em 15 obras, Mainolfi traz elementos da natureza e da fantasia para a mostra, em incessante relação entre o real e o imaginário, criando um jogo de oposições intensas e provocativas que envolve o espectador. Nas peças estão presentes carac­terísticas estilísticas fundamentais do artista, tanto na escultura tridimensional como nas peças bidimensionais: a monumentalidade e a de­licadeza com a qual intervém na superfície, e uma busca por conexão com a natureza, como demonstra a frequente utilização da terracota como material artístico. O homem, por sua vez, é parte essencial da natureza e, por consequência, das reflexões do artista.

 

Terre nove (Nove Terras), obra projetada especialmente para a exposição, é composta por nove esferas de diferentes diâmetros feitas de terracota, e representa a descoberta de um novo mundo. A palavra “nove”, em italiano, é usada como um trocadilho para o numeral nove (pois são nove esferas) e uma expressão que era usada séculos atrás pelos colonizadores para “novas terras”. A peça simboliza o encontro de culturas e como nosso conhecimento se expande nessa interação social. Por isso, as esferas têm tamanhos diferentes, é um mundo que cresce quando encontramos novas terras.

 

Assim como a utilização de materiais comuns, ambos têm o corpo como elemento constante em suas obras. Em 1976, durante experimentação dedicada ao conhecimento de si e ao “reflexo das origens”, Mainolfi realizou Alato, Cera e Brano, em que o molde de seu corpo vira forma e exprime o pensamento do artista. Entre 1995 e 1996, Grassino criou Pelle, e, em seguida, ZeroSemilibertà e Travasi, construindo um percurso sobre as carcaças da existência humana da atualidade. “O corpo é pensado como instrumento essencial para o conhecimento das imagens e da representação, como fonte indispensável para construir o objeto e fazê-lo sobreviver no tempo. A memória é, para Mainolfi e Grassino, o órgão de adequação do real, que pode transformar o real em possível e o possível em real”, explica o curador Alesssandro Demma.

 

A galeria foi dividida em duas partes, uma para cada artista, onde o público escolhe o percurso de visitação. É preciso que o espectador esteja imerso ora no mundo de Mainolfi, ora no de Grassino. O espaço ainda conta com nichos inicialmente fora do campo de visão, que só serão vistos no despertar da curiosidade do público ao andar pela galeria. As obras convidam o visitante a pensar e a sentir.

 

Com utilização magistral de materiais tradicionais e objetos comuns na produção artística, a exposição O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo. é uma investigação de Grassino e Mainolfi sobre a existência e instiga a memória como recurso de transformação de si e da sociedade. Dessa forma, “a mostra é um conjunto de corpos e matérias que criam memórias passadas, presentes e futuras; ela representa uma resistência da memória”, conclui o curador.

 

“Essa exposição é o fruto de quase dois anos de preparação. Obras que atravessaram o oceano para nos oferecer todo o seu vigor e nos contar – sem necessidade de acrescentar palavras – a força de nossa realidade. Dois homens diferentes, mas complementares. Dois artistas fortes e sensíveis. Dois incríveis narradores do nosso tempo, constituído de faltas e excessos, de luzes e sombras, mas, sobretudo, de corpo e matéria”, ressalta a Cônsul da Itália em Belo Horizonte, Aurora Russi.

 

 

 

Programa Educativo

Durante a exposição de Grassino e Mainolfi, aos sábados, domingos e feriados, o Programa Educativo oferece percursos temáticos com horários e abordagens diferentes para crianças, jovens e adultos. Cada grupo pode ter até 20 pessoas, não é necessário fazer inscrição prévia e a participação é Travasi, 2011 (Grassino)  gratuita.

 

Que bicho é esse?!

Percurso para crianças de até 10 anos, das 10h30 às 12h

 

As obras são apresentadas a partir de suas potencialidades narrativas sob a ótica da construção de personagens, cenários e situaçõe