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JANEIRO NA CASA FIAT DE CULTURA

CASA FIAT DE CULTURA APRESENTA A EXPOSIÇÃO INÉDITA “CONTAMINAÇÕES PICTÓRICAS” DA ARTISTA VISUAL MINEIRA FERNANDA FERNANDES NA PICCOLA GALLERIA

A mostra traz 18 obras, entre pinturas, colagem e objeto, criadas a partir de memórias da artista sobre a paisagem, propondo reflexões sobre como a imaginação alcança a lembrança

 

A mineira Fernanda Fernandes está entre os seis artistas contemplados no 2º Programa de Seleção da Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura e será a primeira a expor na edição 2017/2018 do espaço. A artista visual apresenta na mostra Contaminações Pictóricas uma série de aquarelas, pinturas a óleo colagem e objeto, que revelam criações a partir de memórias visuais. A obra de Fernanda é motivada pela ideia de transiência da matéria, da vulnerabilidade da existência, das impermanências e do caráter inventivo que a memória possibilita. A exposição fica em cartaz entre os dias 5 de dezembro de 2017 e 21 de janeiro de 2018, e tem entrada gratuita.

A artista Fernanda Fernandes expõe parte da pesquisa em pintura que atualmente desenvolve em seu ateliê. Ela realiza uma investigação acerca de ruídos da memória e de sua pulsão criativa de dar novo significado às suas lembranças. Fernanda pinta recorrendo apenas à memória, e foi a partir desse procedimento que as 18 obras da exposição foram criadas. São 13 aquarelas da série Amorfologia, duas pinturas a óleo da série Assombramento, uma pintura em cobre intitulada Revelação, uma colagem chamada Vestígio e um objeto intitulado Pintura.

No processo criativo da artista, o resultado não se limita a uma única inspiração. “É um trabalho abstrato, em que coloco minhas experiências visuais como ponto de partida nas obras. Reúno imagens da lembrança de vivências, sonhos e devaneios como gatilhos para a criação de imagens inventadas”, explica Fernanda.

Um tema recorrente na obra da artista é o efeito do tempo na matéria. Seja na primeira aquarela da série Amorfologia, que mostra um galho em decomposição, seja no cano enferrujado (Pintura), ou na obra Vestígio, que apresenta antigos materiais usados em construções urbanas. Esta é uma reflexão que Fernanda traz para a própria vida humana, que, assim como as matérias vegetal e mineral, está sob o efeito do tempo. “Minha investigação lida com a convivência da observação e da abstração, da construção e da reconstrução, do que é durável ou efêmero, da lembrança e do esquecimento, da vida e da morte”, conclui a artista.

A exposição Contaminações Pictóricas é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), CNH Industrial Capital, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, New Holland Construction, Banco Safra e Verde Urbanismo. A mostra conta com apoio do Mercado do Praça, e apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

Na Piccola Galleria

Amorfologia: série de aquarelas que apresentam memória visual acerca de pequenos troncos e gravetos coletados de árvores em processo de decomposição, após desprendimento natural e queda no chão em matas fechadas. A série se inicia com a referência da forma externa, que não é observada e sim lembrada, mas gradativamente caminha para recortes desconexos do todo. Os corpos trabalhados aparentam algo entre estruturas vegetais, animais, ou mesmo minerais em corrosão ou oxidação. Segundo a artista, essa proposta surgiu ao observar processos de “degradação” de vegetais e de oxidação do cobre.

Assombramento: pinturas a óleo que apresentam memória visual de imagens-referência para a artista. Fernanda se inspira em paisagens poéticas presentes em pinturas, desenhos e gravuras dos séculos XVIII e XIX; e fotografias de fragmentos de paisagens contemporâneas em estado de ruína e que foram consumidos pela vegetação. As duas pinturas são uma investigação sobre as sensações de arrebatamento frente a lugares do passado.

Revelação: pintura em cobre feito a partir das reações químicas entre os ácidos utilizados pela artista e um pequeno disco de cobre, coletado da paisagem urbana. Um estudo sobre a relação entre materiais/substâncias e as mudanças geradas pela intervenção artística.

Pintura: objeto de madeira e metal originado da coleta de pedaço de cano de cobre em processo de ferrugem, retirado de uma edificação antiga. O título remete ao estado pictórico encontrado no objeto, remete uma sensibilidade de olhar as transformações naturais da matéria ao longo do tempo, e dialoga com o fazer artístico do pintor.

Vestígio: colagem feita a partir da coleta de fragmentos de uma estrutura arquitetônica e novas justaposições entre esses elementos. Assim como em Pintura, a artista mostra sua curiosidade sobre a ação do tempo sobre os materiais e a presença pictórica que a matéria retém por si só.

 

Fernanda Fernandes

 

Fernanda é artista visual e vive e trabalha em Belo Horizonte. Desenvolve uma pesquisa visual acerca da paisagem e sua transiência (transição) enquanto matéria, motivada por reflexões sobre a vulnerabilidade da existência, das impermanências, e do caráter inventivo que a memória possibilita. Os resultados são composições limítrofes entre a realidade e a abstração.

 

Estudou Artes Plásticas na Escola Guignard, e em ateliers de formação livre voltados para o desenvolvimento autoral. É aluna de Mário Zavagli. Participou de programas de residência artística e exposições coletivas e individuais no Rio de Janeiro, São Paulo e em sua cidade natal.

 

SERVIÇO

 

Exposição “Contaminações Pictóricas”, com obras de Fernanda Fernandes na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura                                                                                                                                                       

5 de dezembro de 2017 a 21 de janeiro de 2018

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Informações

(31) 3289-8900

PRESÉPIO COLABORATIVO DA CASA FIAT DE CULTURA 

 

Após o grande sucesso de público dos anos anteriores, o Natal de Belo Horizonte ganha, mais uma vez, o Presépio da Casa Fiat de Cultura. Sob curadoria do artista plástico Leo Piló, esta edição traz o tema povos ameríndios (índios brasileiros, Incas, Maias e Astecas), numa típica mata do cerrado. Com a colaboração do público, ele foi criado com materiais reutilizáveis, em ateliê aberto, com a participação de mais de 300 pessoas.

Assim como nas edições anteriores, o público foi convidado a “pôr a mão na massa”. De 1º a 26 de novembro, quem passou pela Casa Fiat de Cultura teve a oportunidade de participar de ateliê aberto com o artista Leo Piló, para confeccionar os elementos que compõem o presépio. Na visão do artista, “esse processo de construção coletiva é extremamente enriquecedor, trazendo pluralidade para o presépio e novas experiências para os participantes”. Todo o material usado na criação – isopor, plástico, papéis e papelão – é reutilizável e foi fornecido pela Ilha Ecológica do Polo Automotivo Fiat, que tem um programa de reaproveitamento e reciclagem de dos materiais descartados no processo de produção.

A iniciativa da Casa Fiat de Cultura é apresentar essa forte tradição do estado de Minas Gerais, com a coragem de transformar, repensar e gerar novos significados. Por isso o convidado a dar vida ao projeto é Leo Piló, pois seus presépios são fruto de um puro olhar encantado, infantil e humanista sobre uma antiga tradição quase perdida, a de reconstituir, nos lares, a cena do nascimento pobre e desvalido do Menino Jesus, no seio de uma família de refugiados em terra estranha.

Como afirma o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, “pelas mãos de Leo, materiais reciclados e recicláveis fazem-se beleza, pela terceira vez, desde 2015, quando José e Maria, negros, velavam pelo infante em meio à forma clássica dos antigos presépios, e os materiais eram papel e papelão de refugo; a segunda versão, de 2016, transportou a cena de Belém para o espaço sideral, uma explosão poética do Cristo Cósmico de Teilhard de Chardin, onde os Magos, feitos astronautas, exibiam o brilho dos metais com que foram compostos”. O tradicional presépio ganha, nesta proposta, outra perspectiva, a de valorizar nossas origens indígenas e, mais uma vez, O Presépio.

Para 2017, Leo Piló escolheu, como tema, o nascimento do menino de uma família indígena na mata do cerrado. Além disso, o artista preparou outras duas novidades, uma relacionada ao formato dos personagens e outra ao uso dos materiais. Os Santos de Roca (tipologia de imagens sacras vestidas com trajes de tecido e que aparecem somente com cabeça, mãos e pés) foram substituídos pelos bonecos com estruturas de isopor. As roupas foram feitas em plásticos PEAD, provenientes de embalagens de produtos de limpeza, com diferentes cores e formatos, de modo a possibilitar a construção de novas estéticas.

A composição dos personagens tem inspiração em índios brasileiros, da etnia Crahó, e civilizações pré-colombianas Maias, Incas e Astecas. Na entrada do Presépio, dando “boas-vindas”, um menino índio (como São João Batista) de olhar curioso com uma jaguatirica. A Sagrada Família, composta pelo menino Jesus, Maria e José, têm traços indígenas e são figuras mais sóbrias, dando alusão ao tom sagrado.

A exuberância está nos Três Reis Magos, cada um representando uma civilização pré-colombiana. Suas vestimentas são como armaduras, inspiradas nas criações do estilista Paco Rabanne, que usa plástico e metal em composições de roupas. Para Leo Piló, os Reis Magos simbolizam o poder e domínio. “Um dos reis aponta o dedo para cima, para a estrela-guia, que também é novidade desta edição. Talvez, o único símbolo que usa a estética típica do Natal, bem chamativo e dourado”, descreve o artista.

Todos estes personagens estão numa densa mata, com fauna e flora típica do cerrado, parda, criada com papel craft. São cerca de 20 grandes árvores, entre coqueiros e bromélias. Os animais também são representados, com diversos passarinhos e outros pequenos bichos. Já as folhas das árvores são reutilizações do alumínio do Presépio da Casa Fiat de Cultura de 2016.

O artista Leo Piló

Mineiro de Belo Horizonte, Leo Piló é um artista inquieto, criativo, simples e dinâmico. Apresenta trabalhos inusitados, feitos de materiais não convencionais, treinando os olhares para novas possibilidades de construção – que revise atitudes e métodos de redução, reciclagem e reutilização – e meios de sustentabilidade. Sempre compartilhando as técnicas desenvolvidas por meio do aprendizado, o artista procura criar um elo entre arte e natureza, promovendo metodologia de reutilização de resíduos urbanos e gerando novas possibilidades inseridas na realidade atual, em termos de cultura, arte, educação, recursos econômicos e outros benefícios.

Durante quase 15 anos, o artista trabalhou na associação ASMARE e ministrou várias oficinas de cenografia, costura, novas possibilidades, papelaria e marcenaria. Um dos grandes destaques de sua carreira foi a exposição Lixoarte, que tinha como objetivo criar, com materiais recicláveis, móveis e objetos para mobiliar uma casa. Em 2014, Leo Piló criou instalações para a exposição “Recosturando Portinari na Casa Fiat de Cultura, por Ronaldo Fraga”, e, em 2015, foi o curador do primeiro Presépio da Casa Fiat de Cultura na Praça da Liberdade.

O material usado e a reciclagem

O Presépio da Casa Fiat de Cultura pretende provocar uma discussão sobre os plásticos deste mundo e a importância da sua reciclagem. Nos plásticos há uma variedade enorme de qualidade, formas e cores com inúmeros acabamentos e funções.

A produção de plástico atualmente é um grande desafio para o mundo, pois, além de demorar muito para ser decomposto, é um dos materiais mais produzidos que, acumulado, gera forte impacto ambiental. Neste sentido, “só a reciclagem pode dar conta dos plásticos”, defende Léo Piló.

Além do plástico, o isopor, o papelão e o tetrapak fazem parte da construção do cenário. O isopor é um material 100% reciclável, o que não justificaria ser descartado de qualquer maneira. Levíssimo, resistente e barato, o isopor é um dos materiais mais usados como embalagens de produtos de todos os tipos, desde os mais tecnológicos, como componentes eletrônicos ou motores, até os mais simples, como cupcakes de padaria. Todo o isopor, papeis e papelão usados no presépio deste ano vieram da Ilha Ecológica do Polo Automotivo Fiat, um projeto de reutilização dos materiais descartados na linha de produção da FIAT. Já os plásticos vieram de doações de pessoas.

Ilha Ecológica do Polo Automotivo Fiat

O Polo Fiat foi a primeira fábrica do setor automotivo do país a destinar 100% dos resíduos que gera para a reciclagem e a reutilização, como resultado do programa “Aterro Zero”. Os resíduos descartados vão para a Ilha Ecológica, dentro da fábrica em Betim, onde os materiais têm destino certo. Cerca de 80 trabalhadores fazem a triagem e o armazenamento dos resíduos, até o envio para a reciclagem e a reutilização.

Um diferencial da Ilha Ecológica é a usina de reciclagem de isopor. A tecnologia, criada pela FCA, reduz 50 vezes o volume do material. O isopor se transforma em pequenos grãos de plástico, que, enviados a uma empresa de reciclagem, são matéria-prima para fabricação de canetas e capas de CDs.

Da Ilha Ecológica também sai a matéria-prima para a Cooperárvore, cooperativa de moda sustentável, sediada no Jardim Teresópolis, em Betim, e que tem parceria da FCA. Desde 2006, 28 toneladas de cinto de segurança e tecido automotivo transformaram-se em fonte de renda para a cooperativa na criação de bolsas e outros acessórios.

 

SERVIÇO

Presépio da Casa Fiat de Cultura, com curadoria de Leo Piló

 

Período de visitação ao Presépio: 30 de novembro de 2017 a 6 de janeiro de 2018

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Informações

(31) 3289-8900

REFÚGIO POÉTICO: WENDELL LEAL NA PICCOLA GALLERIA DA CASA FIAT DE CULTURA

Com pinturas inspiradas no Parque Municipal de Belo Horizonte, a exposição retém o silêncio e a tranquilidade que persistem dentro de um hipercentro

 

Onde encontramos refúgio nas grandes cidades? Esta é uma reflexão que o artista plástico mineiro Wendell Leal traz para a Casa Fiat de Cultura a partir de 30 de janeiro, com a exposição Refúgio Poético. Um dos projetos escolhidos no 2º Programa de Seleção da Piccola Galleria, a mostra conta com 12 aquarelas e uma tela pintada à tinta acrílica inspiradas no simbólico Parque Municipal Américo Renné Giannetti, fundado em 1897, no hipercentro de Belo Horizonte. Com curadoria de Janaína Cunha, a exposição questiona a agitada vida urbana e elege a natureza como refúgio. A mostra fica aberta à visitação até 18 de março e a entrada é gratuita.

“Refúgio Poético” nasce de uma contradição: busca no hipercentro de uma capital e seu ritmo intenso imagens que desaceleram o pensamento. “Nos meus trabalhos anteriores, inspirados em fotografias do centro urbano, a paleta com tonalidades de cinzas e pretos eram muito presentes. O parque surgiu como um local de refúgio dentro de uma cidade cinza e opressora”, explica o artista. Sua paleta ganha, então, uma diversidade de cores que se contrapõem à aridez do cotidiano, e suas pinturas, a representação de um lugar imponente e exuberante e, ao mesmo tempo, sensível e acolhedor.

A exposição remete também à memória afetiva dos habitantes com os espaços da cidade. O Parque Municipal fez parte da infância de Wendell e das histórias contadas por seus pais. Já adulto, o artista retorna ao parque no momento em que precisava de isolamento, e a partir dessas visitas surgem as obras expostas na mostra. “Filhas do silêncio e da introspecção, as telas revelam retratos de um tempo que ultrapassa o sujeito para se fixar na memória histórica da cidade”, conclui a curadora Janaína Cunha, que tem extensa carreira no jornalismo cultural e, atualmente, é Gerente de Cultura do Sesc Palladium.

A mostra “Refúgio Poético” é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra. A exposição conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

As obras: recortes do Parque Municipal

A exposição apresenta uma série de trabalhos que Wendell Leal desenvolve desde 2011 inspirados no Parque Municipal Américo Renné Giannetti. Não se tratam de paisagens, mas dos detalhes da vegetação, formada por árvores centenárias, nativas e exóticas. Ao escolher pintar recortes das plantas, o artista deixa o leitor de suas telas aberto à imaginação sobre onde está a origem desses registros, assim como a identificação de outros lugares que tragam para o público a mesma sensação de refúgio. Os enquadramentos também permitem decifrar as minúcias das plantas, funcionando quase como uma lupa.

Ao fundo da Piccola Galleria, destaque para uma grande tela pintada à tinta acrílica (sem título), de 180 x 150cm, que apresenta uma Musa ornata, nome científico da bananeira ornamental. Nas paredes laterais, a série de aquarelas (sem título), de tamanho 42 X 30cm, tem maior gradação nas cores devido à técnica utilizada. Continuam presentes pinturas de Musa ornata, em que o vermelho e o laranja das flores e frutos se misturam ao verde e ao marrom que predomina nas demais obras. Em diversas aquarelas, nota-se a espécie Monstera deliciosa, conhecida como Costela-de-adão, marcante na paisagem do Parque Municipal e que ganhou a atenção do artista pelo “movimento” que apresenta, por ser uma planta trepadeira e se misturar à vegetação ao redor.

 

Wendell Leal

Nascido em Belo Horizonte, em 1974, Wendell Leal é pós-graduado em Artes Plásticas pela Escola Guignard. Durante os estudos, procurou uma forma mais prática de traduzir suas inspirações artísticas e começou a pintar no ateliê de Pedro Augusto. Em 2011, fez um curso de extensão em pintura na Universidade Federal de Minas Gerais com o professor Samir Lucas, que marcou o momento em que começou a pintar suas grandes telas. Em 2016, entrou para o ateliê de Mário Zavagli, tendo desenvolvido sua técnica em aquarela.

 

A atual pesquisa de Wendell, presente também na exposição “Refúgio Poético”, tem a cidade de Belo Horizonte, especialmente seu hipercentro, como tema de suas pinturas. O artista participou do “41º Salão de Arte de Ribeirão Preto” (SP) e já realizou outras mostras coletivas e individuais, entre elas “Transitório e permanente”, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em BH, e “Sobre o tempo”, no Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto (MG).

 

Piccola Galleria

A Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura é um espaço de permanente incentivo às expressões artísticas que foi criado em 2016, destinado a novos artistas. A proposta é apresentar e destacar trabalhos inéditos – pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, instalações, performances e/ou videoarte – de artistas locais, brasileiros ou estrangeiros.

O espaço, situado ao lado do painel “Civilização Mineira”, de Candido Portinari, no Hall Principal da Casa Fiat de Cultura, abriga exposições de curta duração, mas com toda visibilidade que a instituição enseja. No espaço são realizados dois tipos de mostras: aquelas programadas pela própria Casa Fiat de Cultura e as destinadas a artistas que inscreveram seus trabalhos, por meio de um processo de seleção realizado anualmente. Local intimista e com grande circulação de público, a Piccola Galleria conta com a chancela da Casa Fiat de Cultura e do Circuito Liberdade, um dos mais importantes corredores culturais do país.

Dentre os 97 inscritos no 2º Programa de Seleção, seis foram escolhidos: Fernanda Fernandes (Belo Horizonte), Ildeu Lazarinni (Belo Horizonte), Maíse Couto (Belo Horizonte), Mariângela Haddad (Ponte Nova-MG), Miro Bampa (Vinhedo-SP) e Wendell Leal (Belo Horizonte). Os trabalhos, inéditos e com técnicas diferenciadas, reúnem fotografias, aquarelas, pinturas a óleo e acrílica, instalação e assemblages.

Todas as exposições terão ações conjuntas entre a curadoria e o Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura. Durante o período das mostras, os educadores da instituição oferecerão visitas mediadas para públicos agendados e espontâneos. Utilizando o conceito ampliado de acessibilidade, a mediação visa facilitar o acesso ao espaço e aos conteúdos não apenas para pessoas com deficiência, mas para todos os públicos. Gratuitas e abertas ao público, as atividades educativas dialogarão com as exposições, estimulando as múltiplas possibilidades de reflexão, particulares a cada mostra.

 

SERVIÇO

Exposição “Refúgio Poético” – Wendell Leal na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura                                                                                                                                                       

30 de janeiro a 18 de março de 2018

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

O painel “Civilização Mineira”

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 X 8,14 metros. Em exposição permanente, a obra conta, agora, com ficha técnica em braile, além de peças multissensoriais que fazem parte dos recursos de mediação para pessoas com deficiência visual. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica. Portinari (1903 – 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

A conservação do painel de Portinari foi feita pelo Grupo Oficina de Restauro, mesma equipe de especialistas que realizou a restauração da obra em 2014, quando a Casa Fiat de Cultura assumiu a salvaguarda do painel. De acordo com a coordenadora do projeto de conservação, Rosângela Reis Costa, “o exercício de avaliação e intervenção periódicas ao painel é essencial para que o trabalho original do pintor seja preservado, evitando perdas irreparáveis ou a necessidade de uma nova restauração, medida que só é tomada quando a obra já está muito danificada pelo tempo e manuseio indevido”.

Serviço
Exposição permanente: painel Civilização Mineira, 1959 (Candido Portinari)

Horário: das 10h às 21h de terça à sexta

das 10h às 18h sábado, domingo e feriados

Entrada gratuita

ATELIÊ ABERTO DE AQUARELA

 

Nessas férias a Casa Fiat de Cultura convida toda a família a experimentar a delicadeza da aquarela no Ateliê Aberto da Casa Fiat de Cultura.

Os participantes poderão aprender noções básicas da técnica de uma pintura que é feita em camadas. Delicadeza, paciência e precisão são características importantes para se trabalhar com aquarelas.

Essa técnica pintura milenar permite que a transparência das cores seja preservada, construindo um diálogo com o branco do papel e surpreendendo pela mistura das tintas aguadas, que resultam em matizes e tons inusitados.

No dia 20, a artista Fernanda Fernandes estará à frente das atividades, compartilhando com todos um pedacinho dos seus processos e saberes.

Venham com a gente brincar de transformar tinta, água e papel em poesia na Casa Fiat de Cultura.

 

SERVIÇO

Dias 10 a 14/01 e 17 a 21/01

Horários: 10h às 11h30min – famílias e crianças até 12 anos.

14h ás 17h30min – jovens e adultos maiores de 12 anos.

Vagas: 15 por horário (não precisa de inscrição prévia)

 

 

*Crianças com idade até  5 anos deverão ser auxiliadas pelos responsáveis durante as atividades.

*Crianças com idade até 10 anos deverão ser acompanha pelos responsáveis.

*Todos os participantes deverão vestir roupas confortáveis e apropriadas ao manuseio de tintas, colas e outros materiais.

 

Inscrições:  (31) 3289-8910

ATELIÊ ABERTO MÁSCARAS DE CARNAVAL

 

O Ateliê Aberto da Casa Fiat de Cultura convida a todos a criar adereços, utilizando a técnica da filigrana de papel ou quilling, para enfeitar as ruas da Belo Horizonte durante o Carnaval.

 

 

SERVIÇO

Dias 24 a 28 e 31/01

1 a 4 e 7 a 9/02

Horários: 10h às 11h30min – famílias e crianças até 12 anos.

14h ás 17h30min – jovens e adultos maiores de 12 anos.

Vagas: 15 por horário (não precisa de inscrição prévia)

 

*Crianças com idade até 5 anos deverão ser auxiliadas pelos responsáveis durante as atividades.

*Crianças com idade até 10 anos deverão ser acompanha pelos responsáveis.

*Todos os participantes deverão vestir roupas confortáveis e apropriadas ao manuseio de tintas, colas e outros materiais.

 

Informações:  (31) 3289-8910

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