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Bate-papo Quadrinista Zerocalcare

CASA FIAT DE CULTURA REALIZA BATE-PAPO COM PREMIADO QUADRINISTA ITALIANO

Zerocalcare relata sua experiência na guerra da Síria, que virou HQ. Sucesso editorial na Itália, o livro já foi traduzido para cinco idiomas

 

No dia 1º de junho, a Casa Fiat de Cultura realiza um bate-papo com o premiado quadrinista italiano Zerocalcare, que abordará o tema “História de uma resistência. Impressões sobre a Guerra na Síria”. O assunto faz referência à HQ “Kobane Calling – Ou como fui parar no meio da guerra na Síria”, lançada em 2016 pela Editora Nemo. Sucesso de vendas e crítica na Itália, a publicação foi traduzida para inglês, francês, espanhol, alemão e português e venceu o prêmio Micheluzzi na Napoli Comicon 2017 na categoria “Melhor História em Quadrinhos”. O bate-papo, que terá tradução simultânea, acontece das 18h às 19h30, com entrada gratuita e espaço sujeito à lotação (100 lugares).

A história que deu origem à HQ começa com uma viagem de Zerocalcare, em novembro de 2014, à fronteira entre Turquia e Síria, região que atualmente enfrenta um grande conflito político-social. Enviado por um jornal italiano, o quadrinista visita a região com o objetivo de chegar à cidade de Kobane, onde o povo curdo luta para conter o avanço do Estado Islâmico. O relato da viagem é publicado na revista “Internazionale” por meio de uma reportagem em quadrinhos em janeiro de 2015 e, com o retorno de Zerocalcare à Síria em julho do mesmo ano, uma série de relatos são publicados e posteriormente compilados na HQ “Kobane Calling – Ou como fui parar no meio da guerra na Síria”.

Neste livro, Zerocalcare produz uma reportagem de sinceridade pungente, um testemunho perturbador que transmite a complexidade e as contradições de uma guerra muitas vezes simplificada pela mídia internacional e pelos discursos políticos. Tudo isso com um tom extremamente bem-humorado e ao mesmo tempo tocante – a linguagem e o universo de um autor que sabe como ninguém representar as pessoas, o cotidiano, os medos e as aspirações de sua geração. “No começo, em minha partida para a fronteira turco-síria, não havia a intenção de fazer um livro. Eu viajei com a intenção de ajudar de alguma forma, levando medicamentos etc, para a resistência curda. Ao longo do tempo, transformei minhas impressões em um diário de viagem em quadrinhos, e depois em um livro. Estamos falando de uma experiência que aconteceu há mais de dois anos, mas é muito importante que continuemos a falar sobre o que está acontecendo ali e o que tem feito a resistência curda para derrotar o Estado Islâmico”, comenta o quadrinista.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra, conta com o apoio do Consulado da Itália em Belo Horizonte, Fundação Torino Escola Internacional e Editora Nemo e tem o apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

Contexto histórico

Os curdos são um povo dividido em quatro países: Turquia, Síria, Iraque e Irã, e, em cada um desses países, sua identidade tem sido reprimida. Em 2011, durante a guerra civil síria, os curdos sírios proclamaram a autonomia de uma faixa de terra – Rojava ou Curdistão Sírio, dividida em três cantões: Afrîn, Kobane e Cizreuma –, uma confederação democrática regida por um contrato social baseado na pluralidade étnica e religiosa, na democracia participativa, na emancipação feminina, na redistribuição da riqueza e na ecologia.

Porém, o avanço do Estado Islâmico na Síria chegou até Rojava. Muitos vilarejos foram ocupados e milhares de pessoas fugiram para evitar os massacres e raptos provocados pelo grupo radical. Enquanto isso, em Kobane, as Unidades de Proteção do Povo Curdo – as YPJ, formada por mulheres, e as YPG, mistas – resistem ao cerco do Estado Islâmico, apesar de terem menos armas e suprimentos.

Zerocalcare

Michele Rech, conhecido como Zerocalcare, nasceu em Arezzo (Itália), em 1983. Depois de viver algum tempo na França, mudou-se para Rebibbia, um bairro popular de Roma, com o qual estabeleceu uma ligação muito forte – talvez inextricável. Sempre ativo nos movimentos e redes sociais, participa de várias edições do importante festival “Crack! Fumetti Dirompenti” e começa a fazer cartazes, capas de discos e fanzines.

Em 2011, lança sua primeira HQ, “La profezia dell’Armadillo” [A profecia do tatu], e a partir daí inicia uma longa parceria com a editora BAO. Seu blog, zerocalcare.it, torna-se em pouco tempo um site muito visitado, a ponto de, em 2012, ser indicado ao Prêmio Attilio Micheluzzi na categoria Melhor Webcomic da Napoli Comicon, e ao Macchianera Award como Melhor Desenhista – Cartunista.

Ainda em 2012, “La profezia dell’Armadillo” ganha o prêmio Gran Guingi da Lucca Comics & Games como Melhor História Curta. No mesmo ano, publica seu segundo livro, “Um polpo alla gola”. Em 2013 publica “Ogni maledetto lunedì su due”, uma coletânea das histórias do blog. Também nesse ano, faz “Dodici”, história do gênero zumbi-apocalíptico e uma declaração de amor por seu bairro, Rebibbia.

Em 2015, publica na revista “Internazionale” uma reportagem em quadrinhos sobre sua visita à fronteira turco-síria em apoio ao movimento de resistência curdo contra o Estado Islâmico, que deu origem à HQ “Kobane Calling”. O premiado livro vendeu mais de 400 mil exemplares na Itália e já foi traduzido para cinco idiomas.

SERVIÇO

Bate-papo com Zerocalcare: História de uma resistência. Impressões sobre a Guerra na Síria

1º junho de 2018

18h às 19h30

Palestra em italiano com tradução simultânea

Entrada gratuita, com espaço sujeito à lotação (100 lugares)

A HQ “Kobane Calling – Ou como fui parar no meio da guerra na Síria” estará à venda na Casa Fiat de Cultura por R$ 49,80.

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