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JUNHO NA CASA FIAT DE CULTURA

EXPOSIÇÃO “INARREDÁVEIS! MULHERES QUADRINISTAS” NA CASA FIAT DE CULTURA

Mostra integra a programação do Festival Internacional de Quadrinhos – FIQ 2018, reúne mais de 80 obras de 12 artistas belorizontinas e reafirma a força feminina no cenário das HQs

 

O Festival Internacional de Quadrinhos – FIQ 2018 se aproxima e a Casa Fiat de Cultura abre a programação paralela no dia 22 de maio com a exposição Inarredáveis! Mulheres Quadrinistas, que pode ser visitada até 29 de julho. São mais de 80 obras de 12 artistas belorizontinas: Aline Lemos, Ana Cardoso, Bianca Reis, Carol Rossetti, Chantal, Ina Gouveia, Julhelena, Laura Athayde, Lu Cafaggi, Rebeca Prado, Sophie Silva e Virgínia Fróes. A mostra, que tem curadoria dos co-curadores do FIQ, Ana Koehler, Carol Rossetti, Daniel Werneck e Fabiano Azevedo, traz à luz o trabalho feminino no cenário mineiro da produção de quadrinhos. No dia 22, está prevista uma performance coletiva das quadrinistas, desenhando em uma das paredes da galeria. Além disso, o Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura preparou duas atividades inspiradas na exposição: o Ateliê Aberto de Flipbook e o Ateliê Aberto de Narrativas Visuais e HQ. Toda a programação é gratuita.

Com sete obras significativas da carreira de cada artista, todas com sua peculiaridade, nos traços, cores e conceitos, a exposição encontra harmonia dentro da mistura de estilos e linguagens. Os temas dos trabalhados vão desde a vida cotidiana, passando pela defesa do movimento feminista, até histórias fantásticas com personagens imaginados pelas quadrinistas. As técnicas variam entre manual (aquarela, nanquim, lápis de cor, pastel seco e guache), digital e mista. “Essas artistas nos fazem vê-las e reconhecê-las. São mulheres que estão fincando seus pés nos quadrinhos, mundo tão dominado pelos homens. Agora, elas também mostram as suas visões e os seus desejos. Com paciência e firmeza, fizeram-se inarredáveis. Já era tempo! Afinal, quando uma menina vê uma mulher inarredável, ela já sabe o que ser quando crescer”, afirma a quadrinista e co-curadora da exposição, Ana Koehler.

A exposição também evidencia a difusão das HQs no Brasil, enquanto produção, nos últimos anos: “na minha infância aprendi a ler com os quadrinhos. Naquela época não havia muitos quadrinistas brasileiros, apenas alguns que trabalhavam em projetos estrangeiros, da Disney, da Marvel, por aí. Hoje me sinto feliz por realizar uma exposição que traz a arte de conterrâneas, com os traços dessas 12 mulheres inarredáveis”, comenta o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira.

A exposição “Inarredáveis! Mulheres Quadrinistas” é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Casa Fiat de Cultura, com a parceria do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra e apoio do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

SERVIÇO

Exposição: Inarredáveis! Mulheres Quadrinistas na Casa Fiat de Cultura

22 de maio a 29 de julho de 2018

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

 

Programa Educativo

Ateliê Aberto de Flipbook

Até 31 de maio, aos sábados, domingos e feriados

10h às 11h30 e 14h às 17h30

 

Ateliê Aberto de Narrativas Visuais e HQs

2 de junho a 1º de julho, aos sábados e domingos

10h às 11h30, 14h às 15h30 e 16h às 17h30

 

Informações

(31) 3289-8900

POR TRÁS DO TAPUME: MARIÂNGELA HADDAD NA PICCOLA GALLERIA DA CASA FIAT DE CULTURA

Em série de fotografias, a artista visual e arquiteta revela as memórias guardadas em antigos imóveis de Belo Horizonte que se encontram em meio à transformação da paisagem urbana

 

No bairro Sion, em Belo Horizonte, o comércio coberto por tapumes é descoberto pela lente da artista visual e arquiteta, Mariângela Haddad, em uma série de 11 fotografias e duas montagens fotográficas que compõem a exposição Por trás do tapume, a ser inaugurada na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura no dia 8 de maio. A pesquisa da artista ultrapassa a função elementar da fotografia, que seria a fotografia de registro, para encontrar uma fotografia expressiva; revela a vida que pulsa nos espaços fadados à transformação arquitetônica. Assumindo o papel do flâneur, Mariângela vaga pelas ruas da cidade com o objetivo de experimentá-la, atenta às suas nuances, um exercício de deriva que se firma na descoberta e documentação fotográfica de espaços sujeitos às mudanças do crescimento urbano. O ensaio é, assim, resultado da coleta de memórias que permeiam esses espaços, do cotidiano das pessoas que ali vivem e trabalham, com a consciência de que novas histórias serão construídas. A mostra fica em cartaz até 24 de junho e tem entrada gratuita.

Nas obras existe uma rica textura visual, provocada pelas marcas espontâneas deixadas durante um longo período de tempo nos ambientes fotografados. É possível verificar diversos recados e anotações nas paredes ou em papeis fixados em todo tipo de suporte; recortes de jornais; calendários; manifestações de religiosidade ou fanatismo esportivo; acúmulo de material de trabalho, linhas, tecidos, espumas; paredes descascadas e outros sinais de precariedade.

A partir deste trabalho, Mariângela Haddad reúne rastros de histórias que fatalmente se perderão com a chegada de novas tecnologias e a inevitável transformação da paisagem urbana num antigo bairro da cidade. “O imóvel da reformadora de sofás que fotografei, por exemplo, foi demolido em junho de 2016 e no terreno foi construída uma drogaria. Esses lugares por onde andei guardam em si uma rica memória, agora materializada e preservada pelos meus registros”, afirma a artista.

A mostra “Por trás do tapume” é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra. A exposição conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

A história por trás dos tapumes

Durante o período de flânerie por Belo Horizonte, Mariângela Haddad detecta inúmeros tapumes de obras em andamento, que despertam sua curiosidade e passam, então, a ser objeto de sua pesquisa, como explica: “um tapume tampa, esconde, protege. Permite interferências na estrutura e nos elementos arquitetônicos desse espaço, sem o testemunho dos passantes. Pressupõe uma mudança na ordem anteriormente estabelecida, sobre o que era e sobre o que será”. Instigada a descobrir as histórias passadas e futuras destes espaços é que a artista inicia sua série fotográfica.

Durante um mês, Mariângela percorre as ruas do bairro Sion, onde mora, e destaca três ambientes comerciais em seus registros: um ateliê de molduras e pátina de móveis, uma reformadora de sofás e uma oficina de bicicletas. A escolha se dá pela semelhança entre os três: estão instalados no bairro há muitos anos, têm uma aparência degradada pela ação do tempo, são entulhados de encomendas e, com pouco espaço para trabalhar, espalham seus equipamentos pela calçada. “Meu olhar se volta para os pequenos ofícios que resistem à ação do tempo, ao avanço tecnológico e mesmo às mudanças imobiliárias. Ocupam espaços fadados à reforma ou demolição, na medida em que o crescimento da cidade provoca modificações e uma assepsia da arquitetura urbana. Documento as paredes desses ambientes de trabalho, olhando para elas como um diário do cotidiano. Imagino futuros tapumes a cobrir esses espaços e tento capturar a história que vai se perder”, conclui a artista.

 

Mariângela Haddad

Na década de 1970, ainda na adolescência, Mariângela desenhava e pintava seus cadernos, poesias, retratos de amigos, e hesitava em entrar para uma escola de Belas Artes por “não ter a menor ideia de como uma artista ganhava a vida”. Em 1975 se mudou para a França, onde se formou em arquitetura na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris. Ali a arquitetura dividia espaço com as outras belas artes e por elas Mariângela era impregnada, frequentou ateliês de pintura e desenho. Nessa época, trabalhou com uma ilustradora italiana de livros infantis e, finalmente, vislumbrou uma possibilidade de trabalho como artista plástica.

De volta ao Brasil em 1980, iniciou a carreira de ilustradora de livros infantis didáticos e de literatura. Trabalhou para a maioria das editoras nacionais e, em 1986, publicou seus primeiros livros como escritora – “Zé Zulu, malvado e mal-humorado” e “Mequetrefe quer um amigo”. Atualmente, tem publicados 9 livros escritos e mais de 150 livros ilustrados. Como escritora, recebeu o Prêmio Barco a Vapor, da Fundação SM (São Paulo, 2009), pelo livro “O sumiço da pantufa”, e o Prêmio CEPE Nacional de Literatura Infantil, da Editora CEPE (Recife, 2011) pelo livro “O mar de Fiote”. Em 2014, “O mar de Fiote” foi finalista do Prêmio Brasília de Literatura Infantil e adaptado para o teatro pelos alunos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob a direção do prof. Luís Reis, tendo recebido o Prêmio Especial do Júri no 28º Festival de Teatro Universitário de Blumenau (FITUB). Como ilustradora, recebeu o prêmio NOMA de Incentivo (Japão, 1996), pelas ilustrações do livro “Cantos de Encantamento”, de Elias José, e várias menções Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (Rio de Janeiro). Seu livro “Minha vó sem meu vô” recebeu o Prêmio Jabuti 2016, da Câmara Brasileira de Livros, na categoria Ilustração para Livro Infantil ou Juvenil.

 

Em 2011, como artista convidada, frequentou durante sete meses o ateliê de xilogravura da Escola Guignard, onde desenvolveu, sob a supervisão da professora Maria Emília Campos, cerca de 25 xilogravuras para ilustrar o livro “Que vida eu quero ter?”, de Susana Fernandes. Provocada em outras linguagens artísticas, volta à Escola Guignard em 2012, dessa vez como aluna, estudando Artes Plásticas pela Escola Guignard, com habilitação em Pintura, Cerâmica, Fotografia e Gravura em Metal.

 

Piccola Galleria

A Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura é um espaço de permanente incentivo às expressões artísticas que foi criado em 2016, destinado a novos artistas. A proposta é apresentar e destacar trabalhos inéditos – pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, instalações, performances e/ou videoarte – de artistas locais, brasileiros ou estrangeiros.

O espaço, situado ao lado do painel “Civilização Mineira”, de Candido Portinari, no Hall Principal da Casa Fiat de Cultura, abriga exposições de curta duração, mas com toda visibilidade que a instituição enseja. No espaço são realizados dois tipos de mostras: aquelas programadas pela própria Casa Fiat de Cultura e as destinadas a artistas que inscreveram seus trabalhos, por meio de um processo de seleção realizado anualmente. Local intimista e com grande circulação de público, a Piccola Galleria conta com a chancela da Casa Fiat de Cultura e do Circuito Liberdade, um dos mais importantes corredores culturais do país.

Dentre os 97 inscritos no 2º Programa de Seleção, seis foram escolhidos: Fernanda Fernandes (Belo Horizonte), Wendell Leal (Belo Horizonte), Mariângela Haddad (Ponte Nova-MG), Maíse Couto (Belo Horizonte), Ildeu Lazarinni (Belo Horizonte) e Miro Bampa (Vinhedo-SP). Os trabalhos, inéditos e com técnicas diferenciadas, reúnem fotografias, aquarelas, pinturas a óleo e acrílica, instalação e assemblages.

 

SERVIÇO

Exposição “Por trás do tapume” – Mariângela Haddad na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura                                                                                                                                                      

8 de maio a 24 de junho de 2018

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Informações

(31) 3289-8900

O PAINEL “CIVILIZAÇÃO MINEIRA” DE CANDIDO PORTINARI

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 X 8,14 metros. Em exposição permanente, a obra conta, agora, com ficha técnica em braile, além de peças multissensoriais que fazem parte dos recursos de mediação para pessoas com deficiência visual. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica. Portinari (1903 – 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

A conservação do painel de Portinari foi feita pelo Grupo Oficina de Restauro, mesma equipe de especialistas que realizou a restauração da obra em 2014, quando a Casa Fiat de Cultura assumiu a salvaguarda do painel. De acordo com a coordenadora do projeto de conservação, Rosângela Reis Costa, “o exercício de avaliação e intervenção periódicas ao painel é essencial para que o trabalho original do pintor seja preservado, evitando perdas irreparáveis ou a necessidade de uma nova restauração, medida que só é tomada quando a obra já está muito danificada pelo tempo e manuseio indevido”.

 

SERVIÇO


Exposição permanente: painel Civilização Mineira, 1959 (Candido Portinari)

Horário: das 10h às 21h de terça à sexta

das 10h às 18h sábado, domingo e feriados

Entrada gratuita

CASA FIAT DE CULTURA REALIZA BATE-PAPO COM PREMIADO QUADRINISTA ITALIANO

Zerocalcare relata sua experiência na guerra da Síria, que virou HQ. Sucesso editorial na Itália, o livro já foi traduzido para cinco idiomas

 

No dia 1º de junho, a Casa Fiat de Cultura realiza um bate-papo com o premiado quadrinista italiano Zerocalcare, que abordará o tema “História de uma resistência. Impressões sobre a Guerra na Síria”. O assunto faz referência à HQ “Kobane Calling – Ou como fui parar no meio da guerra na Síria”, lançada em 2016 pela Editora Nemo. Sucesso de vendas e crítica na Itália, a publicação foi traduzida para inglês, francês, espanhol, alemão e português e venceu o prêmio Micheluzzi na Napoli Comicon 2017 na categoria “Melhor História em Quadrinhos”. O bate-papo, que terá tradução simultânea, acontece das 18h às 19h30, com entrada gratuita e espaço sujeito à lotação (100 lugares).

A história que deu origem à HQ começa com uma viagem de Zerocalcare, em novembro de 2014, à fronteira entre Turquia e Síria, região que atualmente enfrenta um grande conflito político-social. Enviado por um jornal italiano, o quadrinista visita a região com o objetivo de chegar à cidade de Kobane, onde o povo curdo luta para conter o avanço do Estado Islâmico. O relato da viagem é publicado na revista “Internazionale” por meio de uma reportagem em quadrinhos em janeiro de 2015 e, com o retorno de Zerocalcare à Síria em julho do mesmo ano, uma série de relatos são publicados e posteriormente compilados na HQ “Kobane Calling – Ou como fui parar no meio da guerra na Síria”.

Neste livro, Zerocalcare produz uma reportagem de sinceridade pungente, um testemunho perturbador que transmite a complexidade e as contradições de uma guerra muitas vezes simplificada pela mídia internacional e pelos discursos políticos. Tudo isso com um tom extremamente bem-humorado e ao mesmo tempo tocante – a linguagem e o universo de um autor que sabe como ninguém representar as pessoas, o cotidiano, os medos e as aspirações de sua geração. “No começo, em minha partida para a fronteira turco-síria, não havia a intenção de fazer um livro. Eu viajei com a intenção de ajudar de alguma forma, levando medicamentos etc, para a resistência curda. Ao longo do tempo, transformei minhas impressões em um diário de viagem em quadrinhos, e depois em um livro. Estamos falando de uma experiência que aconteceu há mais de dois anos, mas é muito importante que continuemos a falar sobre o que está acontecendo ali e o que tem feito a resistência curda para derrotar o Estado Islâmico”, comenta o quadrinista.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra, conta com o apoio do Consulado da Itália em Belo Horizonte, Fundação Torino Escola Internacional e Editora Nemo e tem o apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

Contexto histórico

Os curdos são um povo dividido em quatro países: Turquia, Síria, Iraque e Irã, e, em cada um desses países, sua identidade tem sido reprimida. Em 2011, durante a guerra civil síria, os curdos sírios proclamaram a autonomia de uma faixa de terra – Rojava ou Curdistão Sírio, dividida em três cantões: Afrîn, Kobane e Cizreuma –, uma confederação democrática regida por um contrato social baseado na pluralidade étnica e religiosa, na democracia participativa, na emancipação feminina, na redistribuição da riqueza e na ecologia.

Porém, o avanço do Estado Islâmico na Síria chegou até Rojava. Muitos vilarejos foram ocupados e milhares de pessoas fugiram para evitar os massacres e raptos provocados pelo grupo radical. Enquanto isso, em Kobane, as Unidades de Proteção do Povo Curdo – as YPJ, formada por mulheres, e as YPG, mistas – resistem ao cerco do Estado Islâmico, apesar de terem menos armas e suprimentos.

 

Zerocalcare

Michele Rech, conhecido como Zerocalcare, nasceu em Arezzo (Itália), em 1983. Depois de viver algum tempo na França, mudou-se para Rebibbia, um bairro popular de Roma, com o qual estabeleceu uma ligação muito forte – talvez inextricável. Sempre ativo nos movimentos e redes sociais, participa de várias edições do importante festival “Crack! Fumetti Dirompenti” e começa a fazer cartazes, capas de discos e fanzines.

Em 2011, lança sua primeira HQ, “La profezia dell’Armadillo” [A profecia do tatu], e a partir daí inicia uma longa parceria com a editora BAO. Seu blog, zerocalcare.it, torna-se em pouco tempo um site muito visitado, a ponto de, em 2012, ser indicado ao Prêmio Attilio Micheluzzi na categoria Melhor Webcomic da Napoli Comicon, e ao Macchianera Award como Melhor Desenhista – Cartunista.

Ainda em 2012, “La profezia dell’Armadillo” ganha o prêmio Gran Guingi da Lucca Comics & Games como Melhor História Curta. No mesmo ano, publica seu segundo livro, “Um polpo alla gola”. Em 2013 publica “Ogni maledetto lunedì su due”, uma coletânea das histórias do blog. Também nesse ano, faz “Dodici”, história do gênero zumbi-apocalíptico e uma declaração de amor por seu bairro, Rebibbia.

Em 2015, publica na revista “Internazionale” uma reportagem em quadrinhos sobre sua visita à fronteira turco-síria em apoio ao movimento de resistência curdo contra o Estado Islâmico, que deu origem à HQ “Kobane Calling”. O premiado livro vendeu mais de 400 mil exemplares na Itália e já foi traduzido para cinco idiomas.

 

SERVIÇO

Bate-papo com Zerocalcare: História de uma resistência. Impressões sobre a Guerra na Síria

Dia: 1º junho de 2018

Horário: 18h às 19h30

Palestra em italiano com tradução simultânea

Entrada gratuita, com espaço sujeito à lotação (100 lugares)

A HQ “Kobane Calling – Ou como fui parar no meio da guerra na Síria” estará à venda na Casa Fiat de Cultura por R$ 49,80.

8º SEMINÁRIO DA IMIGRAÇÃO ITALIANA MG

A oitava edição do Seminário da Imigração Italiana em Minas Gerais acontece em Belo Horizonte no período de 28 de maio a 02 de junho, coincidindo com a mais importante comemoração nacional italiana: a “Festa della Repubblica” (02 de junho).

Além de divulgar novas pesquisas e trabalhos inéditos referentes à presença italiana em Minas Gerais, esta edição tem o objetivo de lançar as premissas para a criação de um arquivo virtual da Imigração Italiana em Minas Gerais e de uma rede que possa integrar os diversos arquivos existentes, facilitando consultas e pesquisas e contribuindo para a preservação desta importante parcela do patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais, do Brasil e da Itália.

Em vista desse objetivo, uma parte da programação é dedicada a palestras de especialistas italianos e brasileiros que falarão da importância da preservação dos registros histórico-culturais e apresentarão as experiências de importantes arquivos, italianos e brasileiros.

Tem ainda o Seminário o não menos importante objetivo de promover uma iniciação e treinamento para a utilização da genealogia e da metodologia da história oral para as pessoas interessadas em realizar consultas e pesquisas.  Para tanto, será ministrado um minicurso de introdução à história oral e outro de iniciação à pesquisa genealógica.

O Seminário é voltado para o público em geral e toda a programação é gratuita.   As palestras contarão com  tradução simultânea do italiano para o português.  O evento será gravado e transmitido ao vivo na internet.

O projeto conta com os benefícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura e é realizado pela Ponte entre Culturas em parceria com a  Associação de Cultura Ítalo-Brasileira de Minas Gerais – ACIBRA MG, Conselho Geral dos Italianos no Exterior – CGIE e Consulado da Itália em Belo Horizonte.

 

APOIO: Hub Minas Digital, Casa Fiat de Cultura, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG),  Circuito Liberdade e Governo do Estado de Minas Gerais, Portal Itália em Minas Gerais e Revista Comunità Italiana.

PATROCÌNIO das empresas: Fermag Ferritas Magnéticas, OMR Componentes Automotivos, Luiz Tonin Atacadista e Supermercados S/A, Picchioni Cambio e Rima Industrial.

 

 

Inscrições gratuitas pelo email: seminarioimigracaoitalianamg@gmail.com

 

Mais informações sobre o Seminário e a programação:

www.facebook.com/SeminarioImigracaoItalianaMG

https://twitter.com/ImigracaoMG

www.instagram.com/imigracaomg

ATELIÊ ABERTO NARRATIVAS VISUAIS E HQ

 

Durante o mês de junho a Casa Fiat de Cultura oferece ao público durante os finais de semana o Ateliê Aberto Narrativas Visuais e HQ. A partir da discussão do conceito de narrativa visual, o público será estimulado a produzir suas próprias histórias experimentando diferentes técnicas como desenho, pintura e colagem, usando materiais diversos. #VEMpraCASA e construa seus personagens, cenários e situações.
O Ateliê Aberto é gratuito e funciona em dois horários: das 10h às 11h30 para famílias e crianças até 12 anos e das 14h às 17h30 para jovens e adultos maiores de 12 anos. São 15 vagas por horário e não precisa de inscrição prévia.

 

SERVIÇO

Dias: 2 a 30/junho

Horários: 10h às 11h30min – famílias e crianças até 12 anos.

14h ás 17h30min – jovens e adultos maiores de 12 anos.

Vagas: 15 por horário (não precisa de inscrição prévia)

 

*Crianças com idade até 5 anos deverão ser auxiliadas pelos responsáveis durante as atividades.

*Crianças com idade até 10 anos deverão ser acompanha pelos responsáveis.

*Todos os participantes deverão vestir roupas confortáveis e apropriadas ao manuseio de tintas, colas e outros materiais.

 

Informações:  (31) 3289-8910

ENCONTROS COM O PATRIMÔNIO LITERATURA DE CORDEL – IMAGEM E PALAVRA

 

O Programa Encontros com o Patrimônio traz um bate-papo sobre aspectos históricos, poéticos e patrimoniais da literatura de  cordel  como linguagem narrativa visual.  O público terá um panorama das trovas medievais até a produção regional contemporânea.

 

SERVIÇO

Dia: 10/junho

Horário: 16h às 17h30

Inscrições gratuitas de 5 a 8/junho pelo Sympla (colocar na busca Casa Fiat de Cultura).

 

 

Informações:  (31) 3289-8900

PASSEIO CULTURAL COM A ARTISTA MARIÂNGELA HADDAD

 

Quais histórias os tapumes de uma obra podem esconder? Em um passeio cultural a artista Mariângela Haddad irá percorrer as ruas do entorno da Casa Fiat de Cultura para, junto com o público, reviver o seu processo de criação da exposição fotográfica “Por trás do Tapume” que está na Piccola Galleria até 24 de junho.

 

SERVIÇO

Dia: 16/junho

Horário: 10h às 12h

Inscrições gratuitas de 13 a 16/junho pelo Sympla (colocar na busca Casa Fiat de Cultura).

 

 

Informações:  (31) 3289-8900

MINICURSO HISTÓRIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

O Minicurso irá apresentar um panorama das histórias em quadrinhos, abordando desde The Yellow Kid (1895), de Outcault, até a contemporaneidade. Serão abordados conceitos, títulos e artistas chave, além da configuração do mercado editorial no Brasil e da inserção de mulheres no cenário mundial.

 

SERVIÇO

Dia: 19, 20 e 21/junho

Horário: 19h às 21h

Inscrições gratuitas de 10 a 15/junho pelo Sympla (colocar na busca Casa Fiat de Cultura).

 

Informações:  (31) 3289-8900

OBSERVATÓRIO CIRCUITO LIBERDADE – O ARTISTA, A CIDADE E O ESPAÇO CULTURAL

O MC Kdu dos Anjos e a artista visual Priscila Amoni serão os convidados da noite, na Casa Fiat de Cultura, às 19 horas

 

O Observatório do Circuito Liberdade realiza sua 8ª edição na próxima quinta-feira, 21 de junho, às 19 horas, na Casa Fiat de Cultura. O tema, escolhido pelo público, é “O artista, a cidade e o espaço cultural”. A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço.

Para abordar o assunto, foram convidados o MC, poeta e professor Kdu dos Anjos e a artista visual, co-criadora do CURA – Circuito Urbano de Artes, Priscila Amoni.  O gestor do Memorial Minas Gerais Vale, do Circuito Liberdade, Wagner Tameirão, vai mediar o debate.

Os convidados apresentarão ao público suas experiências como artistas e como cidadãos de Belo Horizonte, trazendo a tona o debate sobre o relacionamento dos artistas com o espaço público urbano e com as instituições culturais.

Kdu dos Anjos é coordenador do Centro Cultural “Lá da Favelinha”, no Aglomerado da Serra, uma organização independente que promove oficinas educativas gratuitas e eventos culturais para jovens e crianças.  Artista multifacetado, ele também tem um trabalho musical reconhecido. Com quatro CDs, Kdu é MC, compositor, poeta, professor de rap, produtor cultural e integrante de um teatro de bonecos.

Com a realização de trabalhos em murais do Brasil e da Europa, Priscila Amoni  também vai trazer para este debate sua participação recente no CURA – Circuito Urbano de Artes, que modificou a paisagem de diversas regiões do centro de Belo Horizonte e teve uma repercussão popular significativa.  Essencialmente muralista, o trabalho de Priscila é a expressão de sua relação com o poder feminino e das plantas, privilegiando a perspectiva do conhecimento popular e da cultura oral.

Wagner Luiz Gomes Tameirão trabalha com gestão cultural há 25 anos, sendo especialista em Gestão de Espaços Culturais e Sustentabilidade. Também atua na área de produção cultural e curadoria de artes cênicas com o foco em dança contemporânea. Tameirão é o gestor do Memorial Minas Gerais Vale, espaço integrante do Circuito Liberdade.

 

 

Observatório é espaço de diálogo

O Observatório do Circuito Liberdade é um fórum permanente de escuta da sociedade que acontece desde 2015. Tendo sempre a cidade como foco, os encontros são abertos para a população e buscam o diálogo com movimentos sociais, coletivos de cultura, universidades, dentre outros grupos. É um espaço para que governo e sociedade possam pensar e debater juntos soluções para as políticas de Cultura de Minas Gerais.

 

Em 2018 o Observatório ganhou um formato inédito. Agora o público é quem sugere os temas a serem debatidos nos encontros. O Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade, no prédio Rainha da Sucata, disponibiliza uma urna para receber as sugestões, que também podem ser enviadas por e-mail, para o endereço eletrônico assessoriacircuito@iepha.mg.gov.br.

 

SERVIÇO

8º Observatório do Circuito Liberdade – “O artista, a cidade e o espaço cultural”

Dia: 21/junho

Horário: 19h às 21h

Entrada gratuita, com espaço sujeito à lotação (200 lugares).

 

Informações:  (31) 3289-8900

MÚSICA NA CAPELA CORAL SESIMINAS

O Coral Sesiminas, com regência do maestro Marco Antônio Drumond, apresenta um repertório com diferentes estilos. o público poderá apreciar composições que vão do erudito, abrangendo músicas do século XVI ao XX, até o pupolar, com folclore internacional e nacional e, ainda, MPB.

 

SERVIÇO

Dia: 24/junho

Horário: 11h às 12h

 

Informações:  (31) 3289-8900

HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO  DURANTE O FERIADO DE CORPUS CHISTI

 

31/maio (quinta-feira) – das 10h às 18h

1º/junho (sexta-feira) – das 10h às 21h

2 e 3/junho (sábado e domingo) – das 10h às 18h

 

 

HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO  DURANTE A COPA DO MUNDO

 

A Casa Fiat de Cultura não abrirá nos dias de jogos do Brasil durante a Copa do Mundo de 2018.

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