Como Chegar

Presépio Colaborativo Casa Fiat de Cultura 2018

4ª EDIÇÃO DO PRESÉPIO COLABORATIVO DA CASA FIAT DE CULTURA                                                  COM CURADORIA DE LEO PILÓ

Presépio do Pipiripau, criado por Raimundo Machado Azeredo, foi inspiração para a construção de uma minicidade com 1.200 casinhas confeccionadas com a participação de 500 pessoas

 

Um trem atravessa uma cidadezinha arborizada onde coexistem casas e ocas, passando por bairros de construções históricas e contemporâneas. No alto da montanha, um letreiro no qual lê-se “Merry Christmas” (“Feliz Natal”, em português) anuncia as comemorações de dezembro. Das janelas do trem é possível ver diversos presépios espalhados pelas ruas, dos mais tradicionais aos mais curiosos, onde misturam-se ovelhas e lhamas. Lá atrás, um vulcão adormecido consente com os preparativos para um alegre Natal.

Essa minicidade imaginária é o novo Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura, construído com a participação do público e curadoria do artista plástico Leo Piló. A 4ª edição do projeto é uma homenagem ao Presépio do Pipiripau, criado pelo artesão mineiro Raimundo Machado Azeredo e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e inspira a mineiridade de cada visitante que se dedicou à construção. A entrada e toda a programação paralela são gratuitas e o presépio fica aberto à visitação até 6 de janeiro.

Inspirados no Presépio do Pipiripau, que se tornou uma minicidade ao longo dos 82 anos em que foi construído, as 500 pessoas que participaram do Ateliê Aberto do Presépio Colaborativo mostraram o que é a mineiridade nos dias de hoje. Para o curador Leo Piló, o engajamento do público na confecção das peças foi essencial: “nesta edição, o envolvimento das pessoas transformou ainda mais o presépio. Os participantes reinventaram a ideia de cidade, deram identidade a cada bairro e cada personagem. Começamos a construir uma cidade de interior em torno de uma ferrovia, como acontecia antigamente, e com o tempo trouxemos mais tecnologia a alguns bairros de acordo com as sugestões dos visitantes que quiseram colocar aviões, por exemplo. Agora temos uma cidade mista, com o toque de cada pessoa que passou pelas oficinas”, comenta.

Como nas edições anteriores, o Presépio Colaborativo foi construído inteiramente com materiais reciclados: papelão, isopor e paletes doados pela Ilha Ecológica da Fiat e caixas de remédio vazias doadas pelo público que participou das oficinas. “O papelão foi o principal material que utilizamos neste ano. No Brasil, 66% do papel fabricado já é reutilizado, mas queremos que este número cresça e esperamos incentivar as pessoas por meio da arte”, aponta Leo Piló. Foram confeccionadas 1.200 casinhas nos 16 bairros do presépio. Entre igrejas, fábricas e quintais com balanços e roupas no varal, as janelas iluminadas e o trem em movimento dão vida à cidade. O ar interiorano do curral e da região inspirada na arquitetura de Ouro Preto é contrastado, mais à frente, com um aeroporto e ruas onde passam carros. Da área indígena à industrial, um verdadeiro encontro das tradições e das inovações em uma só cidade, trazendo a mensagem da sustentabilidade. A italianidade presente em Minas Gerais também está refletida na instalação: o bairro Nápoles é inspirado na cidade homônima da Itália, famosa pelo costume de construir presépios, e conta até com o vulcão Vesúvio.

A minicidade ganhou 27 presépios espalhados por seus caminhos, que variam de tamanho, formato e referência cultural para refletir a natural diversidade de uma cidade mineira. A Sagrada Família é representada por miniaturas que apresentam desde o padrão estético europeu até o indígena brasileiro acompanhado por animais pouco convencionais nas representações do nascimento de Cristo, como o tatu, por exemplo. Além das miniaturas trazidas das casas dos “presepeiros” – como foram denominados os participantes que se ocuparam de criar os presépios à sua maneira e inseri-los na cidadezinha –, outras foram confeccionadas nas oficinas, como os presépios feitos de pregos, rolhas de cortiça e vidros de esmalte.

“A Casa Fiat de Cultura tem como alguns de seus princípios a inovação, a colaboração e a sustentabilidade. Eles ganham materialidade no final do ano com o Presépio. Um projeto que nasce da criatividade de Leo Piló e ganha vida com a participação do público que, durante um mês, encarou o desafio de construir uma minicidade. Com características únicas a cada esquina, o Presépio Colaborativo de 2018 é um incentivo à produção artística, à reflexão sobre nosso papel na construção harmônica das cidades e um convite à imaginação dos visitantes”, afirma o presidente da Casa Fiat de Cultura, João Ciaco.

A 4ª edição do Presépio Colaborativo é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra. A atividade conta com a parceria da Ilha Ecológica da Fiat, Casa Cor e Autorama Rua Sapucaí e apoio do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

 

Coral Copasa

O Coral Copasa é fruto do investimento da Copasa na expressão artística de seus empregados como forma de suavizar o espaço empresarial e melhorar a qualidade das relações interpessoais e interinstitucionais. Com o passar do tempo, o Coral desenvolveu técnica apurada e personalidade interpretativa que o credenciou a realizar diversas apresentações a nível nacional e internacional. Atualmente sob gestão da Divisão de Mobilização e Responsabilidade Social, fez sua estreia em novembro de 1981, na festa para homenagear os empregados que à época estavam completando 15 anos de serviços prestados ao saneamento. Composto na sua fase inicial somente por empregados da Copasa, hoje conta também com a participação de familiares de empregados e de membros da comunidade.

 

Maestrina Eliane Fajioli

Pianista, maestrina e cantora, natural de Belo Horizonte, Eliane Fajioli graduou-se em piano pela Fundação Mineira de Arte. Especializou-se em regência coral com Carlos Alberto Pinto Fonseca, Sergio Magnani e Osvaldo Colarusso. Foi professora das classes de regência coral, música de câmara, piano, canto coral, percepção musical e pianista acompanhadora das classes de canto na Escola de Música da Universidade Federal FMG, UEMG e no Festival de Inverno de Londrina (PR), professora em cursos de férias de Música Erudita e Popular em Domingos Martins (ES). Participou como pianista acompanhadora e preparadora, bem como solista em diversos concursos, concertos e óperas em todo o país. Atualmente é regente titular dos Corais da Copasa e do Minas Tênis Clube.

 

Programa Coral Copasa

Locus Iste (This is God’s House) | Anton Bruckner

Ave Maria | Gounod e Bach

Pai Nosso | Albert Hay Malotte

Oh Pietosa | Mascagni

Panis Angelicus | Cesar Franck

Al Shlosha D’Varim | Allan E. Naplan

Fratello Sole, Sorella Luna | W. Dobbins

Cidadezinha de Belém | Philipe Brock e Lewis Redner

Adeste Fideles | John Francis Wade

Anjos Santos a Cantar | Autoria desconhecida – tradicional canção francesa

Linda Noite| Autoria desconhecida – música popular portuguesa

Noite Azul | Klecius e Cavalcante

À meia-noite | Adolph Adam

Boas Festas | Assis Valente

Creio em Ti | Erwin Drake

Noite Feliz | Franz Gruber e Joseph Möhr

 

SERVIÇO

Inauguração do Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura | Bate-papo com o curador Leo Piló e cantata do Coral Copasa

27 de novembro, às 19h

Entrada gratuita

 

O artista Leo Piló

Mineiro de Belo Horizonte, Leo Piló é um artista inquieto, criativo, simples e dinâmico. Apresenta trabalhos inusitados, feitos de materiais não convencionais, treinando os olhares para novas possibilidades de construção – que revise atitudes e métodos de redução, reciclagem e reutilização – e meios de sustentabilidade. Sempre compartilhando as técnicas desenvolvidas por meio do aprendizado, o artista procura criar um elo entre arte e natureza, promovendo metodologia de reutilização de resíduos urbanos e gerando novas possibilidades inseridas na realidade atual, em termos de cultura, arte, educação, recursos econômicos e outros benefícios.

O lixo se tornou uma especialidade com o trabalho desenvolvido através da reciclagem e dos catadores com o artista Leo Piló que sempre tem como foco a busca de nova consciência ecológica e a pragmaticidade do seu trabalho na sociedade.  Durante quase 15 anos, o artista trabalhou na associação ASMARE e ministrou várias oficinas de cenografia, costura, novas possibilidades, papelaria e marcenaria. Um dos grandes destaques de sua carreira foi a exposição Lixoarte, que tinha como objetivo criar, com materiais recicláveis, móveis e objetos para mobiliar uma casa. Em 2014, Leo Piló criou instalações para a exposição “Recosturando Portinari na Casa Fiat de Cultura”, por Ronaldo Fraga, e, desde 2015, é o curador do Presépio da Casa Fiat de Cultura.

A inspiração do Presépio Colaborativo

Belo Horizonte é o único lugar que tem um presépio contínuo, dinâmico e presente na vida da cidade. O Presépio do Pipiripau foi construído ao longo de 82 anos, de 1906 a 1988, e narra o nascimento, a vida, a morte e a ressurreição de Cristo. A obra tem cerca de três mil objetos e 45 cenas que mobilizam 586 figuras em uma área de 20 m². Todo o mecanismo, feito de materiais reciclados, é criação do artesão Raimundo Machado Azeredo. “O que faz desta instalação ser tão importante para a cidade é que ela ultrapassa o viés religioso. Além de ser uma grande obra de arte, ela tem a mineiridade como base de sua construção, com cenas cotidianas de uma BH que surgiu planejada, mas que, por muito tempo, manteve características interioranas”, explica a coordenadora do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, Clarita Gonzaga.

A homenagem ao Presépio do Pipiripau não se encerra na ideia de criar uma mini-cidade mineira. A exposição também conta com uma linha do tempo da vida de Seu Raimundo, que começou a construir o presépio aos 12 anos de idade, mostrando como a obra fez parte de toda a sua história, e inclui um áudio original do artesão explicando a origem no nome “Pipiripau”. Também serão exibidas cenas do filme “Pipiripau: O Mundo de Raimundo”, dirigido por Aluizio Salles Júnior, que mostram como Seu Raimundo criou uma obra sem equivalentes e de eterno significado para as comemorações natalinas de Belo Horizonte. Uma história que se entrelaça com a própria história da jovem capital de Minas Gerais.

Aqueles que desejarem conhecer o Presépio do Pipiripau podem visitar a instalação às quartas, quintas e sextas-feiras, às 11 e às 16 horas, e aos sábados e domingos, às 11h, 12h, 15h e 17h, no Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), localizado na Avenida Gustavo da Silveira, nº 1035, no bairro Horto.

Exposição interativa

Além de conhecer o Presépio Colaborativo, o público poderá deixar mensagens de Natal em cartões que serão pendurados em uma árvore no espaço expositivo. Alguns objetos interativos criados por Leo Piló também estarão disponíveis para manuseio. São engenhocas que remetem àquelas feitas por Raimundo Machado para dar movimento ao Presépio do Pipiripau. Feitas de madeira, cordas e outros materiais tradicionais, lembram brinquedos antigos que prometem alegrar a visitação.

 

Programação paralela

Ateliê Aberto: Cartões de Natal

Em dezembro o público poderá usar a criatividade e confeccionar seus próprios cartões de Natal no Ateliê Aberto da Casa Fiat de Cultura. Será utilizada a técnica de pop-up, com a qual é possível criar mensagens e imagens em 3D. O ateliê funcionará nos dias 1º, 2, 8, 9, 15, 16, 19, 20, 21 de dezembro em três horários, às 10h30, às 14h e às 16h, com 15 vagas em cada um. A participação é gratuita e não é necessidade fazer inscrição prévia.

 

Bate-papo com Aluizio Salles Jr. e Antônio Gilberto Costa

No dia 13 de dezembro, o cineasta Aluizio Salles Júnior e o diretor do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, Antônio Gilberto Costa, estarão na Casa Fiat de Cultura para falar sobre a relação entre o Presépio do Pipiripau e a construção de Belo Horizonte. Antônio Gilberto e Aluizio, que foi diretor do filme “Pipiripau: O Mundo de Raimundo”, também contarão as curiosidades e detalhes da construção do presépio. O bate-papo será realizado das 19h30 às 21h, com entrada gratuita e espaço sujeito à lotação (200 lugares).

 

Encontros com o Patrimônio

No dia 16 de dezembro, o Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura vai levar o público para um passeio cultural que começa no Presépio Colaborativo e termina no Presépio do Pipiripau, atualmente exposto no Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Os participantes serão acompanhados pela historiadora e educadora Carolina Ministério, que apresentará a relação entre os dois presépios, a biografia de Seu Raimundo e a importância de sua obra para a história da cidade. O passeio será realizado das 10h às 13h. Os interessados devem se inscrever pelo Sympla a partir do dia 10 de dezembro. São 30 vagas, com participação livre e gratuita e transporte incluso (ida e volta à Casa Fiat de Cultura).

 

SERVIÇO

Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura 

27 de novembro a 6 de janeiro

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Programação paralela

Bate-papo com Aluizio Salles Jr.

13 de dezembro, das 19h30 às 21h

Gratuito

 

Encontros com o Patrimônio: visita ao Presépio do Pipiripau

16 de dezembro, das 10h às 13h

Gratuito | Inscrições pelo Sympla (a partir de 10/12)

 

Ateliê Aberto: Cartões de Natal

8, 9, 15, 16, 19, 20, 21 de dezembro, às 10h30, 14h e 16h

Gratuito

 

Balklänning Robe De Mariée Robe De Mariée Balklänning