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Bate-papo sobre o Presépio do Pipiripau

BATE-PAPO SOBRE O PRESÉPIO DO PIPIRIPAU NA CASA FIAT DE CULTURA

Diretor do filme “Pipiripau: O Mundo de Raimundo”, Aluízio Salles Jr., e diretor do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, Antônio Gilberto Costa, contam curiosidades sobre o presépio criado por Raimundo Machado

 

Na semana em que Belo Horizonte celebra mais um ano de vida, a Casa Fiat de Cultura realiza, no dia 13 de dezembro, o bate-papo “Pipiripau: O Mundo de Raimundo” e destaca a relação entre o Presépio do Pipiripau e a construção de BH. A capital mineira é o único lugar que tem um presépio contínuo, dinâmico e presente na vida da cidade: o Presépio do Pipiripau, construído pelo artesão mineiro Raimundo Machado Azeredo e, atualmente, sob salvaguarda do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG. Para abordar o tema, foram convidados o cineasta Aluizio Salles Jr., diretor do documentário Pipiripau: O Mundo de Raimundo e Antônio Gilberto Costa, diretor do Museu de História Natural da UFMG. Neste ano, o tradicional Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura, sempre feito com material reciclável, homenageia Raimundo Machado e seu presépio e a “mineiridade”. O bate-papo será realizado das 19h30 às 21h, com entrada gratuita e espaço sujeito à lotação (100 lugares).

Com a dedicação de uma vida inteira, Raimundo criou uma obra ímpar e de eterno significado cultural para Belo Horizonte. O Presépio do Pipiripau foi construído ao longo de 82 anos, de 1906 a 1988, e narra o nascimento, a vida, a morte e a ressurreição de Cristo. A obra, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tem cerca de três mil objetos e 45 cenas que mobilizam 586 figuras em uma área de 20 m² e todo o mecanismo, feito de materiais reciclados, é criação de Raimundo Machado. “Neste mês, Belo Horizonte completa 121 anos e, por isso, contar a história do presépio é também contar a história desta cidade, através dos olhos de um homem que trabalhou como operário nas empresas encarregadas da edificação da nova capital de Minas Gerais”, diz a coordenadora do programa educativo da Casa Fiat de Cultura, Clarita Gonzaga. No bate-papo, os palestrantes discorrerão sobre como o Presépio do Pipiripau tem a mineiridade na base de sua construção, com cenas cotidianas de uma BH que surgiu planejada, mas que, por muito tempo, manteve características interioranas.

O bate-papo também abordará a importância da restauração do presépio, realizada entre 2012 e 2017 pelo Museu de História Natural e Jardim Botânico em parceria com o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da UFMG. O processo incluiu instalações elétricas, projeto hidrossanitário e de prevenção contra incêndio, segurança eletrônica, sonorização e sinalização de emergência. As curiosidades descobertas no período de restauração e durante as gravações do filme “Pipiripau: O Mundo de Raimundo” serão destaque na conversa com os convidados.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra. O evento conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura

O Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura, que chegou à sua 4ª edição em 2018, é uma minicidade imaginária construída com a participação de 500 pessoas durante 40 dias e tem a curadoria do artista plástico Leo Piló.  São 1200 casinhas e 27 presépios espalhados por 16 bairros e caminhos ondem passam trens e carros, e outros onde aviões aguardam a decolagem. Feito inteiramente com materiais reciclados, provenientes da Ilha Ecológica da Fiat e parceiros, neste ano, o projeto homenageia o Presépio do Pipiripau e inspira a mineiridade de cada visitante que se dedicou à construção. O Presépio pode ser visitado até 6 de janeiro, com entrada gratuita.

Aluizio Salles Jr.

Trabalha na área de produção audiovisual desde a década de 80. Dirige filmes de ficção, documentários, comerciais para televisão e programas e séries para TV. Recebeu as mais destacadas premiações da propaganda brasileira e também realizou uma série de trabalhos culturais premiados, como Famigerado (curta baseado em obra de Guimarães Rosa), Noemisa Batista, Artista do Barro (telefilme), Dias de Água (vídeo), Solidão (média metragem), Pipiripau: O Mundo de Raimundo (longa documentário), entre outros. Tem dois projetos de série para TV em desenvolvimento, uma sobre o disco Clube da Esquina, de Milton Nascimento e Lô Borges, e uma sobre João da Cruz, um tropeiro da Serra do Espinhaço que ficou rico e famoso com suas tropas nos meados do século XIX.

Antônio Gilberto Costa

Graduado em Geologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1979) e doutor em Petrologia e Petrografia pela Technische Universitaet Clausthal Zellerfeld / Alemanha (1987). Atualmente é professor da UFMG, onde coordena o Centro de Referência em Cartografia Histórica, o Laboratório de Caracterização Tecnológica de Rochas com aplicação Industrial -LABTECRochas e dirige o Museu de História Natural e Jardim Botânico.

SERVIÇO

Bate-papo “Pipiripau: O Mundo de Raimundo”, com Aluizio Salles Jr. e Antônio Gilberto Costa na Casa Fiat de Cultura

Quinta-feira, 13 de dezembro, das 19h30 às 21h

Entrada gratuita

Espaço sujeito à lotação (100 lugares)

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