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Janeiro na Casa Fiat de Cultura

ILDEU LAZARINNI EXPÕE “ELLORA” NA PICCOLA GALLERIA DA CASA FIAT DE CULTURA

Instalação de 50kg e 8m de comprimento une arte e ciência em uma metáfora sobre o corpo humano

 

A ciência dá lugar ao imaginário na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura.  A partir de 4 de dezembro, o artista visual mineiro Ildeu Lazarinni apresenta no espaço a exposição Ellora – uma instalação de 50kg e 8m de comprimento feita com poliuretano, tinta acrílica e alfinetes. A técnica utilizada está presente em toda a trajetória artística de Lazarinni, que em uma experiência de laboratório durante seu doutorado em Engenharia de Biomateriais, descobriu no microscópio aquilo que desejava criar em grande escala para ocupar as galerias de arte: a matriz extracelular presente no corpo humano. A mostra tem curadoria de Élcio Miazaki e fica aberta à visitação até 27 de janeiro com entrada gratuita.

Ildeu Lazarinni define suas criações como “núcleos flutuantes”. Estes são inspirados no que a ciência chama de matriz extracelular, um conjunto de moléculas que se organizam para, dentre outras funções, acolher as células dos corpos; uma espécie de “casa das células”. Foi ao visualizar essa matriz extracelular artificial em um microscópio do laboratório da Universidade de Strasbourg (França), que o cientista se descobriu artista: “Naquele momento percebi que o doutorado não era mais meu foco. Achei aquela imagem incrível e só pensava na plasticidade e nas potencialidades dela”, relembra.

Como na biologia, os 39 “núcleos flutuantes” que integram a instalação Ellora cresceram e ganharam forma nas mãos do artista de maneira espontânea, reunindo-se harmonicamente em diferentes tons de verde, azul, roxo, rosa e lilás. Criados com poliuretano da mamona, material sustentável e atóxico, os núcleos também possuem uma membrana protetora formada por alfinetes. A obra é uma metáfora para a estrutura completa do corpo humano e para nossa essência emocional.

Ellora também é um mundo imaginário e sensitivo, como explica o curador Élcio Miazaki: “o protagonismo não está na obra em si, mas em como ela se relaciona com o entorno, expandindo sentidos. Ildeu nos mostra que a arte não existe para se explicar, mas para ser sentida, experimentada, vivenciada por todos, em um autêntico diálogo com o outro”. Há, por exemplo, um caráter dual no uso dos alfinetes, que ao mesmo tempo em que protegem, perfuram. O que isso significa? Essa e outras questões podem ser levantadas pelo público que é livre para encontrar suas respostas. “Acredito no caráter lúdico da arte. Gosto de imaginar a experiência que cada pessoa terá e como a instalação será diferente para cada uma delas. Isso é o que move minha criação”, revela Lazarinni.

A mostra encerra o ciclo de exposições do 2º Programa de Seleção da Piccola Galleria, que apresentou o trabalho de seis artistas na Casa Fiat de Cultura ao longo de 2018. “Queremos ser um canal de difusão da arte e dos artistas do Brasil e de Minas. Vamos lançar um olhar cada vez mais atento sobre o que se produz aqui, incentivando e difundindo a produção artística e cultural local e suas tendências”, afirma o presidente da Casa Fiat de Cultura, João Ciaco.

A exposição Ellora é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra. A exposição conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

4ª EDIÇÃO DO PRESÉPIO COLABORATIVO COM CURADORIA DE LEO PILÓ

Presépio do Pipiripau, criado por Raimundo Machado Azeredo, foi inspiração para a construção de uma mini-cidade com 1.200 casinhas confeccionadas com a participação de 500 pessoas

 

Um trem atravessa uma cidadezinha arborizada onde coexistem casas e ocas, passando por bairros de construções históricas e contemporâneas. No alto da montanha, um letreiro no qual lê-se “Merry Christmas” (“Feliz Natal”, em português) anuncia as comemorações de dezembro. Das janelas do trem é possível ver diversos presépios espalhados pelas ruas, dos mais tradicionais aos mais curiosos, onde misturam-se ovelhas e lhamas. Lá atrás, um vulcão adormecido consente com os preparativos para um alegre Natal.

Essa mini-cidade imaginária é o novo Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura, construído com a participação do público e curadoria do artista plástico Leo Piló, que será inaugurado nesta terça-feira, 27 de novembro, às 19h. A 4ª edição do projeto é uma homenagem ao Presépio do Pipiripau, criado pelo artesão mineiro Raimundo Machado Azeredo e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e inspira a mineiridade de cada visitante que se dedicou à construção. A inauguração começa com um bate-papo com Leo Piló e, em seguida, o Coral Copasa apresentará uma cantata com regência de Eliane Fajioli. Toda a programação é gratuita e o presépio ficará aberto à visitação até 6 de janeiro.

Inspirados no Presépio do Pipiripau, que se tornou uma mini-cidade ao longo dos 82 anos em que foi construído, as 500 pessoas que participaram do Ateliê Aberto do Presépio Colaborativo mostraram o que é a mineiridade nos dias de hoje. Para o curador Leo Piló, o engajamento do público na confecção das peças foi essencial: “nesta edição, o envolvimento das pessoas transformou ainda mais o presépio. Os participantes reinventaram a ideia de cidade, deram identidade a cada bairro e cada personagem. Começamos a construir uma cidade de interior em torno de uma ferrovia, como acontecia antigamente, e com o tempo trouxemos mais tecnologia a alguns bairros de acordo com as sugestões dos visitantes que quiseram colocar aviões, por exemplo. Agora temos uma cidade mista, com o toque de cada pessoa que passou pelas oficinas”, comenta.

Como nas edições anteriores, o Presépio Colaborativo foi construído inteiramente com materiais reciclados: papelão, isopor e paletes doados pela Ilha Ecológica da Fiat e caixas de remédio vazias doadas pelo público que participou das oficinas. “O papelão foi o principal material que utilizamos neste ano. No Brasil, 66% do papel fabricado já é reutilizado, mas queremos que este número cresça e esperamos incentivar as pessoas por meio da arte”, aponta Leo Piló. Foram confeccionadas 1.200 casinhas nos 16 bairros do presépio. Entre igrejas, fábricas e quintais com balanços e roupas no varal, as janelas iluminadas e o trem em movimento dão vida à cidade. O ar interiorano do curral e da região inspirada na arquitetura de Ouro Preto é contrastado, mais à frente, com um aeroporto e ruas onde passam carros. Da área indígena à industrial, um verdadeiro encontro das tradições e das inovações em uma só cidade, trazendo a mensagem da sustentabilidade. A italianidade presente em Minas Gerais também está refletida na instalação: o bairro Nápoles é inspirado na cidade homônima da Itália, famosa pelo costume de construir presépios, e conta até com o vulcão Vesúvio.

A mini-cidade ganhou 27 presépios espalhados por seus caminhos, que variam de tamanho, formato e referência cultural para refletir a natural diversidade de uma cidade mineira. A Sagrada Família é representada por miniaturas que apresentam desde o padrão estético europeu até o indígena brasileiro acompanhado por animais pouco convencionais nas representações do nascimento de Cristo, como o tatu, por exemplo. Além das miniaturas trazidas das casas dos “presepeiros” – como foram denominados os participantes que se ocuparam de criar os presépios à sua maneira e inseri-los na cidadezinha –, outras foram confeccionadas nas oficinas, como os presépios feitos de pregos, rolhas de cortiça e vidros de esmalte.

“A Casa Fiat de Cultura tem como alguns de seus princípios a inovação, a colaboração e a sustentabilidade. Eles ganham materialidade no final do ano com o Presépio. Um projeto que nasce da criatividade de Leo Piló e ganha vida com a participação do público que, durante um mês, encarou o desafio de construir uma mini-cidade. Com características únicas a cada esquina, o Presépio Colaborativo de 2018 é um incentivo à produção artística, à reflexão sobre nosso papel na construção harmônica das cidades e um convite à imaginação dos visitantes”, afirma o presidente da Casa Fiat de Cultura, João Ciaco.

A 4ª edição do Presépio Colaborativo é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, Fiat Chrysler Participações e Banco Safra. A atividade conta com a parceria da Ilha Ecológica da Fiat, Casa Cor e Autorama Rua Sapucaí e apoio do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

 

A inspiração do Presépio Colaborativo

Belo Horizonte é o único lugar que tem um presépio contínuo, dinâmico e presente na vida da cidade. O Presépio do Pipiripau foi construído ao longo de 82 anos, de 1906 a 1988, e narra o nascimento, a vida, a morte e a ressurreição de Cristo. A obra tem cerca de três mil objetos e 45 cenas que mobilizam 586 figuras em uma área de 20 m². Todo o mecanismo, feito de materiais reciclados, é criação do artesão Raimundo Machado Azeredo. “O que faz desta instalação ser tão importante para a cidade é que ela ultrapassa o viés religioso. Além de ser uma grande obra de arte, ela tem a mineiridade como base de sua construção, com cenas cotidianas de uma BH que surgiu planejada, mas que, por muito tempo, manteve características interioranas”, explica a coordenadora do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, Clarita Gonzaga.

A homenagem ao Presépio do Pipiripau não se encerra na ideia de criar uma mini-cidade mineira. A exposição também conta com uma linha do tempo da vida de Seu Raimundo, que começou a construir o presépio aos 12 anos de idade, mostrando como a obra fez parte de toda a sua história, e inclui um áudio original do artesão explicando a origem no nome “Pipiripau”. Também serão exibidas cenas do filme “Pipiripau: O Mundo de Raimundo”, dirigido por Aluizio Salles Júnior, que mostram como Seu Raimundo criou uma obra sem equivalentes e de eterno significado para as comemorações natalinas de Belo Horizonte. Uma história que se entrelaça com a própria história da jovem capital de Minas Gerais.

Aqueles que desejarem conhecer o Presépio do Pipiripau podem visitar a instalação às quartas, quintas e sextas-feiras, às 11 e às 16 horas, e aos sábados e domingos, às 11h, 12h, 15h e 17h, no Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), localizado na Avenida Gustavo da Silveira, nº 1035, no bairro Horto.

Mais informações no link

 

SERVIÇO

Presépio Colaborativo da Casa Fiat de Cultura 

27 de novembro a 6 de janeiro

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

O PAINEL “CIVILIZAÇÃO MINEIRA” DE CANDIDO PORTINARI

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 X 8,14 metros. Em exposição permanente, a obra conta, agora, com ficha técnica em braile, além de peças multissensoriais que fazem parte dos recursos de mediação para pessoas com deficiência visual. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica. Portinari (1903 – 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

A conservação do painel de Portinari foi feita pelo Grupo Oficina de Restauro, mesma equipe de especialistas que realizou a restauração da obra em 2014, quando a Casa Fiat de Cultura assumiu a salvaguarda do painel. De acordo com a coordenadora do projeto de conservação, Rosângela Reis Costa, “o exercício de avaliação e intervenção periódicas ao painel é essencial para que o trabalho original do pintor seja preservado, evitando perdas irreparáveis ou a necessidade de uma nova restauração, medida que só é tomada quando a obra já está muito danificada pelo tempo e manuseio indevido”.

 

SERVIÇO


Exposição permanente: painel Civilização Mineira, 1959 (Candido Portinari)

Horário: das 10h às 21h de terça à sexta

das 10h às 18h sábado, domingo e feriados

Entrada gratuita

ATELIÊ ABERTO ENCADERNAÇÃO

Anotações de matérias escolares, agenda, diário, desenhos ou simples rascunhos. O caderno tem mil e uma utilidades em nosso dia-a-dia e, por isso, a Casa Fiat de Cultura convida o público a criar cadernos personalizados durante as férias. No Ateliê Aberto de Encadernação, o Programa Educativo ensinará as técnicas de brochura, longstich, belga, japonesa e copta. O ateliê funcionará entre 9 de janeiro e 3 de fevereiro, de quarta a domingo, em dois horários: das 10h às 11h30 para crianças de até 10 anos (técnica de brochura) e das 14h às 17h30 para jovens e adultos (técnicas variadas). São 15 vagas por horário e não é necessário fazer inscrição prévia. A participação é gratuita.

Cadernos também podem contar muito sobre as pessoas, com detalhes que mostram a personalidade e os gostos de cada um. Inspirados pela música “O Caderno”, de Chico Buarque, o público da Casa Fiat de Cultura poderá confeccionar cadernos criativos utilizando apenas costura, colagem e papeis diversos. Para as crianças a técnica de encadernação será sempre a de brochura, e jovens e adultos podem escolher entre os diversos estilos no Ateliê Aberto de Encadernação.

  • Quarta-feira: Japonesa >> encadernação com capa dura, sem lombada e costura decorativa.
  • Quinta-feira: Longstich >> encadernação com capa dura e lombada recortada com costura aparente.
  • Sexta-feira: Belga >> encadernação com capa dura, lombada e costura externa.
  • Sábado: Copta >> encadernação com capa dura, sem lombada e costura aparente que permite uma abertura de até 360°.
  • Domingo: Brochura >> encadernação simples com capa cartonada e costura interna e única.

 

SERVIÇO

Ateliê Aberto de Encadernação na Casa Fiat de Cultura

9 de janeiro a 3 de fevereiro, de quarta a domingo

10h às 11h30 – crianças de até 10 anos | Técnica brochura

14h às 17h30 – jovens e adultos | Técnicas variadas

15 vagas por horário | Gratuito | Sem inscrição prévia

 

 

*Crianças com idade até 5 anos deverão ser auxiliadas pelos responsáveis durante as atividades.

*Crianças com idade até 10 anos deverão ser acompanha pelos responsáveis.

*Todos os participantes deverão vestir roupas confortáveis e apropriadas ao manuseio de tintas, colas e outros materiais.

Informações:  (31) 3289-8910

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