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Tudo é eco no universo – Augusto Fonseca na Piccola Galleria

CASA FIAT DE CULTURA APRESENTA “TUDO É ECO NO UNIVERSO”, DE AUGUSTO FONSECA, NA PICCOLA GALLERIA

Composta por desenhos, pinturas e objeto, a exposição propõe uma releitura
do mito de Narciso e Eco

Apresentar Narciso de dentro para fora. Essa é a proposta da exposição “Tudo é eco no universo”, do artista plástico Augusto Fonseca, que será inaugurada na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura. Diferentemente da abordagem em que muitas releituras do mito de Narciso e Eco se ancoram, na mostra o artista trabalha o famoso mito grego numa lógica inversa: ao invés do culto da imagem pela imagem e o que isso diz aos outros, a intenção é que a imagem provoque reflexões introspectivas. Para compor essa narrativa serão exibidas 11 obras, sendo 10 aquarelas e uma obra com técnica mista de desenho e aquarela, e um objeto. A exposição fica em cartaz de 30 de maio a 21 de julho, com entrada gratuita.

A concepção de “Tudo é eco no universo” partiu de um sentimento interno do artista em relação ao que estava vivendo, das coisas que fazia e via. “Sempre achei interessante o mito do Narciso. Narciso é o herói da consciência. Quando mergulha no lago, mergulha em busca do seu interior. Não se trata apenas de beleza, é também sobre identificação, espelhamento e reflexão. Ele possibilita muitas reflexões atemporais”, conta Augusto Fonseca.

Os desenhos e pinturas que compõem a exposição têm uma veia anatômica, dissecando o corpo físico humano para uma viagem posterior para o mundo mental do homem. Plantas, bulbos e flores também compõem esses corpos. Elas são analogias ilustrativas para trazer para o cerne da reflexão a atual sociedade que, de acordo com o artista, está adoecida. “Penso no Narciso hoje, na sociedade contemporânea, será que se acharia belo? Acredito que não. Nesse sentido, o Narciso de hoje não se reconhece em si, está doente, se acha estranho”, pontua.

Na obra da série “Tudo é Eco no Universo”, o personagem Narciso é retratado sem a
representação do seu reflexo, que se perde em meio a ruídos, desenhos, manchas. Já o objeto que integra a exposição é um espelho, pelo simbolismo com Narciso e também pela ideia de reflexão tanto do espaço, quanto do espectador. “Quero criar um jogo de reflexos entre as obras, o espaço e o espectador, criar esse lugar de reflexão, despertar o lado narcísico do público”, esclarece Augusto.

Em texto crítico escrito por Raphael Fonseca, a riqueza de detalhes das aquarelas é proporcional ao desejo de controle por parte não apenas do artista, mas da humanidade. “Aparentemente retiradas de livros históricos de medicina, ao olharmos com atenção notamos que essas composições reúnem aquilo que os corpos humanos tem de mais admirado e temido”, destaca.

Desta forma, Augusto pretende provocar reflexões de autoconhecimento, bem como pensar as relações de alteridade. “Como na arte, o mito é um meio para entendermos e decodificarmos a realidade a nossa volta”, correlaciona o artista.

A exposição “Tudo é eco no universo” é uma realização da Casa Fiat de Cultura e do Ministério da Cidadania, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Fiat Chrysler Finanças e Banco Safra. A exposição conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

O mito de Narciso e Eco

Segundo a mitologia grega, Narciso era um belo jovem, filho do deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope, que era cortejado tanto por homens quanto por mulheres. Já Eco era uma ninfa grega que foi castigada por Hera, esposa de Zeus, para que sempre repetisse os últimos sons que ouvisse. Certo dia, ela cruza o caminho de Narciso, que estava contemplando sua imagem em um lago. Eles começam uma conversa, mas apenas as últimas palavras de suas frases são repetidas. Seduzido por suas próprias palavras e pela sua imagem, ele acaba imergindo nas águas.

Augusto Fonseca

Augusto Fonseca é artista plástico formado pela Escola de Belas Artes da UFMG. Como artista plástico, realizou diversas exposições individuais, dentre elas: Walk me Home, no Museu Inimá de Paula (2015); O Falso Espelho, no Centro de Cultura SESI Mariana (2014) e na Galeria de Arte da COPASA (2013); Quando penso ter razão, na Galeria de Arte do BDMG Cultural (2013); e Outras Cidades Invisíveis, na galeria de arte da CEMIG (2009).  Das exposições coletivas, destacam-se: 44º Salão de Arte Luiz Sacilotto (2016), 60×20 – Galeria de Arte da CEMIG (2012), Pequeno panorama em pequenos formatos. Reflexões sobre a Pintura” Quina Galeria (2010), Encontros e Mestiçagens Culturais. Breve Panorama da Pintura Contemporânea em Minas Gerais – Centro de Artes e Convenções da UFOP (2010), 9° Salão de Artes Visuais de Guarulhos (2009), Fundação de Arte de Ouro Preto-FAOP (2008). Em 2012 passa a integrar o setor de Artes Visuais do Museu de Arte da Pampulha. Participou da Comissão de Seleção e Organização da 5ª e 6ª edições do programa Bolsa Pampulha (2013/2014-2015/2016), da comissão de seleção e organização do projeto Telas Urbanas (2015/2016), e da comissão de Seleção do projeto Arte Urbana Gentileza (2018). Como curador, idealizou e organizou a exposição Sobre o que se Desenha, no Museu de Arte da Pampulha (2015), foi curador assistente na exposição Arte e Política no Acervo do MAP, realizado no SESC Palladium (2016), e fez a curadoria da exposição Pintura em Diálogo, no BDMG Cultural (2017).

Piccola Galleria

O espaço é destinado a novos artistas e foi criado em 2016 com o intuito de incentivar a produção nacional e internacional. Os artistas são selecionados por uma comissão de especialistas que, nesta edição de 2019, foi integrada pelo curador Marconi Drummond, pela artista plástica Nydia Negromonte e pelo arquiteto Paulo Waisberg. A proposta é apresentar e destacar trabalhos inéditos – pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, instalações, performances e/ou videoarte – de artistas locais, brasileiros ou estrangeiros.

Em três programas de seleção, a Piccola Galleria recebeu 207 inscrições e, entre 2016 e 2018, já apresentou o trabalho de 13 artistas, 206 obras de arte e recebeu mais de 120 mil visitantes. A sala expositiva é um ambiente dedicado às artes visuais e sua criação marcou os 10 anos da Casa Fiat de Cultura. Situada ao lado do painel “Civilização Mineira”, de Candido Portinari, no hall principal da Casa Fiat de Cultura, o pequeno recinto é destinado a exposições de curta duração, mas com toda a visibilidade que a instituição enseja. Local intimista e com grande circulação de público, conta com a chancela da Casa Fiat de Cultura e do Circuito Liberdade, um dos mais importantes corredores culturais do país.

Seis artistas foram escolhidos no 3º Programa de Seleção da Piccola Galleria. Além da exposição “Pulsa”, de Avilmar Maia, e “Silêncios Seletivos” de Luiza Nobel, estão previstas: “Tudo é Eco no Universo” (Augusto Fonseca), “Pequena rota do insuspeitável” (Cyro Almeida), “Sagoma” (Henrique Detomi), “Mau olhado – bem olhado” (Janaína Barros e Wagner Leite).

SERVIÇO

Exposição “Tudo é eco no universo” – Augusto Fonseca na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura

30 de maio a 21 de julho de 2019

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Casa Fiat de Cultura

Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

 

Informações

(31) 3289-8900

www.casafiatdecultura.com.br

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