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Os Gigantes da Montanha, Grupo Galpão: Do teatro aos quadrinhos

GRUPO GALPÃO E CASA FIAT DE CULTURA UNEM-SE PARA LANÇAR HQ E EXPOSIÇÃO DA FÁBULA “OS GIGANTES DA MONTANHA”

 Uma das principais obras de Pirandello recebe novos contornos nas mãos do ilustrador Carlos Avelino e ganha mostra com detalhes do percurso de criação do artista

 

Marco da dramaturgia do século XX e uma das principais obras do escritor italiano Luigi Pirandello, Os Gigantes da Montanha se transforma em História em Quadrinhos, segundo os traços do artista plástico multimídia Carlos Avelino, e se torna tema da próxima exposição na Casa Fiat de Cultura. “Os Gigantes da Montanha – Grupo Galpão em: Do teatro aos quadrinhos na Casa Fiat de Cultura” apresentará o percurso de criação da HQ, publicada pela editora Nemo, do Grupo Autêntica, a partir da montagem realizada pelo Galpão, com direção de Gabriel Villela, estreada em 2013 e que ainda faz parte do repertório de apresentações do grupo. Na mostra, o público apreciará rascunhos, rafes de páginas e arquivos originais do trabalho de Avelino, assim como fotos, vídeos, cenário e figurinos da peça de teatro. O lançamento nacional da HQ e a abertura da exposição, com presença do ilustrador e do Grupo Galpão, serão no dia 4 de junho, às 19h, com entrada gratuita.

A história em quadrinhos Os Gigantes da Montanha entra para o pequeno rol de adaptações inéditas do teatro ao formato HQ. Além de ilustrada por Carlos Avelino – e, também, por Bruno Costa –, a adaptação foi idealizada e roteirizada pela atriz Inês Peixoto. A releitura em nova linguagem busca ampliar a abrangência do público e angariar novos interessados na narrativa de Pirandello e na força da trupe mineira. Além disso, por meio da exposição – que estreita ainda mais as relações e a parceria entre a Casa Fiat de Cultura e o Grupo Galpão –, será possível compreender processos criativos e perceber como a eloquência dos elementos da peça (roupas, maquiagens, músicas) são fundamentais ao espetáculo e, também, fomentam o enredo em novos dispositivos.

 

Em 2015, em apresentação do espetáculo Os Gigantes da Montanha, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, o paulistano Carlos Avelino se encantou com a magia da encenação e presenteou o Grupo Galpão com os desenhos de todos os personagens da peça. “Na primeira aparição dos personagens, já realizei mentalmente: estes já estão prontos, vou transformá-los em desenho de animação. A riqueza de detalhes no figurino, os diálogos, as músicas, a cenografia e a iluminação do espetáculo me serviram de inspiração”, conta o ilustrador e artista plástico, que, então, enviou seus rafes para o grupo.

“O impacto de seu traço foi tão grande que nasceu dali o desejo imediato de traduzir nossa adaptação da obra de Pirandello para uma história em quadrinhos, pelas mãos apuradas do artista”, explica Eduardo Moreira, diretor artístico do Grupo Galpão. Adaptada por Inês Peixoto, atriz que interpreta o papel da condessa Ilse na peça, a versão para HQ condensou os diálogos da montagem, ao criar fusão entre as descrições e os personagens de Pirandello. Também se realizou adaptação na estrutura dos personagens, mas as características dos desenhos iniciais foram preservadas. “A obra ganha novos contornos, ao chegar a públicos mais amplos e deixar um registro inovador desse trabalho, um marco na trajetória de quase quatro décadas do Galpão”, declara.

Para Arnaud Vin, diretor do Grupo Autêntica, cujo braço editorial para quadrinhos é a editora Nemo, “Os Gigantes da montanha” foi um livro lindo e desafiador. “Foram necessárias muitas pessoas, entre idealizadores e profissionais da editora para que a HQ tomasse forma. Transformar uma obra de Pirandello em quadrinhos necessitou olhares atentos.  O resultado está agora nas livrarias, uma obra de tirar o fôlego de tão linda”.

 

 

A Casa Fiat de Cultura entra na empreitada por ter longo histórico de parceria com o Grupo Galpão. Já era uma vontade expressa entre ambos de realizar um evento que tivesse Os Gigantes da Montanha como mote, uma vez que o texto é do italiano Luigi Pirandello, ligação direta com a origem da Casa Fiat de Cultura –, onde, em 2017, foi realizado um sarau especial, com apresentação da peça, em comemoração aos 120 anos de Belo Horizonte, aos 150 anos de nascimento de Pirandello e aos 35 anos do Grupo Galpão.

Segundo Carlos Avelino, a exposição “Os Gigantes da Montanha – Grupo Galpão em: Do teatro aos quadrinhos na Casa Fiat de Cultura” demonstrará o processo de criação, do estudo inicial, feito de maneira tradicional, a lápis, às fases de finalização digital. O público terá uma amostra do processo de criação do artista, das técnicas tradicionais de desenho e pintura – base para o profissional da área digital –, além de todo o trabalho desenvolvido pela equipe.  Ele conta que, do processo de criação até a página enviada para a editora, algumas etapas são essenciais: leitura de texto; rafes (esquetes) do posicionamento dos personagens em cena; rafes definindo os esboços iniciais (colocação de detalhes dos personagens); arte final digital na cor preta; colocação da cor base dos personagens; colorização do traço da arte final; colocação de sombras, colorização dos cenários; colocação de detalhes dos personagens; balonamento e encaminhamento da página para a editora.

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, Fernão Silveira, a exposição propõe o diálogo com diferentes públicos, por meio da fusão de linguagens distintas. “Desde sua inauguração, a Casa Fiat de Cultura tem buscado ser um portal de acesso à cultura italiana. Nesta ocasião, não é diferente. Temos o prazer de apresentar a nosso público a italianidade de Luigi Pirandello, junto à mineiridade do Grupo Galpão, por meio dos traços do artista e ilustrador Carlos Avelino. Revelar o processo criativo dessa HQ e os bastidores do espetáculo é uma forma de mostrar que a obra de Pirandello não está esgotada”, ressalta.

 

A mostra conta com 51 páginas feitas de maneira tradicional (rafes) e estudos em aquarelas para páginas finais, nas quais há interação entre pintura tradicional e digital, rascunhos e arquivos originais do trabalho de Avelino. No que se refere à montagem da peça pelo Grupo Galpão, o público apreciará 31 fotos, 2 vídeos e 3 figurinos.

O Grupo Galpão tem o patrocínio da Petrobras. A exposição “Os Gigantes da Montanha – Grupo Galpão em: Do teatro aos quadrinhos na Casa Fiat de Cultura” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, do Grupo Galpão e do Ministério da Cidadania, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), da Fiat Chrysler Finanças e do Banco Safra. A mostra conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal.

 

 

O programa educativo da Casa Fiat de Cultura irá abordar, durante as mediações, a história do Grupo Galpão e a trajetória artística do italiano Luigi Pirandello, além dos elementos chave da narrativa de “Os Gigantes da Montanha” e os processos envolvidos na adaptação do teatro para a história em quadrinhos. A transversalização de linguagens irá permear todo o trabalho durante o período de exposição e estará presente na prática do ateliê na construção visual de personagens, por meio da caracterização e figurino. Para as ações de acessibilidade e Inclusão, estão programadas a áudio de descrição ao vivo e pranchas com a reprodução tátil dos croquis em exposição, além de tablets com material explicativo sobre a Casa Fiat de Cultura e a mostra.

No dia 16 de junho, às 19h30, o ator Luiz Rocha, que integra o elenco de “Os Gigantes da Montanha” apresenta sarau com músicas do espetáculo na Capela de Santana, localizada nos jardins da Casa Fiat de Cultura. A apresentação é gratuita.

No dia 2 de julho, às 19h30, a atriz Inês Peixoto e o ilustrador Carlos Avelino estarão na Casa Fiat de Cultura para um bate-papo sobre todo o processo de transposição do Teatro para a HQ em “Os Gigantes da Montanha”. Entrada gratuita, mediante a retirada de ingressos no Sympla.

O espetáculo Os Gigantes da Montanha, encenado pelo Grupo Galpão, com direção e concepção de Gabriel Villela, nasceu do desejo de levar a obra de Pirandello às ruas. O texto inacabado, que se tornou um dos maiores clássicos da dramaturgia do autor, relata o encontro da arte e do teatro com o mundo da fantasia e da imaginação. Fábula de contornos enigmáticos, a peça termina com a destruição da poesia pelo mundo pragmático dos gigantes.

A montagem do grupo, em sua estreia em Belo Horizonte, foi assistida por cerca de 40 mil espectadores, em seis apresentações, na Praça do Papa e no Parque Ecológico da Pampulha. A marca é única para eventos teatrais. De lá para cá, o espetáculo agradou a públicos diversos e circulou pelas cinco regiões do Brasil, de grandes centros a cidades menores, passando pelo vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e pela região do rio Tocantins, que vai de Palmas a Belém. Fiel a um teatro de repertório, o Galpão, até hoje, mantém o espetáculo em sua grade de apresentações.

Apesar de a peça ter sido escrita e reescrita por Pirandello, ao longo da década de 1930, ele morreu vítima de forte pneumonia em 1936, antes de finalizá-la. A cena final foi produzida a partir do diálogo entre pai e filho, no leito de morte. Para o Grupo Galpão, o fascínio de montar a fábula está em sua incompletude, que lhe atribui característica de obra aberta, e possibilita múltiplas leituras e interpretações. O texto foi uma escolha do diretor Gabriel Villela, para celebrar o reencontro com o Galpão, cuja parceria se iniciou em 1992, com Romeu e Julieta, seguida por A Rua da Amargura, de 1994.

A peça de Pirandello aborda a chegada de uma companhia teatral à vila governada pelo mago Cotrone. A condessa Ilse, uma das principais atrizes do grupo, quer representar A fábula do filho trocado a um grande público, e fora da vila. O mago não concorda com a ideia e convence os atores a atuar apenas para si mesmos. Por fim, são convidados, como espectadores, os gigantes da montanha – povo empreendedor, mas brutalizado pela força do pragmatismo –, que, na tragédia, acabam por massacrar os artistas.

A montagem, que começou abençoada por multidões em praças públicas e cumpriu aproximadamente 130 apresentações por todo o país, alça novos voos e se diversifica. O desejo é que o lançamento da HQ “Os Gigantes da Montanha” amplie ainda mais o alcance e o conhecimento, principalmente entre o público mais jovem, dessa obra tão instigante e ainda pouco conhecida de Pirandello”, ressalta o ator Eduardo Moreira em seu texto curatorial.

Antonio Edson – Cromo

Arildo de Barros – Conde

Beto Franco – Duccio Doccia / Anjo 101

Eduardo Moreira – Cotrone

Inês Peixoto – Condessa Ilse

Júlio Maciel – Spizzi / Soldado

Luiz Rocha (ator convidado) – Quaquèo

Lydia Del Picchia – Mara-Mara

Paulo André – Batalha

Regina Souza (atriz convidada) – Diamante / Madalena

Simone Ordones – A Sgriccia

Fernanda Vianna / Teuda Bara – Sonâmbula

Atriz, diretora, guerreira sonhadora, Inês Peixoto é integrante do Grupo Galpão. Formada em Teatro pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), da Fundação Clóvis Salgado, é bacharelanda em Cinema e Audiovisual pela UNA.

Artista plástico multimídia, Carlos Avelino atua no campo das artes visuais, ao trabalhar com cinema de animação, das artes plásticas e da ilustração. No que se refere aos desenhos animados, colaborou em diversas produções nacionais e internacionais, tanto na produção de comerciais de televisão quanto de longas-metragens. Atualmente, é professor e coordenador do curso pós-graduação em cinema de animação da Faculdade Meliès de Tecnologia, em São Paulo.  Como aquarelista realiza cursos e workshops em diversas cidades do Brasil e do exterior. Recebeu diversas premiações em salões de artes, por seus trabalhos em aquarela. Em 2018, foi um dos convidados de honra em encontros internacionais de aquarela realizados no Brasil, em Paraty, e em Portugal, na cidade de Montemor-o-Novo. Em 2019, integrará a comissão de aquarelistas que representará o Brasil no evento mundial de aquarelas na cidade de Fabriano, na Itália, e será o convidado de honra no 11° Encontro Internacional de aquarelistas da cidade de Santa Cruz, em território português.

Ilustrador e storyboarder, Bruno Costa estudou nas escolas Quanta Academia de Artes e na Faculdade Meliès de Tecnologia, na qual se formou em Animação 2D. Iniciou sua carreira em desenho, fazendo caricaturas em eventos, mas logo em seguida entrou para o mercado de publicidade, fazendo layouts e storyboards para comerciais. Atualmente, trabalha como ilustrador freelancer para o mercado de animação e publicidade.

O Grupo Galpão é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro. Criado em 1982, o grupo desenvolve um teatro que alia rigor, pesquisa, busca de linguagem, com montagem de peças que possuem grande poder de comunicação com o público. Sua origem está ligada à tradição do teatro popular e de rua. Sediado em Belo Horizonte, já participou de vários festivais em países da América Latina, da América do Norte e da Europa, além de já ter percorrido o território brasileiro de norte a sul. O grupo é formado por 12 atores: Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones e Teuda Bara. Os atores também trabalham com diferentes diretores convidados, como Fernando Linares, Paulinho Polika, Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Yara de Novaes, Jurij Alschitz e Marcio Abreu.

 

Nascido em Agrigento, na Sicília (Itália), em 1867, Pirandello foi dramaturgo, poeta e romancista, além de grande renovador do teatro, com profundo sentido de humor e grande originalidade. O escritor considerava a atividade teatral menos importante em sua condição essencial de poeta (Mal Jucundo), romancista (O Falecido Matias Pascal; A Excluída; O Turno) e contista (364 escritos). Foi como teatrólogo, porém, que, curiosamente, o autor se consagrou.

A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar as mais prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braile e atendimento em libras. Atualmente, 50 mostras de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 13 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 2,5 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 400 mil participaram de suas atividades educativas.

 

Criada em 17 de setembro de 1997, a Autêntica Editora consolidou-se no mercado editorial brasileiro, tornando-se referência na área acadêmica. Sempre fiel à perspectiva de lançar livros de alta qualidade, busca assuntos inovadores e, ao mesmo tempo, diversifica o catálogo para atender às demandas de seu abrangente público. A casa tornou-se, em 2011, o Grupo Editorial Autêntica, que, com títulos em áreas variadas, conta hoje com cinco editoras: a Autêntica Editora, com foco em livros nas áreas de Ciências Humanas, literatura brasileira, literatura estrangeira e literatura infantil; a Editora Gutenberg, com títulos de interesse geral, cultura e entretenimento para jovens e adultos; a Vestígio, voltada à publicação de romances policiais, suspense e não-ficção; a Autêntica Business, com títulos de negócios, e a Editora Nemo, destinada à publicação de quadrinhos, graphic novels e livros para o  universo geek.

 

Criada em 2011, a Editora Nemo ficou rapidamente conhecida por suas publicações de clássicos dos quadrinhos europeus, e pela aposta em autores nacionais. Com grandes nomes da nona arte em seu catálogo, como Daniel Clowes, Jeff Lemire e Adrian Tomine, a editora contribui cada vez mais para a disseminação dos quadrinhos pelo país.

 

COMO PARTICIPAR DO CONCURSO CULTURAL⠀

– Faça uma foto ou vídeo no nosso espaço selfie da exposição “Do teatro aos quadrinhos” com as sombrinhas e publique em seu feed (pode ser sua ou com a galera)⠀
– Coloque as hashtags #DoTeatroaosQuadrinhos#CasaFiatdeCultura
– As fotos escolhidas serão divulgadas e as HQ serão entregues no bate-papo “Momentos Criativos” dia 02/07 às 19h30 na Casa Fiat de Cultura. ⠀

SERVIÇO

Lançamento da HQ “Os Gigantes da Montanha” com noite de autógrafos e abertura da exposição Os Gigantes da Montanha – Grupo Galpão em: Do teatro aos quadrinhos na Casa Fiat de Cultura”

Dia: 4 de junho, às 19h, na Casa Fiat de Cultura

 

Entrada gratuita

 

HQ Gigantes da Montanha (Ed. Nemo, 2019, 104 páginas)

 

Valor: R$ 49,80 (o livro será vendido no Café da Casa Fiat de Cultura durante toda a exposição, além do site da editora www.grupoautentica.com.br, livrarias e plataformas digitais)

 

Período expositivo: 4 de junho a 14 de julho de 2019

 

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

 

Casa Fiat de Cultura

Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h – Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

 

Informações

(31) 3289-8900

www.casafiatdecultura.com.br

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www.circuitoculturalliberdade.com.br

 

 

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