Como Chegar

Tarsíla e o Brasil dos Modernistas

Apresentação

Em 1924, ano dos mais férteis da carreira de Tarsila do Amaral, ela esteve, com o “bando” dos modernistas, em visita às cidades históricas de Minas Gerais. Muitos relatos dessa viagem ficaram registrados, como o de Pedro Nava em seu memorial e o de Carlos Drummond de Andrade, que se encontrou com os membros da “caravana paulista” no Grande Hotel de Belo Horizonte, onde hoje se situa o Conjunto Arcangelo Maletta, na esquina da Rua da Bahia com a Avenida Augusto de Lima.

Essa viagem marcou a obra de Tarsila, como bem assinala o rico texto da curadora de
nossa exposição, Regina Teixeira de Barros.

A exposição nos faz pensar sobre a riqueza do imaginário que se construiu e que continua a ser construído sobre o nosso país, e não só o Brasil dos modernistas, ao longo dos 87 anos transcorridos desde aquela viagem.

Tarsila volta a Minas, agora como figura central dessa mostra de grandes artistas, tão diferentes entre si e, ao mesmo tempo, igualmente empenhados na descoberta de um olhar para o Brasil, que é um e é tantos.

José Eduardo de Lima Pereira
Diretor Presidente

A Exposição

A exposição Tarsila e o Brasil dos modernistas reúne um conjunto de obras que apresentam visões singulares de paisagens, tradições e tipos brasileiros. Tendo como ponto de partida a obra de Tarsila do Amaral (1886- 1973), os trabalhos selecionados procuram traçar um panorama de tentativas de representação visual de um país territorialmente vasto e culturalmente heterogêneo como o Brasil. Esses trabalhos se reportam ao tempo e ao espaço onde foram produzidos e ao
entendimento que nossos artistas modernos tiveram da realidade à sua volta.

Além de Tarsila, figuram na exposição outros artistas que discutiram uma possível representação da identidade brasileira de forma bastante explícita e constante ao longo de suas trajetórias, como Di Cavalcanti e Candido Portinari. Estão inclusas também obras de artistas que se detiveram no tema em determinados períodos de suas carreiras, como Cícero Dias, Lasar Segall, Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret. A mostra apresenta ainda um terceiro grupo de artistas cujo conjunto da obra não é necessariamente identificado à criação de uma imagem iconográfica do e para o Brasil, mas que produziu trabalhos pontuais que tangenciam o tema, seja pela inclusão de um contexto geográfico facilmente reconhecível, seja pela curiosidade investigativa de hábitos e tradições locais. Entre esses, encontram-se Alberto da Veiga Guignard, Ismael Nery, Oswaldo Goeldi e Flávio de Carvalho.

Tarsila e o Brasil dos modernistas não pretende transformar estes últimos em artistas comprometidos com a produção de cunho nacionalista nem menosprezar a história da arte hegemônica, mas aproximar trabalhos específicos que, interpretados sob certos ângulos, podem vir a ampliar o debate em torno das representações visuais simbólicas do país, tornando-o tão complexo quanto a teia cultural em que está inserido.

É importante explicitar que esse recorte não tem intenção de examinar a produção dos modernistas do ponto de vista de estilo, mas de traçar relações temáticas a fim de tornar claras as semelhanças e/ou diferenças em termos de opções de figuração de cunho metafórico. O agrupamento de trabalhos por tema facilita a análise da contribuição modernista para o debate em torno da produção simbólica de um imaginário social na medida em que os temas se repetem com bastante frequência, ainda que sob formas diversificadas.
Regina Teixeira de Barros
Curadora da exposição

Educativo

O programa educativo da exposição “Tarsila e o Brasil dos Modernistas” está baseado na pergunta “como se constrói conhecimento social?“ Alunos, professores e visitantes serão os protagonistas da visita à exposição. Eles construirão suas próprias opiniões a partir de enfoques temáticos sugeridos pelos educadores, com base na proposta da curadora da exposição. Em investigações pessoais ou em pequenos grupos, munidos de um conjunto de fotos e textos plastificados e, eventualmente, também objetos, eles poderão elaborar relações com as obras expostas.

Uma experiência que é intercalada com exercícios de arte, atividades práticas relacionadas à visita. Os educadores intervirão sugerindo conexões interculturais, como por exemplo, questões estéticas, sociais, políticas e antropológicas ou mudanças de percurso, para despertar a curiosidade intelectual de todos. Farão prevalecer perguntas e não respostas para fazê-los pensar e desconstruir não só as categorias do certo e do errado, como também a imagem que os alunos têm do papel do educador de museus e instituições culturais, como principal interlocutor. Desta forma, o imaginário, as histórias pessoais, as informações e conhecimentos trazidos pelos visitantes se conectarão com as obras de arte de valor estético e conteúdo simbólico, para proporcionar uma conversação cultural, uma rede poética e não lógica.

Agendamento de Visitas Orientadas

(31) 3289-8911

Normas para Visitação

  1. Não é permitido fotografar ou filmar a exposição, com ou sem flash
  2. Não é permitido falar ao celular dentro das galerias, bem como enviar torpedos
  3. Não é permitido tocar nas obras.
  4. Não é permitido ultrapassar o nicho de segurança para ver as obras
  5. Bolsas, mochilas, pastas e similares devem ser deixados no guarda-volumes
  6. Não é permitido mascar chicletes, comer ou beber no recinto das exposições
  7. Pede-se a gentileza de falar e movimentar-se com moderação nos espaços expositivos
  8. Pede-se a gentileza de respeitar e seguir as orientações da equipe da Casa Fiat de Cultura

CASA FIAT DE CULTURA

Conselho Deliberativo

Cledorvino Belini
Valentino Rizzioli
Pablo Di Si
Vilmar Fistarol
Virgilio Cerutti
Francesco Pastore

Diretoria

Diretor Presidente
José Eduardo de Lima Pereira
Diretor Vice-Presidente
Marco Antônio Lage
Diretor Administrativo e
Financeiro
Gilson de Oliveira Carvalho
Diretores
Marco Piquini
Márcio Lima

Equipe Executiva

Gestora de Cultura
Ana Vilela
Supervisora
Administrativo-Financeira
Mariana Lima
Estagiárias
Luara Brina
Renata Monteiro

Empresas Mantenedoras

Banco Fidis de Investimento
CNH Latin America
Comau do Brasil
Fiat Automóveis
Fiat do Brasil
Fiat Finanças
Fiat Services
FIDES Corretagem de Seguros
FPT Powertrain Technologies
Iveco Latin America
Magneti Marelli
Teksid do Brasil

EXPOSIÇÃO – TARSILA E O BRASIL DOS MODERNISTAS

Concepção / Realização

Casa Fiat de Cultura
Base7 Projetos Culturais

Patrocínio

FIAT

Co-Patrocínio

Banco Itaú

Parceria

Banco Santander

Parceria Institucional

APPA

Apoio Cultural

Estado de Minas
TV Globo Minas

Apoio

MINC
Governo do Brasil

Equipe do Programa Educativo

Projeto Educativo

Vera Barros

Coordenadora Executiva

Mailine Bahia Fernandes

Agendamento

Maria Emília Abreu Carneiro

Supervisores

Amanda Alves
Milton Eduardo Lira

Educadores

Alexandre Rodrigues de Sá
Alex Sandro Lindolfo
Clarissa Barçante Teixeira
Clarissa Campomizzi
Fernanda Cardoso de Albuquerque
Janaína Cristina da Silva
João Paulo Alves Fonseca
Kátia Magalhães Silva
Keila Janaina Muniz da Silva
Matheus Roberto de Queiroz Fleming
Poliana Vasconcelos Xavier
Valdeci da Silva Cunha

Assistentes

Izabela Barçante Teixeira

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