Como Chegar

RODIN – Do Ateliê ao Museu

Introdução

“O artista que é verdadeiro, e a fotografia é mentirosa.” Essas poucas palavras sintetizam aquilo que Rodin criticava na imagem fixa: sua forma de impor uma única visão, sua incapacidade de captar o movimento e sua dificuldade para expor o modelado das esculturas.

Apesar das reticências expressas na frase, em 1880 o escultor abriu as portas do ateliê para fotógrafos locais, amadores, editoras especializadas em retratos e fotógrafos artistas, que produziram diferentes interpretações de sua obra. É essa diversidade de pontos-de-vista, buscada e encorajada por Rodin, que apresentamos aqui, a partir da seleção de algumas das 7 mil imagens colecionadas em vida pelo escultor. Os bronzes e o mármore apresentados nesta exposição ressaltam a riqueza do diálogo entre escultura e fotografia.

Hélène Pinet

Curadora da Exposição e Coordenadora científica da coleção de fotografias. Responsável pelo setor de pesquisa, documentação, biblioteca e arquivos do Museu Rodin.

Apresentação

Quando visitei o Museu Rodin, em Paris, no fim de 2008, para verificar a condição real de trazer para a Casa Fiat de Cultura a exposição Rodin: do Ateliê ao Museu – fotografias e esculturas, além de muita esperança, levava comigo certa emoção, e justificada: a de saber ser possível fazê-lo.

A importância da mostra, a grandeza do artista, a alegria de apresentá-lo ao público brasileiro sob a forma dessa exposição tão especial, única mesmo, tudo isso contrastava com a memória recente dos apenas três anos de história de nossa Casa Fiat.

O começo difícil dessa bem-sucedida aventura, marcada pela completa e confessa inexperiência, teve a compensação de uma volta juventude: fazer, quela altura da vida, algo de inteiramente novo, encarar o desconhecido com doida coragem e a certeza de que tudo daria certo, sem um segundo de dúvida, volver a los diecisiete.
A cálida acolhida da direção do Museu Rodin – tanto para nossa visita quanto para a intenção de trazer a exposição ao Brasil – aumentou ainda mais a emoção. Deixei a França em estado de graça e permaneço nele até agora. É essa emoção juvenil que desejo dedicar a todos que conspiraram por essa realização.

Uma exposição desse grande artista francês, no Ano da França no Brasil, patrocinada por uma empresa de orgulhosa gênese italiana, faz saber que a Casa Fiat de Cultura é uma casa brasileira, com certeza.

José Eduardo de Lima Pereira
Presidente da Casa Fiat de Cultura

A Exposição

Rodin (1840-1917) sempre conservou os elementos integrantes de seu universo tanto quanto suas obras. Um amontoado de antiguidades greco-romanas, miniaturas persas e gravuras japonesas, artigos de imprensa, livros, revistas, correspondências e arquivos fotográficos preenchiam gavetas, vitrines e prateleiras de seus ateliês e suas casas. Ao longo da carreira, Rodin reuniu cerca de 7 mil fotografias dele próprio, de seus próximos e suas esculturas.

A técnica da fotografia mostrou-se inicialmente, para Rodin, um instrumento útil para subsidiar e fazer avançar seu trabalho como escultor. Suas obras eram fotografadas durante o processo de criação e o artista, recortando as imagens, testando novas combinações, realizando intervenções com crayon ou tinta, fazia experimentações em duas dimensões, buscando novas interpretações e soluções escultóricas. A seguir, passou a utilizá-la como o principal meio de divulgação de sua obra na França e no exterior.

As imagens fotográficas de suas esculturas nos catálogos e na imprensa permitiram que seu trabalho conhecesse ampla circulação.
Numa fase posterior, suas obras tornaram-se objeto de reinterpretação dos fotógrafos ligados escola pictorialista, como Edward Steichen e Haweis e Coles, além de Jean Limet, que, com suas imagens, ofereceram uma nova leitura artística das esculturas de Rodin.

Com a morte do escultor, sua coleção de fotografias, que refletia não só seu percurso como escultor mas também a evolução técnica do novo suporte nessa sua fase inicial, caiu no esquecimento e assim permaneceu por várias décadas.
Somente em 1960 a coleção foi redescoberta e, a partir da década de 1970, pesquisadores passaram a ter acesso aos arquivos do Musée Rodin, o que permitiu que vários projetos tomassem forma.

O estabelecimento de uma relação entre as esculturas, os desenhos, as coleções, os arquivos e as bibliotecas de Rodin jogou uma nova luz sobre essa ampla produção fotográfica. Os raros registros fotográficos puderam ser decifrados não só em seu cruzamento com a carreira do escultor, mas também com a própria história da fotografia.

O processo complexo das ligações entre a fotografia e a escultura de Rodin, assim como a maneira pela qual uma se envolveu no desenvolvimento e na interpretação da outra, constituiu o tema da exposição organizada pelo Musée Rodin, em Paris, no final de 2007 e início de 2008.

À exposição parisiense, agora apresentada pela primeira vez fora da Europa e composta de 194 fotografias originais, realizadas entre 1877 e 1917, soma-se um conjunto de 22 esculturas de Rodin que possibilitam um diálogo desejado e permitem uma melhor compreensão do processo de criação do escultor e da maneira pela qual cada um dos fotógrafos captou esse processo.

Entre as peças presentes na exposição, destaca-se a monumental escultura Les Trois ombres [As Três sombras], que foi retirada do próprio jardim do Musée Rodin, onde se encontra instalada.Também estão presentes uma versão de L’Éternel printemps [A Eterna primavera], bronze concebido em 1886, e a escultura Les Bénédictions [As Bênçãos], uma de suas mais bonitas peças em mármore, realizada entre 1896 e 1911, nunca antes mostradas fora do museu.

Educativo

Rodin: do Ateliê ao Museu – Fotografias e Esculturas conta com um programa educativo elaborado especialmente para atender grupos, professores e alunos de escolas das redes pública e privada. As visitas orientadas são realizadas por uma equipe de educadores capacitados pela instituição.

Segundo a arte-educadora Rachel Vianna, responsável pela concepção do programa educativo da exposição de Rodin, o conceito de mediação adotado envolve um embate entre duas tendências opostas. Por um lado, reconhece o direito de cada visitante construir significado para as obras de arte, com base em sua história de vida, seus conhecimentos e experiências.

Por outro lado, entende que o acesso a conhecimentos especializados pode abrir novas portas para a compreensão da arte e ampliar a experiência estética. “Nosso desafio é que as atividades propostas alternem estas duas tendências, sem pretender uma postura de autoridade absoluta, nem furtar-se responsabilidade de introduzir conhecimentos especializados e problematizar visões ingênuas ou preconceituosas da arte”, destaca Rachel Vianna.

Assessoria ao professor

Com o formato de workshop, a assessoria ao professor foi desenhada para dar suporte aos professores e profissionais interessados em desenvolver seu próprio roteiro de visita. Ao trabalhar em grupos pequenos, o participante terá a oportunidade de discutir, com supervisão do programa educativo, abordagens direcionadas para os seus interesses específicos.

Agendamento de Grupos

As inscrições para o agendamento de visitas orientadas já estão abertas. É necessário um agendamento prévio. Reserve o seu horário o quanto antes, pois a procura é grande e nem sempre é possível atender a todos os pedidos. Grupo mínimo de 10 pessoas e máximo de 40 pessoas.
O agendamento para grupos e escolas poderá ser feito pelo telefone (31) 3289-8910 ou pelo e-mail agendamento@casafiat.com.br

As inscrições para o agendamento de visita para grupos estão esgotadas. O programa educativo já está trabalhando com lista de espera em caso de surgimento de cancelamentos.

Importante:

As exposições seguem normas restritas de segurança, as quais determinam um número máximo de visitantes ao mesmo tempo. A visita em grupos sem agendamento prévio fica sujeita a lotação da galeria e provável fila de espera.

Atendimento ao visitante

Durante os finais de semana e feriados haverá visitas temáticas para o público em geral. Não é necessário fazer reserva, basta procurar o Balcão do Educativo localizado na entrada das exposições.

Educação on line

Para apoiar o professor ou responsável por um grupo de visitantes, ficará disponível, no site da Casa Fiat, um material com informações e sugestões para atividades educativas relacionadas exposição. São informações sobre os artistas, dicas de livros, sites para pesquisa, citações de críticos e historiadores, sugestão de roteiros de leitura e propostas temáticas. O material pode ser usado em atividades de preparação para a visita ou para aprofundar e ampliar os temas tratados na mostra.

Normas de Visitação

• Não é permitido fotografar ou filmar a exposição, com ou sem flash

• Não é permitido falar ao celular dentro das galerias, bem como enviar torpedos

• Não é permitido tocar nas obras.

• Não é permitido ultrapassar o nicho de segurança para ver as obras

• Bolsas, mochilas, pastas e similares devem ser deixados no guarda-volumes

• Não é permitido mascar chicletes, comer ou beber no recinto das exposições

• Pede-se a gentileza de falar e movimentar-se com moderação nos espaços expositivos

• Pede-se a gentileza de respeitar e seguir as orientações da equipe da Casa Fiat de Cultura

Serviços

Casa Fiat de Cultura
Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250 – Belvedere – Nova Lima (MG)
Informações: (31) 3289-8900
Entrada gratuita para toda a programação.
Funcionamento: Terça a sexta-feira – 10h às 21h
Sábados, domingos e feriados – 14h às 21h.
Agendamento para grupos e escolas: (31) 3289-8910 ou e-mail: agendamento@casafiat.com.br

Transporte Gratuito: saídas de terça a sexta, Praça da Liberdade/Casa Fiat de Cultura, a partir de 9h30, a cada uma hora e meia. Sábados, domingos e feriados, a partir de 13h30, a cada uma hora e meia

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