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A Casa Fiat de Cultura

 

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Há 12 anos, a Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural mineiro, ao apresentar grandes e prestigiosas coleções e exposições de renomados artistas e movimentos artísticos brasileiros e internacionais. A grande arte de Caravaggio, Chagall, Rodin, De Chirico, Aleijadinho, Amilcar de Castro, Portinari, Tarsila do Amaral e outros pôde ser apreciada e discutida de forma gratuita ao longo de todos esses anos, por todos os públicos, de todas as idades e classes sociais. Mais de 2 milhões de pessoas já visitaram as exposições e mais de 350 mil participaram das atividades educativas.

Em um cenário em que a cultura efervescia na capital, sob demanda crescente pelo consumo da arte, a Casa Fiat de Cultura se empenhou para que as pessoas tivessem, na maioria das vezes, o primeiro contato com movimentos marcantes e estruturadores da história da arte – desde a arte antiga do Império Romano, passando por movimentos como renascimento, barroco, expressionismo, surrealismo, futurismo, modernismo, concretismo, arte contemporânea até a arte digital –, de modo a traçar um percurso cuidadoso e formativo, no sentido de contribuir com o desenvolvimento humano e as políticas públicas.

Entre 2006 e 2018, a Casa Fiat de Cultura apresentou 49 exposições, onde exibiu mais de 2 mil obras de arte, além de nove itinerâncias, que contemplaram cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Buenos Aires.

Trata-se das mostras Arte Italiana do Masp (2006); Speed – A Arte da Velocidade (2007); Amilcar de Castro (2008); Com que roupa eu vou (2008); A Arte dos Mapas (2008); Olhar Viajante (2008); O mundo mágico de Marc Chagall – O sonho e a vida (2009); Rodin, do Ateliê ao Museu (2009); Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas (2010); Olhar e Ser Visto (2011); Tarsila e o Brasil dos Modernistas (2011); Roma – A Vida e os Imperadores (2011). De Chirico: O Sentimento da Arquitetura (2012); Caravaggio e seus seguidores (2012); Barroco Itália Brasil – Prata e Ouro (2014); Recosturando Portinari (2014); Quase Poema – Cartas e Outras Escrituras Drummondianas (2014); Fernando Pacheco – Atelier em Movimento (2015); Uma Certa Itália – 15 Artistas do Piemonte (2015); Re-Conhecimento – A Gravura Norueguesa Contemporânea (2015); Umberto Nigi – Cores Cidadãs do Mundo (2015); Formas do Moderno (2016); Yara Tupynambá – Pintando a Natureza (2016); Almanaque – Pinturas de Miguel Gontijo (2016); Ensaios Visuais do Piemonte (2016); Do Outro Lado do Desenho – Leo Santana (2016); Renascimento Gráfico (2016); Pequenos Formatos, Pequenos Gestos (2016); Prazer e Morte – A Escultura Atemporal de Marco Aurélio R. Guimarães (2017); Ritratti di Commercianti (2017); Transformar, deformar, dissipar (2017); Nem tudo tem que se pra sempre (2017); Sylvio Coutinho mostra Belo Horizonte na Casa Fiat de Cultura (2017); Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores (2017); O Tempo dos Sonhos – Arte Aborígene Contemporânea da Austrália (2017); O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo. – Paolo Grassino e Luigi Mainolfi (2017); Fuga – Ana Amélia Diniz Camargos (2017); Contaminações Pictóricas (2017/2018); Refúgio Poético (2018); Construções Afetivas – Nello Nuno e Eliana Rangel (2018); Linguagens Híbridas – Bienal de Arte Digital (2018); Por trás do tapume (2018); Inarredáveis! Mulheres Quadrinistas (2018); Cidades e outras passagens – Caminhos de uma residência em arte digital (2018); Exposição 100% Minas (2018); São Francisco na Arte de Mestres Italianos (2018); Estar no Mundo, sem ser do mundo – Maíse Couto na Piccola Galleria (2018); O que escondo só a mim basta – Miro Bampa na Piccola Galleria (2018); Presépio Colaborativo (2018); Ellora – Ildeu Lazarinni na Piccola Galleria (2018).

Em sua proposta de aproximar a arte do público, a Casa Fiat de Cultura vem desenvolvendo um portfólio pautado na relevância histórica, artística e educativa da programação, associado a metodologias e linguagens amplamente acessíveis. Além das exposições, são oferecidas, ao público, palestras, concertos de música, lançamentos de livros, oficinas, cursos, formação de professores e ateliês abertos. Dessa forma, a instituição se tornou parceira na inserção sociocultural da sociedade, fazendo do poder transformador da arte um elo entre conhecimento, reflexões, experiências, novos pensamentos e atitudes à cidadania.

Aprendizado e experimentação

Sempre com mostras inéditas, a instituição desenvolve um Programa Educativo que é peça fundamental nesse trabalho de valorização e ampliação do conhecimento proporcionado ao público. Para cada exposição, são idealizados conceitos e temáticas trabalhados em atividades educativas, em um modelo de Ateliê Aberto, que proporciona aos visitantes um espaço de experimentação livre e participação nos processos do fazer criativo. Com enfoque nos estudantes e professores de escolas públicas, mas atendendo a todos os segmentos da sociedade, o programa promove, nas discussões educativas, uma interdisciplinaridade dos temas – pondo a arte em diálogo com a matemática, a história, a geografia, a política, a filosofia e a literatura, por meio de infinitas possibilidades de debate. Complementa-se, assim, o aprendizado dos jovens e dos alunos, expandindo os limites da sala de aula e promovendo novas e instigantes discussões do mundo contemporâneo, muito além das fronteiras didáticas.

Para cada público, uma abordagem especial é adotada, com o intuito de encantar e transformar, de maneira positiva, o imaginário de cada visitante, de maneira a oferecer acesso a crianças, jovens, adultos, idosos e públicos especiais, e atender às suas necessidades. Como bons exemplos, é possível lembrar de “Caravaggio e seus seguidores”, exposição realizada pela Casa Fiat de Cultura em 2012, quando um programa especial para deficientes visuais foi desenvolvido, de forma que algumas obras contassem com audiodescrições que aproximavam a imagem daqueles que, em princípio, não tinham acesso a ela.

Em “De Chirico – O Sentimento da Arquitetura” e “Rodin – Do Ateliê ao Museu“, os cegos puderam sentir com as mãos algumas das obras de arte mais importantes do mundo. Assim como em 2014, quando os cegos que visitaram a exposição “Barroco Itália Brasil – Prata e Ouro” tiveram a oportunidade de tocar, com luvas cirúrgicas, suntuosas esculturas em prata, que nunca haviam saído antes da Itália. Para o público com deficiência auditiva, as exposições contam com educadores especializados na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Trabalhando neste sentido, em 2017, a Casa Fiat de Cultura criou, dentro do Programa Educativo, um Núcleo de Acessibilidade com o objetivo de trazer para dentro das exposições, e na programação paralela, atividades para pessoas com necessidades especiais, como: atendimento em libras e áudio-descrição, materiais em braile e exercícios sensoriais. Com esse trabalho, a Casa Fiat de Cultura já atendeu a mais de 200 mil pessoas, desempenhando, a cada dia, o papel de trazer a periferia ao centro e proporcionar uma ponte entre a arte e as pessoas, eliminando as barreiras sociais que separam esses universos.

Em 2018, a Casa Fiat de Cultura lança o projeto Residência Artística em Arte Digital – Uma Jornada Colaborativa, com curadoria de Pablo Gobira, professor da Escola Guignard e pesquisador de arte e tecnologia do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia. Oito artistas ficarão imersos em um espaço de criação para produzir obras de arte digital relacionadas ao painel “Civilização Mineira” (1959), de Candido Portinari, em conexão com a cidade de Belo Horizonte. As obras criadas ganharão uma exposição com foco na transformação da experiência do público visitante, inserindo-o em uma realidade mista: material e virtual.

Compromisso histórico

Além do investimento nas pessoas, a instituição acredita na valorização do patrimônio cultural e artístico e busca fortalecer seu compromisso com a perpetuação da memória e da cultura nacional – e, sobretudo, mineira. Com patrocínio das empresas do Grupo Fiat Chrysler Automobiles – FCA e CNH Industrial, nos anos de 2013 e 2014, a instituição realizou completa revitalização e restauro do histórico edifício do Palácio dos Despachos, tombado pelo patrimônio estadual e municipal, para abrigar a sua nova sede na Praça da Liberdade. O local, antiga sede administrativa do Governo de Minas, foi totalmente adequado às diretrizes museológicas de climatização, iluminação, segurança, incêndio e acessibilidade para receber exposições e acervos dentro de padrões internacionais.

Para equipar e adequar o edifício às mais modernas tecnologias, a Fiat investiu R$ 20 milhões, o que possibilitou oferecer conforto e segurança ao público, além de infraestrutura compatível com a qualidade das exposições realizadas. Desse modo, a Casa Fiat de Cultura deu mais um passo na busca para se reafirmar como espaço para debate e exposição das artes no Brasil, consolidando-se como referência de qualidade e excelência.

A nova sede possibilitou diversificar ainda mais o leque de atividades da Casa Fiat de Cultura, que pôde abrir ao público a Capela de Santana, usada anteriormente apenas para celebrações reservadas e que passou a abrigar concertos de música e missas para a comunidade. A capela está situada nos jardins do complexo arquitetônico do Palácio da Liberdade, tombado pelo patrimônio estadual, que abriga cerca de 50 mangueiras centenárias e foi construída no final dos anos 1950, por iniciativa da então primeira-dama do Estado, Francisca Tamm Bias Fortes, esposa do Governador José Francisco Bias Fortes, conhecida como Dona Queridinha.

Além disso, o painel “Civilização Mineira” (1959), maior quadro de Candido Portinari em Minas, e que representa a mudança da capital, de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897, foi restaurado e está agora exposto para visitação do público. Após a execução de 16 etapas de trabalho e mais de 500 horas de pesquisa e minuciosa intervenção, a Casa Fiat de Cultura pôde contribuir para garantir a salvaguarda desta obra de inominável valor simbólico e material para a cultura.

 

Inovação técnica

 

Como destaque da nova sede, importante ressaltar a construção de uma reserva técnica. O espaço é importantíssimo para as grandes montagens realizadas pela instituição, pois auxilia a conservação e a movimentação dos acervos, ao resguardar a integridade física de obras delicadas, provenientes de diversas partes do mundo. A reserva técnica responde a todas as exigências internacionais e proporciona condições favoráveis à preservação de acervo, garantindo a segurança dos bens culturais sob responsabilidade da Casa Fiat de Cultura. A sala, de 160 m², prevê excelência de preservação dos acervos, nos mesmos níveis da museologia internacional, e orientada por conservadores, museólogos e restauradores contratados para atuar junto à programação de exposições.

Também foi construído um elevador para cargas especiais, para que obras de tamanhos monumentais possam entrar nas galerias. Com capacidade de 2,5 toneladas e cerca de 25 metros quadrados, o elevador amplia as possibilidades de a instituição trazer, ao Brasil, grandes obras de qualquer parte do mundo.

 

O quadro “Civilização Mineira”, 1959, de Candido Portinari

 

Nada melhor para iniciar a instalação da nova sede da Casa Fiat de Cultura do que a recuperação de uma obra de Candido Portinari, que representa a mudança da capital mineira, de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 1897. “Civilização Mineira” foi produzido em têmpera sobre madeira, em 1959, no Rio de Janeiro, para decorar a sede do Banco do Estado de Minas Gerais (antigo Banco Agrícola Hipotecário de Minas Gerais). O projeto foi executado entre fevereiro e abril do mesmo ano da encomenda, o que demonstra a concentração com que o pintor trabalhava, e foi inaugurado juntamente à nova sede do banco, em maio de 1960.

No início de 1967, o Banco Agrícola Hipotecário de Minas Gerais, então proprietário da obra, foi transformado, pela fusão com o Banco Mineiro da Produção, no Banco do Estado de Minas Gerais, BEMGE. Nessa ocasião, o quadro de Portinari foi transferido para Belo Horizonte e instalado na sede da nova instituição financeira, na Praça Sete de Setembro, onde permaneceu até outubro do mesmo ano, oportunidade em que foi transferido ao Palácio dos Despachos, para a inauguração do edifício, que seria a sede administrativa do Governo do Estado de Minas Gerais, na capital. Desde então, encontra-se instalado no hall de entrada do edifício, onde permanecerá, após seu restauro, como acervo da nova sede da Casa Fiat de Cultura, aberto à visitação pública.

O quadro Civilização Mineira, de Candido Portinari, é obra caracteristicamente modernista, sem abrir mão de fundamentos da pintura clássica, claramente dominados pelo pintor. A pintura se caracteriza por tons pastel e pela representação das paisagens urbanas, perpassada por linhas diagonais e faixas tonais, que criam arestas e remetem ao cubismo de uso recorrente do artista. A técnica pictórica, aparentemente, é mista e contrasta tinta rala.

A composição da obra é dividida ao meio por duas seções: do lado esquerdo, a cidade de Ouro Preto é representada por um conjunto de casario, igrejas e telhados, e, do lado direito, está a moderna Belo Horizonte, com seus edifícios, fiação elétrica – criando ritmos poéticos, com andorinhas pousadas sobre os fios – e construções. Ao centro, inconfidentes se fazem identificar pelas roupas da época, bem como pela presença, no grupo, de um padre paramentado.

Inicialmente, o quadro mostra a evolução da civilização mineira, daí o título da obra. É possível perceber uma temporalidade que evolui da esquerda para direita, de um momento situado na Vila Rica e seu casario geometrizado em diagonais, torres barrocas etc. A trajetória é intercalada pela colocação do bloco de personagens do séc. XVIII, direcionados ao foco da dita narrativa, desembocando numa atualidade caracterizada por outra geometria, desta vez mais encorpada e cubificada, de modo a demonstrar transformações do tempo, do espaço e da civilização.

A  produção apresenta um conjunto de pinceladas um tanto vigorosas e tonalidades “quebradas”, de modo a ser vistas de longe e, ao mesmo tempo, não saturar a contemplação. Brinca com divisões e quebras explícitas das formas e espaços, uma montagem em modo arbitrário da cena – uma colagem de paisagens (a antiga de um lado e a moderna de outro) mediada pelo grupo de figuras ou personagens da alegoria mineira. Portinari, aqui, é senhor de linguagem, que exibe, por fim, a marca do pintor moderno e modernista, em pleno domínio de repertórios pictóricos que fundem, em um mesmo trabalho de estruturação clássica, sinônimo de permanência, a fluidez e a leveza das obras contemporâneas.

Observa-se na obra a predominância de tons pastel e a utilização de cinzas, beges, azuis, amarelos, vermelhos e brancos. Por meio de análises químicas, constatou-se que o pintor usou pigmentos como branco de zinco, branco de titânio (anatásio), azul de ultramar, azul e verde de ftalocianina e ocres (óxidos de ferro). Além disso, suspeita-se que tenha utilizado amarelo de cádmio, alaranjado de cádmio e selênio, branco de chumbo, azul de cobalto, sulfato de bário, carbonato de cálcio e verde de cromo.

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