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O Futurismo

Movimento artístico e literário, o futurismo surgiu oficialmente em 1909, com a publicação do “Manifesto Futurista”, escrito pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti, no jornal “Le Figaro”, de Paris.

Baseado numa concepção exasperadamente dinâmica da vida, o movimento rejeitava o moralismo e o passado. Suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX, utilizando o design como parte de um programa de integração das artes com a vida cotidiana.

Por meio da exaltação da modernidade, o futurismo evocava características do mundo moderno, como a máquina, os automóveis, a guerra e os aviões. Para os artistas, os objetos não se esgotam no contorno aparente e seus aspectos se interpenetram continuamente a um só tempo ou vários tempos num só espaço. De uma maneira bidimensional, o futurismo procura expressar o movimento real, registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento. O artista dessa escola não está interessado em pintar um automóvel, mas em captar a forma plástica, a velocidade descrita por ele no espaço.

Futurismo no Brasil

O futurismo influenciou diversos artistas brasileiros que depois fundaram outros movimentos modernistas, como Oswald de Andrade e Anita Malfatti, que tiveram contato com o Manifesto Futurista e com Marinetti em viagens à Europa já em 1912. Após uma interrupção forçada pela grande guerra, o contato foi retomado. Foi certamente uma das influências da Semana de Arte Moderna de 1922 e seus conceitos de desprezo ao passado para criar o futuro caíram como uma luva no desejo dos jovens artistas de parar de copiar os modelos europeus e criar uma arte brasileira. Oswald, principalmente, percebeu que o Brasil e toda a sua multiplicidade cultural, desde as variadas culturas autóctones dos índios até à cultura negra, representavam uma vantagem e que com elas se podia construir uma identidade e renovar as letras e as artes.

Assessoria de Imprensa Casa Fiat de Cultura
Carla Cardoso
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